Mario Vargas Llosa: o novo Nobel da Literatura em discurso directo


Rui Rocha,

 

Mario Vargas Llosa recebeu ontem o Prémio Nobel da Literatura/2010. De acordo  com os relatos,  respondeu a todas  as perguntas de forma acessível, directa e sem rodeios. Alguns exemplos:

China: “é preciso não esquecer que continua a ser uma ditadura!”;

Wikileaks: “um pouco de luz dá confiança aos cidadãos; demasiada luz impede o Estado de funcionar”;

A mensagem da sua obra: “não escrevo para mandar mensagens, mas para contar uma história”;

A sua raiz neo-liberal:” neo para quê? Liberal basta”;

O futuro da cultura: “se continuarmos a confundir entretenimento com cultura, a profundidade desaparecerá”.

Sobre a atribuição do Prémio Nobel: “continuo a perguntar-me se não terá sido um grande mal entendido internacional”.

 

Felizmente, o reconhecimento da qualidade literária nem sempre tem que estar  subordinado a uma certa agenda política.

4 comentários em “Mario Vargas Llosa: o novo Nobel da Literatura em discurso directo”

  1. A atribuição do nobel é baseado numa fórmula que tem algo de rídículo: coeficientes políticos asssociados.

    1. Tem toda a razão, Hugo. Nesse sentido, o de Vargas Llosa foi atribuído contra a corrente mais recente. E já teve consequências: a China, por exemplo, recusou-se a participar na cerimónia.

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