“Acabar com os exames de Matemática é uma excelente ideia, para não existirem más notas na disciplina. Quem decidiu isto pode não saber de álgebra, aritmética, geometria, trigonometria ou funções. Mas sabe de estatística. Ó se sabe! Os resultados hão de melhorar…”
Matemática
Paulo Sousa,

Há smartes,calculadoras,computadores,serviço s de contabilista, e Finanças! ninguém melhor que estas para calcular o que cada um leva pra casa.
Ninguém melhor do que um licenciado em História para perorar sobre Matemática.
Não há dúvida que é uma opinião séria e profissional.
Fez-me lembrar aquele advogado de defesa de um traficante de tabaco que clamava por inocência, pois o seu cliente nem sequer fumava. Gostei do seu comentário.
Ainda bem que gostou porque se pensar bem o problema não está na Matemática está no Português. Se os miúdos não souberem interpretar um texto como é que podem resolver problemas?
O facto de acabarem os exames de fim de curso não quer dizer que acabem para quem pretenda seguir o ensino superior. Nas faculdades o exame de matemática é obrigatório nos cursos de ciências.
O problema da matemática é uma questão de ensino e de programa porque se os miúdos não “dessem” para a matemática também não “davam” para informática. É fácil de perceber, não?
Traficante de tabaco? Não sabia que o tabaco era ilegal…
no ministério não serve para nada
«Utilizamos a Matemática desde a hora em que acordamos até a hora em que vamos dormir, afinal, no mínimo precisamos colocar o relógio para despertar. A todo momento calculamos o tempo, seja para dormir, chegar ao trabalho e voltar para casa, o próprio horário de trabalho, almoço, lanche, etc. Todos os objetos que utilizamos foram feitos com cálculos matemáticos. Nossos aparelhos eletrônicos são pura Matemática. Além disso, em qualquer lugar que estivermos, estamos cercados de números: casas, prédios, lojas, informações, placas, etc. Estamos sempre preocupados com a previsão do tempo, o que também é pura Matemática. Assim como vibramos com o avanço da medicina e descoberta de novas vacinas. Na TV, jornais ou revistas, acompanhamos sempre porcentagens e gráficos referente a algum assunto. A lista é enorme…
Somos também os campeões em iliteracia económica. A vida é um círculo.
o ainda pm lembra
Rudyard Kipling – O homem que queria ser rei
inventor da ”pescadinha com a cauda nas beiçolas”
O comentara Sousa hoje não ligou o neurónio…
Juromenha
Muito bom. As governações socialistas descritas em poucas palavras. E quando não deixam os porcos triunfantes martelar os números, chama-se pântano ou populismo.
Contado por um professor que esteve recentemente a fazer correcção de provas de matemática: 3.000 testes tiveram nota zero.
Acabar com os exames de Matemática é uma forma fácil de deixar de haver más notas na disciplina, da mesma forma que acabar com a avaliação dos hospitais públicos foi uma forma de rapidamente não haver maus hospitais no SNS.
Ou arrancar árvores para não arderem. Foi a solução proposta pelo grande chefe Costa depois de 2017. Mal sabe ele que plantar árvores é a única coisa capaz de combater as alterações climáticas à escala humana.
Não fosse o raio do Eurostat e a ultrapassagem da Roménia não causaria engasgos os engasgos que causa.
Quem decidiu isto nunca conseguiu aprender a tabuada.
Para reflexão,
“A matemática que hoje se ensina é a que eu aprendi há 60 anos! Um absurdo. Dou ouro a quem me prove que a vida real lhe exigiu calcular um limite. Ou um qualquer problema vectorial ou de probabilidade. Ou… mais não digo. Sou do tempo do cálculo manual ou da régua de cálculo. Hoje a matemática deve ser de conceitos (preciso saber o que quero, como usar bem o input de software e interpretar resultados com sentido crítico). Os professores e alunos de hoje são incapazes de usarem a programação matemática do real. Gastam neurónios a calcular expressões matemáticas sem qualquer ligação com aquele. Dá 22, está certo, tens 20. Peçam a um engenheiro, gestor, economista a 5 anos de terminarem o curso, etc para resolver o último exame do 12.o ano. Mandem-me as classificações em segredo… prometo não divulgar. Ah! Ensino matemática há 50 anos e estou farto do absurdo! Acabaram com o exame do 12.o ano? Abençoados se, além disso, renovarem o ensino carunchoso que persiste. Mas não peçam parecer da caduca sociedade portuguesa de matemática que mantém o modelo caduco que vigora.
(…)
Caro Floriano um aluno com o 12º ano não resolve problemas simples de uma empresa desde a organização de turnos, à organização de um grande armazém, à análise estatística simples etc porque passa a vida atulhado em cálculo manual de expressões insalubres sem ligação a qualquer situação real e sem perceber a “big picture”. Pegue num compêndio de matemática português, leia as primeiras 10 páginas sobre um assunto e avalie o que aprendeu no meio de tanto palavreado. De seguida pegue num compêndio americano e sobre o mesmo assunto leia as primeiras 2 ou 3 páginas e compare. Concluirá que por cá complica-se tudo o que é simples. Sabe quantas páginas tem para leitura de matemática um aluno do 10º +11º+12º anos?Cerca de 1000 (MIL) páginas tamanho A4 (envio lista dos compêndios onde obtive estes valores se necessário) com um custo proibitivo. O meu compêndio de álgebra (3º ciclo dos liceus-ed. 1958 – J. Sebastião e Silva) que conservo, tem matemática dos 6º e 7º anos com 550 páginas A5 (cerca de metade da área do A4). Nos compêndios do 12º ano encontra 2 ou 3 páginas sobre modelação e optimização, ou seja, NADA de área fundamental para aplicar conhecimentos de matemática e procura de soluções com software apropriado! A matemática virou negócio para autores, editores, livreiros e explicadores Complicar o que é simples faz girar muito dinheiro.”
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