Parece que Allende poderá não se ter suicidado… A dúvida volta a agitar o Chile. A tese de que o antigo Presidente preferiu pôr termo à vida do que entregar-se foi defendida durante anos por colaboradores próximos e a família. Em 2011, para acabar com zunzuns de que não fora nada assim, que o tinham era morto, um juiz ordenou que o exumassem. Terminada a peritagem, os médicos forenses puseram-se de acordo: matara-se mesmo, com um disparo da AK-47, que Fidel Castro lhe oferecera. E o cadáver voltou a ser sepultado, com a sua verdade. Mas dois jornalistas e um médico chilenos não ficaram convencidos, esburacaram no episódio e encontraram indícios de que muito, muito provavelmente foi mesmo morto pelos assaltantes de La Moneda, na manhã do dia 11 de Setembro de 1973. São dos títulos que mais estão a vender na Feira do Livro de Santiago, a FILSA, nos 40 anos do golpe de Pinochet. Um é assinado por Maura Brescia e o outro por Francisco Marín e Luis Ravanal (médico). Brescia por exemplo enumera contradições e inconsistências nas conclusões forenses, diz que o líder da Unidade Popular foi atingido por dois disparos na cabeça, tendo o segundo sido feito para encenar o suicídio. E que este não foi de nenhuma AK, espingarda que de resto nunca foi encontrada. Bom, se tiver sido assim, e não vai ser fácil prová-lo, os militares sairão bem pior da história. Para Allende e o mito será indiferente.


Tudo é possível,ninguém vai ficar pior.Os militares deram bastantes provas de respeitarem os direitos humanos…matar Allende seria mais um,preferível a prendê-lo.Suicídio…também serve—não se sujeitar a quem o atraiçoou.
Quem envenenou Arafat? O óbvio israelita ou alguma rectaguarda esconsa?
Bom… se tiverem encenado terá sido para esbaterem a sujidade, pelo que, neste sentido, sairão com ela toda; mas eu compreendo o seu comentário.
Talvez.Mas a sujeira foi mais que muita,a começar pela traição.
De acordo.
suicidaram-no.
É a minha impressão também.
Se calhar suicidaram-no.
Pois. Foram anos de suicidados.
Uma questão é porque a família e os colaboradores próximos defenderam o suicídio – sabendo que os motivos para tal podem não sejam ser coincidentes.
Provavelmente pela determinação que mostrou em não se render, pelos depoimentos dos médicos do Palácio, Patrício Guijón e José Quiroga, pela forma como o encontraram e pela versão que o exército nunca desmentiu.