Mas podemos continuar a mandar sacos de lixo à Moody’s


Rui Rocha,

Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria

 

Estádios municipais construídos para o Euro 2004 custam 55 mil euros por dia às autarquias. Ou, se preferirmos, cerca de 20 milhões de euros por ano.

10 comentários em “Mas podemos continuar a mandar sacos de lixo à Moody’s”

  1. Sem ir contra o sentido do ‘post’, apenas para colocar as coisas à sua escala: o défice objectivo para este ano de 2011, de acordo com o memorando assinado com a ‘Troika’ é de 10 068 milhões de euros (5,9 % PIB); isto é, 503 anos de custo destes Estádios!…

    1. Claro que tem razão, Leonel. É um mero exemplo e até de dimensão relativamente diminuta face ao tamanho do buraco. Mas, é um exemplo que tem a dimensão da total inutilidade e da falta de benefício para as populações.

      1. Permite fazer uma muito ‘pequena ideia’ da verdadeiramente hercúlea tarefa que temos pela frente (sendo que o objectivo para 2013 é de reduzir o défice a metade, cerca de 5 mil milhões de euros).

        E, mais difícil ainda, enquanto não deixarmos de ter défices, a dívida não cessará de continuar a avolumar-se…

  2. Claro que isto é um exemplo. O país consumiu o que pode e o que não pode. E torna-se evidente que temos que discutir seriamente o que podemos pagar.
    Alguns estádios:

    Podemos pagar RSI de forma universal, revoltando a restante população?

    Podemos pagar a escolaridade obrigatória e com escolas em tudo o que é vila?

    Podemos pagar a saúde que temos?

    Enfim podemos pagar um pretenso direito à felicidade que nos dá um seguro contra todos os riscos?

    De outra forma…produzimos o suficiente para pagar “afectos” e “paixões”?

    1. Tudo questões pertinentes. No fundo, precisamos de um novo acordo para a sociedade. Na falta de consenso, teremos na mesma que aceitar as regras do jogo, Torcato.

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