Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o Outro. Lisboa, Fevereiro de 1914
Mário de Sá-Carneiro, 124 anos
enlil,
Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o Outro. Lisboa, Fevereiro de 1914
poema este que a adriana tentou musicar… Mo
http://www.youtube.com/watch?v=iA6o4O54s
Bonito, mas gosto ainda mais da versão minimal da mesma ideia, da autoria de Pessoa: “Sou, entre mim e mim, o intervalo”
Também gosto deste, do Reinaldo Ferreira:
«Mínimo sou,
Mas quando ao Nada empresto
A minha elementar realidade,
O Nada é só o resto.»
(e que tal fazermos no DELITO uma série sobre poesia, com cada um de nós a escolher um poema em dias consecutivos?)
Boa. Começamos no início do mês, ou alinhamos com o início da feira do livro?