1. «Há um ambiente de decomposição» no Governo, segundo Manuel Maria Carrilho. Por isso, acrescenta ele que é preciso «remodelar rapidamente» o Executivo, mas sem substituir Teixeira dos Santos, que tem de «executar o Orçamento do Estado».
Como o ainda ministro das Finanças nunca conseguiu executar sequer razoavelmente um Orçamento, a sugestão de Carrilho é mais ou menos como aquela história das moscas: muda-se o ambiente de decomposição, mas ficam os detritos.
2. Por falar no Governo e em Teixeira dos Santos: circula por aí que, afinal, vai haver quem possa acumular reformas com vencimentos, ao contrário do que o Governo fez inicialmente saber. Não é que eu discorde, mas fica-me a dúvida: desta vez será um regime de excepção, ou trata-se de outra adaptação?
Vou já ali saber as explicações que Jorge Lacão e Teixeira dos Santos irão agora dar, para ver se fico esclarecido. Ou ver se a coisa pode gerar mau ambiente.

A quem interessa remodelar o Governo se lá ficarem os dois primeiros responsáveis pela desgraçada situação a que o País chegou, isto é, Sócrates e Teixeira dos Santos?
Carrilho, de vez em quando, mete o pé na argola, convenhamos.
Também acho. E das outras vezes mete o outro pé…
Caro João
Quando falaste em moscas, lembrei-me logo da eficácia do Governo, patenteada no “Aeromoscas” de Beja…
Aeromoscas internacionais…