Mario Vargas Llosa recebeu ontem o Prémio Nobel da Literatura/2010. De acordo com os relatos, respondeu a todas as perguntas de forma acessível, directa e sem rodeios. Alguns exemplos:
China: “é preciso não esquecer que continua a ser uma ditadura!”;
Wikileaks: “um pouco de luz dá confiança aos cidadãos; demasiada luz impede o Estado de funcionar”;
A mensagem da sua obra: “não escrevo para mandar mensagens, mas para contar uma história”;
A sua raiz neo-liberal:” neo para quê? Liberal basta”;
O futuro da cultura: “se continuarmos a confundir entretenimento com cultura, a profundidade desaparecerá”.
Sobre a atribuição do Prémio Nobel: “continuo a perguntar-me se não terá sido um grande mal entendido internacional”.
Felizmente, o reconhecimento da qualidade literária nem sempre tem que estar subordinado a uma certa agenda política.


Não foi um mal entendido.
Foi dado muito tarde.
O atraso deve estar relacionado com a tal agenda, Pedro.
A atribuição do nobel é baseado numa fórmula que tem algo de rídículo: coeficientes políticos asssociados.
Tem toda a razão, Hugo. Nesse sentido, o de Vargas Llosa foi atribuído contra a corrente mais recente. E já teve consequências: a China, por exemplo, recusou-se a participar na cerimónia.