Mas então o nosso Adolfo faz a melhor intervenção parlamentar do ano e ninguém diz nada, pá?


vidabreve,

22 comentários em “Mas então o nosso Adolfo faz a melhor intervenção parlamentar do ano e ninguém diz nada, pá?”

  1. É bem verdade. Já aqui o tenho dito e vou repetir: o nosso Adolfo consegue fazer renascer a esperança de que o Parlamento pode voltar a ser uma grande e prestigiada tribuna do regime.

  2. Para além da verdade que foi dita, este vídeo mostra “outras” coisas. A postura, a maneira de estar dos intervenientes, bem diferentes, não se está naquela casa como se estivesse num qualquer bar com a namorada.

  3. E agora o que é que eu digo oh pessoas da minha vida? Obrigado pelas palavras Luís!
    Mas atenção que esta era uma intervenção fácil. A execução orçamental ainda não era a do meu (também teu, mas percebeste…) governo 🙂

    1. E o Adolfo, para além de relembrar o calendário deste ano e que o PS esteve até Junho no poder, o que diz do acordo ortográfico, aquela coisa que manifestamente o Povo Português não quer (se duvidem, perguntem-lhe) e que os políticos, em nome não se sabe bem do quê, lhe querem impingir, esquecendo que o devem representar com fidelidade e servi-lo respeitosamente?
      É que, imagine o Adolfo, o déficit, e mesmo a dívida havemos de os corrigir; grave, grave, é a leviandade soez com que tratam da mais grave questão nacional de momento, que é a mudança inexplicável de 4% do vocabulário nacional, acto inédito em todo o mundo. Não perceber o crime hediondo que um poder insano e totalitário quer cometer apenas serve para percebermos onde e como estamos: no lodo e sujos dele.

      1. Caro VSC,

        O Programa de Governo assume a existência do acordo ortográfico, já assinado pelo governo anterior. Neste momento, o acordo não é já uma matéria de opinião – e eu tenho reservas quanto ao seu teor – mas uma matéria de cumprimento das obrigações a que o Estado Português se vinculou.

        1. Em democracia tudo é matéria de opinião e debate. e não há questões fechadas.
          Por uma questão de princípio.
          Dito isto, saberá que o legalismo é um fraco refúgio: não porque a lei não valha nada – mas porque deve ser a corporização do Direito e da Legitimidade Democrática.
          Tudo isso falta gritantemente neste «acordo» ( que não teve qualquer discussão pública!) e que enferma, nos seus próprios termos, de vícios que o tornam, até ao nível meramente formal, incapaz de produzir efeitos.
          Este governo não está interessado na discussão de tais vícios, denunciados por entidades oficais? Toma por bom o atabalhoamento apressado que o anterior governo quis imprimir a uma questão inédita na historia do Mundo, isto é, a mudança, sem qualquer razão, de dezenas de milhares de palavras, de acordo com a ortografia de uma potência estrangeira? Tem este governo razões para acreditar na lisura e profundidade com que era salvaguardado o Interesse Público pelo anterior governo?
          Mas não é o governo que quer renegociar o tgv? O tgv não é, também, um «facto»? Não obrigavam o estado português os tratados? Não estavam assinados, carimbados, referendados? O estado português, que tão pomposamente invoca não estava por eles vinculado?
          Espero que se oponha a tais mudanças e defenda a manutenção do que está.
          Enfim…
          Ah, o anterior governo não assinou acordo nenhum. O acordo foi assinado em 1990. O anterior governo limitou-se a tirá-lo onde ele tinha sido posto por gente, ainda assim mais sensata: na gaveta. De lá o tirou, com aquele sentido de estado que se lhe conheceu, parece que a pedido de veneráveis.

  4. O Parlamento de todos nós exigia que o Adolfo significasse a sua quota média. Infelizmente, não é assim. E o rapazinho a a beber água pela garrafita, com um copo à disposição, viram?! Bom, mas estética à parte (excelente, 20 vls), o importante foi o que ele disse: incisivo e certeiro, com muita substância. Pela prestação material, 25 valores. 😉

  5. Digo, digo! Só hoje consegui ouvir o sr Deputado e aplaudo. Corajoso, determinado e sem papas na língua, disse umas boas verdades que alguns fulanos precisavam ouvir. Esperava há muito por um momento (intervenção) destes para relançar a minha esperança no Parlamento. Parece-me estar a surgir uma geração de jovens políticos que nos pode surpreender e agradar. Continue sr Deputado! Bom seria que fosse feita uma renovação nos comentadores (tv) residentes, cuja partidarite saloia não conseguem disfarçar.

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