A América, mais uma vez, chocada, chora os seus mortos. Não aqueles que pereceram em combate algures no Iraque ou no Afeganistão, mas aqueles que tiveram a trágica infelicidade de estarem na mira de uma semi-automática nas mãos de um perturbado jovem americano numa escola secundária de Parkland, na Flórida. A história sangrenta repete-se. Desta vez, foram 17 mortos e outros tantos feridos. Nestes momentos, vem sempre ao de cima o eterno debate sobre a questão da posse de arma nos EUA, esse princípio constitucional e, para muitos, sagrado. De um lado, aparecem os habituais e impotentes críticos ao actual sistema e do outro lado, com a poderosa National Rifle Association (NRA) à cabeça, os defensores da liberdade de acesso às armas. Nesta arena política não há meios-termos. Os campos estão bem delimitados, com as palavras (ou ausência delas) a denunciarem as posições dos governantes. Veja-se, por exemplo, o senador Mark Rubio e o Governador republicano Rick Scott da Florida, em que lamentaram a tragédia, apelando a orações e ao fim da violência nas escolas, mas ao mesmo tempo, hipocrisia das hipocrisias, ambos têm “A+” dada pela NRA, um rating atribuído àqueles que mais têm feito pela defesa da Segunda Emenda e pelos esforços na promoção do direito pela posse e porte de arma.
O lobby das armas nos Estados Unidos é poderosíssimo e, em parte, essa força advém do culto à arma e ao papel que esta desempenhou na construção da América, assente num certo ideal de Nação, onde cada cidadão tem o direito a proteger-se. E sendo para muitos um bem de necessidade básica, eis que pode ser adquirido em qualquer grande superfície perto de si, nomeadamente a tristemente célebre AR-15, a arma mais usada nos massacres nas escolas. A NRA ostenta com orgulho o estatuto de a AR-15, uma adaptação civil da M-16, ser a arma mais popular dos EUA, porque, imagine-se, é “costumizável, adaptável, de confiança e precisa”. De acordo com a NRA, ainda há mais razões para comprar uma: é uma arma “versátil”, que tanto dá para “tiro desportivo, caça e situações de auto-defesa”. E a cereja no topo de bolo é o facto de ser uma arma “personalizável” nas suas peças, “o que a torna tão única”. Estima-se que esta arma esteja em 8 milhões de lares americanos.
Tudo isto é perturbador e faz-me lembrar uma cena do documentário Bowling for Columbine, onde, a determinada altura, Michael Moore entra num banco para abrir uma conta e sai de lá com uma arma. Ou seja, como se fôssemos ali à Caixa ou ao BCP para abrir uma conta e nos oferecessem uma pasta ou um relógio para incentivar à concretização do negócio.
Obviamente que qualquer acção legislativa no sentido de um maior controlo na venda e posse de armas suscitará um debate intenso e polémico na sociedade americana. E porquê? Como acima foi dito, porque, basicamente, uma grande parte dos americanos acha-se no direito constitucional de ter uma(s) arma(s). E, efectivamente, a Segunda Emenda (1791) sustenta essa realidade quando defende o “Right to Bear Arms”. Mas, a Segunda Emenda também é clara no propósito final subjacente a esse direito: “A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.” Ou seja, os “legisladores” providenciaram o direito constitucional aos cidadãos de terem armas e de poderem andar com as mesmas como meio para garantir a virtude do Estado e do seu Governo e não como instrumento de defesa pessoal ou de serviço a outros interesses particulares.
Esta Emenda foi criada com base na desconfiança filosófica e ideológica que os legisladores tinham em relação ao Governo, por acreditarem que este poderia, nalgum momento, desvirtuar-se. Só com o povo dotado de armas poderia depor esse Governo e repor um novo “príncipe” virtuoso. De certa maneira, estaria aqui subjacente o princípio bíblico de armar o mais fraco (o justo) para derrotar o mais forte (o ímpio), e que permitiu a David, com a sua funda, derrotar Golias.
Ora, o problema, é que algures no caminho, os americanos esqueceram-se dos propósitos virtuosos e das boas intenções dos “legisladores”, agarrando-se apenas ao “Right to Bear Arms” para se armarem até aos dentes.

Depois de Columbine ficou a promessa de que tudo iria mudar, no que concerne o livre acesso a armas de fogo.
Afinal houve mudança, mas para pior..
Nunca é demais rever Michael Moore debunking the system.
Típica opinião de quem não leu nada a não ser esquerdismo.
https://www.washingtonpost.com/opinions/i-u sed-to-think-gun-control-was-the-answer-m y-research-told-me-otherwise/2017/10/03/d 33edca6-a851-11e7-92d1-58c702d2d975_stor y.html
“A América vista por um europeu”…
“A América vista por um europeu”…
Alexandre a questão das armas nos Estados Unidos é muito complexa e relaciona-se com a desconfiança, sistemática, do cidadão americano pelo Estado Federal. Um exemplo:
Operation Sea-Spray was a 1950 U.S. Navy secret experiment in which Serratia marcescens and Bacillus globigii bacteria were sprayed over the San Francisco Bay Area in California.
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Operatio n_Sea-Spray
Report links vaccines to Gulf war syndrome
A senior army doctor has provided the first official support for claims that the cocktail of vaccines given to soldiers before the 1991 war in Iraq probably caused illnesses that became known as Gulf war syndrome, it was reported today.
Lt Col Howe wrote: “It seems most likely certain that Mr Izett did in fact receive classified ‘secret’ injections prior to his expected deployment, and that in turn these have most probably led to the development of autoimmune-induced osteoporosis.”
Lieutenant Colonel Graham Howe, clinical director of psychiatry with the British forces health service in German
https://www.google.pt/amp/s/amp.theguard ian.com/uk/2004/jan/12/health.military
O problema é que, como foi estudado num artigo numa edição recente do <>The Economist</i> (secção “Johnson”), o texto da Segunda Emenda é muito opaco, com quatro vírgulas e sem uma lógica percetível e indubitável. Não se percebe se os cidadãos devem ter (e andar com) armas para participarem na milícia, se para outra coisa qualquer. O texto não é claro nesse ponto.
Atualmente em Portugal comenta-se os assuntos dos EUA como se eles nos dissessem respeito, como se os EUA fossem o nosso país.
Nós vivemos em Portugal. Os americanos que se amanhem com as peculiaridades deles.
A questão que se põe sobre as “as peculiaridades deles” é que poderão tornar-se num rastilho que rebenta com isto tudo… Portugal incluído, ok ?
Portugal não está num bunker de doomsday preps, nem numa área murada ou numa redoma de vidro. De vidro poderá eventualmente ter telhados, isso sim…
Contrariamente, na Europa há um restrito controlo de armas, e os massacres sucedem-se e sempre na casa das centenas!!!!….O facto é que este e outros criminosos não tinham capacidade de compra de armas legalmente, tendo sido obtidas no mercado paralelo. Que aconteceria mesmo perante um país com restrição legal, como acontece na Europa.
O estranho é que os jornalista, fazedores e manipuladores de opinião publica, quando os massacres são perpetuados por muçulmanos, desvalorizam a raça, o propósito, e sempre pelo facto de terem perturbações mentais e maus islâmicos. Quando são brancos, as noticias começam e em letras garrafais, por supremacista, fascista, fascista branco mata a sangue frio dezenas de inocentes…….Por outro dizer que este escroque era supremacista branco, sendo um membro registado do partido democrata, do movimento Antifada, BLM e da CAIR, matando maioritariamente brancos da classe média….e por si uma fake news!!!
Não podia estar mais de acordo consigo
Está enganado, é ao contrário que acontece.
Algo que envolva um muçulmano ou um negro é titulado como atentado terrorista. Se este caso tivesse sido perpetrado por um uçulmano ou um negro, não tenha dúvida que era assim que os jornais dariam a notícia. Como foi um branco com acesso fácil a armas, ninguém fala em terrorismo.
Makiavel, é isso mesmo! Se forem caucasianos nunca falamos de terrorismo, por mais evidente que o possa ser – se o acto de disparar indiscriminadamente sobre alunos e funcionários de uma escola não é um acto terrorista, então eu não sei o que é um acto terrorista!
E por falar em “não”-terrorismo, pergunto-me/vos eu:
– Onde um rapaz de 18 anos arranja dinheiro para comprar uma metralhadora de assalto? Mais granadas de fumo e máscara de gás?…
Suponho que a virar hambúrgueres no “McDólares” levasse mais que os seus 18 anos a amealhá-lo, já tendo em conta a possibilidade de o moço não ter quaisquer tipo de despesas!…
Francisco, penso que um Supremacista Branco está indissociavelmente ligado a alguém perturbado mentalmente. Por isso não é necessário designá-lo por um doente mental. Seria pleonasmo
Francisco, nas feiras de armamento não existe nenhum controlo na venda de armas. Não é necessário o mercado negro.
Para se ajuizar quais as possibilidades do jovem Nikolas Cruz ter sido influenciado pelos ideias democratas e não pela milícia paramilitar Republic of Florida:
https://republicofflorida.wordpress.com/
“That race whose males will not fight to death to keep and mate with their females will perish.” – David Lane
Victoria Olvera, a 17-year-old junior, said Cruz was expelled last school year after. She said Cruz had been abusive to his girlfriend.
Bontempo a maioria desses movimentos de supremacia branca não têm exclusivamente uma doutrina racista mas, sim, também uma religiosa. Frequentemente são anti-semitas, anti-católicos, xenófobos, anti-capitalistas, anti -comunistas (são libertários )e por isso chacinar brancos não entra em contradição com a pertença a um grupo desse tipo.
Cuidado com as fakes news do jornalismo de “reverência” Vlad.
Como os jornalistas não investigam é difícil saber mas parece que o tipo não tem nada que ver com supremacistas.
https://twitchy.com/gregp-3534/2018/02/1 6/ap-issues-correction-on-story-alleging-n ikolas-cruz-was-member-white-nationalist-g roup/
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FBI teve vários avisos em casos recentes inclusive este , mas “esqueceu-se”, estão mais preocupados em manipular eleições :
https://twitchy.com/gregp-3534/2018/02/1 7/heres-a-list-of-recent-attacks-the-fbi-m issed/
Não sei se foi fake ou arrependimento por parte do líder da República da Flórida ter dado com a língua nos dentes. Quanto ao Supremacistas basta visitar os sites oficiais
Por cá o tema que provoca urticária por estar ainda enraizado no cortex de alguns cidadãos é o das “touradas”.
Os defensores sabem no seu íntimo sabem que os argumentos dos opositores são válidos, que é uma situação que não faz sentido, mas por uma razão que a razão desconhece não conseguem largar mão da coisa.
Mas obviamente que no caso dos EUA a situação em causa tem consequências bastante mais graves.
No entanto, parece-me que nos choca mais a nós europeus que a eles, caso contrário já teríamos assistido a manifestações de milhares de cidadãos nas ruas.
é um problema de educação e cultura e não de terem armas, o vizinho canadá tem quase o dobro das armas per capita que os EUA e não acontecem coisas destas.
é o pais mais atrasado dos chamados paises avançados..
Já agora, na Suíça todo o homem entre os 18 e os 45 anos de idade tem em casa (ou pelo menos tinha há umas décadas, quando o meu primo me mostrou a dele) a sua metralhadora de guerra, para estar a postos para se apresentar para defender a pátria a qualquer instante. Mas nem por isso há muitos assassinatos na Suíça.
Velhinha, mas a propósito:
– Conheces a deu Eusébio?
– Não.
– Ele que ta mostre.
O emborcador é um letrado do camander. Escreve em estrangeiro e tudo, principalmente americano com gasosa. Vê-se logo que é muito culto, muito estrumado.
Se precisares de ser estrumado na cachimónia dá um toque.
E ja pensaram na quantidade de mortos se alguma vez for retirada a possibilidade aos cidadaos de se defenderem? Querem assumir a responsabilidade de uma decisao dessas? Claro que nao. Em 2016 morreram 37461 pessoas nos EUA em acidentes de viacao com um parque automovel de 268.8 milhoes de veiculos. Sabendo que o numero de armas que esta calculado entre 270 milhoes e 310 milhoes matou 13286 pessoas em 2015 nos EUA nao percebo porque voces comentadores e opinadores de ocasiao nao defendem a abolicao dos veiculos a motor que matam mais do dobro em relacao as armas. Por outro lado, deviam por os olhos na quantidade de assassinios em paises como o Brasil onde os criminosos teem acesso a todo o armamento que querem e os cidadaos nao antes de vomitarem opinioes de ocasiao sempre que alguem morre devido a um louco qualquer. As armas nao matam ninguem, as pessoas sim.
Bom texto, e a ligação com a 2ª emenda da constituição americana é bem feita.
Eu trabalho no estrangeiro com vários americanos inclusive alguns que têm coleções de armas de fazer corar de inveja alguns pelotões do nosso exercito, e que as adoram exibir em fotos como quem mostra os filhos ou animais de estimação!
Em conversa com alguns deles com quem tenho mais confiança ja perguntei varias vezes sobre as leis das armas e o que posso dizer é que para eles é muito simples. Nós (não americanos) damos importância á primeira parte do texto da 2ª emenda da contituição “Right to Bear Arms” a achamos que está desajustada e descontextualizada com a realidade actual, uma vez que interpretamos que quem deve usar armas são as autoridades.
Sempre que frizei isto, todos, mas mesmo todos completaram a frase evovcando sempre a outra parte do texto, quase como quem reza o “pai nosso” …“A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.”.
É quase automatico!
A explicação que me deram foi algo que não faz parte da nossa cultura como país. Cada estado americano é como um país, com lei proprias, governo próprio, etc.. depois há a Federação ou o Governo Federal, e a ideia que com que se fica ao conversar com americanos é que eles desconfiam brutalmente do Estado Federal!
E interpretão, a maneira deles que enquanto tiverem direito a ter armas se podem proteger do Estado Federado. Uma vez numa conversa com um americano ele explicou-me que a guarda naciaonal que é o eercito de reserva em situação normal de paz interna está ao serviço do governador do cada estado, mas o governo federal em situações pontuais pode retirar esse poder ao governador e colocar a guarda naciaonal sob sua própria alçada.
Isto faz com que os os americanos mais “bairristas” do seu estado sintam que o tal governo federal que ninguém gosta posse retirar-lhes a sua independência, dentidade ou liberdade, dai eles acharem que se cada americano tiver um arsenal em casa, o governo federal vai ter de lutar casa a casa contra cada cidadão desse estado. E eles vêm isso como metodo dissuasor contra o governo federal.
Nas nosssa cabeças portugueses isso pode não fazer sentido, é o mesmo achar no limite que um dia destes o primeiro ministro vai contra algo que os habitantes do distrito de Santarém e mete a tropa de Tancos, Tomar, Abrantes e Santa Margarida contra o povo, e os riabatejanos pegam nas caçadeiras e pressões de ar e restos de munições roubadas de Tancos e fazem uma espera ao Costa!
Mas é como eles pensam!
E o argumento de muitos é que o problema não é a arma, mas de quem é quem a usa… os memso que têm coleções de armas com quem falei não se opõem a ter de registar as armas e a verificar o cadastro ou perfil quando as compram, mas não gostam da ideia de restrições, para eles é mesmo, “The bigger, the better!”
Aquilo é cultural, está lhes na massa do sangue e não vai mudar tão depressa!
E tivemos como esperado nem uma ponta de informação.
Para se notar o bias começa-se logo pela censura de nunca referir a quantidade enorme de ocorrências nas Escolas.
Como as Escolas são coisas sagradas para a ideologia do jornalismo marxista e político o que temos é o silêncio.
Já os tiroteios que não existem nos clubes de tiro onde há armas por todo o lado também nunca vêm referidos…
E claro que estas duas situações não provocam nenhum sinal cognitivo…
Escolas=Crianças.
Escolas#Armas.
Armas#Crianças.
Clubes de Tiro=Armas.
Clubes de Tiro# Escolas.
Clubes de Tiro#Crianças.
Pode é afirmar que no Canadá existe, também, um mercado de venda, mais ou menos livre , de armas e não existem os massacres dos states. Há quem aponte como causa a cultura de ódio e desconfiança dos americanos entre si. ….com os seus mil e um movimentos extremistas libertários, de milícias, supremacistas, fundamentalistas cristãos anti-semitas e os UFO.
O número de armas aumentou exponencialmente nos EUA mas o crime com armas diminuiu.
In 1993, there were seven homicides by firearm for every 100,000 Americans, according to a Pew Research Center analysis of data from the Centers for Disease Control and Prevention. By 2013, that figure had fallen by nearly half, to 3.6 — a total of 11,208 firearm homicides. The rate of shootings that didn’t result in death declined even more precipitously, from 725 in 1993 per 100,000 people to 175 in 2013.
Mas como é típico do jornalismo tuga temos o objectivo político e não informação porque o jornalismo não existe para dar informação.
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Tal como a censura do jornalismo ao racismo dos Obamas ao escolheram que gosta de pintar cabeças de mulheres brancas decapitadas.
Imagine se fosse Trump o que não seria. Seria racista não seria?
http://www.washingtonexaminer.com/obamas-p ortrait-artist-painted-black-women-with-s evered-heads-of-white-women/article/2648 935
Eis outro texto que é «mais parra do que uva» – e a «uva» é de má qualidade, «podre» até. Eis outro exemplo de «um sapateiro a tocar rabecão» – alguém que se põe a mandar «bitaites», a botar «faladura» sobre algo que não entende, sobre o qual não tem toda a informação relevante e/ou recebe informação de fontes não confiáveis. Quem cita o demagogo hipócrita Michael Moore como modelo de sabedoria – nesta questão da posse e uso de armas, da Segunda Emenda à Constituição dos EUA, ou em outras – está a apenas a cobrir-se de ridículo.
Sucintamente, eis os factos principais – incontroversos, incontestáveis – relativos a este caso:
– O tiroteio ocorrido na escola da Flórida, tal como outros semelhantes ocorridos anteriormente, causou muitas (demasiadas) vítimas porque não havia segurança na escola, isto é, pessoas armadas em número suficiente que pudessem deter o criminoso assim que ele começasse a disparar, ou até antes. O problema aqui não é, pois, o excesso de armas mas sim a escassez delas… nas mãos certas. Sabe-se que os estabelecimentos de ensino têm sido alvos preferenciais de maníacos, são «gun free zones» típicas, por vezes como tal irresponsavelmente divulgadas… Assim, porque não reforçar a protecção dos mesmos com vários (consoante o número de alunos e de professores) agentes de segurança, (ex-)polícias, (ex)militares? Isso não acontece (mais) porque os democratas não querem, porque o seu objectivo não é a defesa dos cidadãos mas sim o controlo deles; e sabe-se o que acontece quando os «burros» restringem ao máximo a Segunda Emenda – é em cidades que eles controlam há muitos anos, como Chicago, Los Angeles, Baltimore e Nova Orleães, que se verificam os maiores números de mortos e feridos por armas de fogo.
– Não é possível nos EUA criar mais legislação, mais «gun control», do que já há… a não ser que se avance para a confiscação de armas, o que, claro, causaria uma guerra civil. Criminosos não obedecem a leis, mas «obedecem», ou receiam, ou respeitam, opositores armados. Muitos crimes têm sido evitados por «good guys (or gals) with guns», mas esses casos, obviamente, não recebem o mesmo destaque por parte de uma comunicação social que não é isenta. E se não for com espingardas semi-automáticas, os assassinos usam caçadeiras ou revólveres; ou facas; ou automóveis.
– Neste caso concreto, bastantes avisos, alertas, foram feitos junto das autoridades policiais locais, e até do FBI, quanto aos «sinais de perigo» dados regularmente por Nikolas Cruz. Porém, não foram considerados. Aliás, tal incompetência, ou desinteresse, já ocorrera em outros casos.
– Só os ignorantes, os estúpidos, e, pior, os intelectualmente desonestos é que criticam e acusam a National Rifle Association de ser a principal culpada por estes crimes. Nenhum destes assassinos de massas é, ou era, membro da NRA, que congrega apenas cidadãos cumpridores da lei, sem cadastro… e que foi criada logo a seguir à Guerra Civil, tendo uma das suas primeiras tarefas sido instruir negros, ex-escravos, a usar armas para se defenderem dos ex-esclavagistas. Não surpreende por isso que, mesmo mais de 150 anos depois, os democratas ainda sintam ódio por aquela organização.
Pergunto-me se o Alexandre Guerra alguma vez se pronunciará sobre o que se passa, por exemplo, no México, na Venezuela ou no Brasil, onde as mortes por armas de fogo são em números bem superiores aos dos EUA, e em que os cidadãos estão praticamente impedidos de se defenderem. Ou até mesmo em Portugal, onde centenas de mulheres nos últimos anos foram assassinadas a tiro por ex-maridos e ex-namorados – um assunto que abordei aqui no Delito de Opinião, e para o qual propus uma solução.
“Guns aren’t the problem. The current culture is the problem.”
https://www.zerohedge.com/news/2018-02-1 9/floridas-teacher-year-bluntly-explains-w hy-school-violence-out-control