Marinho Pinto


modosdever,

Goste-se ou não dele é um português que não se engasga: António Marinho Pinto. Não há muito disto. A última entrevista dele como bastonário foi hoje para o ar na Antena 1. Nos seus dois mandatos meteu muitas vezes o pé na argola, outras chamou os bois pelos nomes. Mas que deu vida à Ordem dos Advogados, isso parece-me que sim. 

23 comentários em “Marinho Pinto”

  1. sem duvida aproximou os advogados dos simples cidadãos. Se isso é melhor para o negocio não sei(como não sei se a postura do papa chico de afastamento dos poderosos será bom para o negocio), mas que tornou popular a ordem isso posso dizer.

    1. Pois, Polittikus. A questão agora é se vai para o lugar dele um tipo sem maluquices, sem coragem e sem… o resto. Pelo que já ouvi dos candidatos não estou muito optimista.

  2. Quando se celebram publicamente criaturas com o modus operandi deste cavalheiro, que berra e insulta para inspirar temor mais do que apresenta provas claras e irrefutáveis das suas acusações, não se pode esperar que o País vá a lado algum. Isso de chamar os bois pelos nomes e tê-los no sítio pode ser muito interessante numa taberna, mas como discurso institucional não me parece que introduza mudanças significativas na vida pública — como aliás a realidade demonstra. Mais, a politização do discurso dos agentes jurídicos, a barufunda entre lei e política, o desrespeito pela separação de poderes tem neste senhor um ilustre representante. Deve ser essa bagunça que estão a celebrar aqui.

    1. Não ouvi muitas vezes o Marinho Pinto fazer acusações que não justificasse ou que não repetisse, Vasco. Que eu tivesse ouvido e visto deu sempre a cara. É evidente que o estilo dele, realmente pouco institucional, o assusta, mas a mim não. Mas eu compreendo-o: num país habituado às conspirações e aos discursos enfatuados, onde não se mostram as caras mas as gravatas, é claro que este homem tinha que incomodar.

    2. Pois, o que faltou, e falta, a este país foi, é, mesmo pessoas que falassem claro, sem se basearem em clichés e discursos vazios cheios de palavreado caro mas que não levam a lado nenhum, não dizem nada, não acrescentam saber nem coisa nenhuma. Aparece alguém que destoa da corja implantada e já é rotulado de desrespeitoso e afins. Não se pode falar sempre para agradar, há que mostrar os podres como eles são e, não é, concerteza, com palavras finas e caras que tal deve ser feito. Deixemo-nos de “polidos” desnecessários quando a situação assim o exige. A sociedade também é isso, não é só discursos pré-fabricados e “politicamente correctos”. Desculpem o desabafo, mas cheia de tretas e balelas “vomitadas” diariamente por gente dita “polida” mas que é mais suja do que a pior sargeta, estou eu farta! Bem hajam pelo blog, gosto muito de o ler e ouvir…

      1. Acho que não leu bem o meu comentário—eu não defendi o ‘polimento’ do discurso nem a perpetuação de “tretas e balelas” redondas que não levam a lado nenhum—jamais defenderia isso; o que eu disse foi que apesar de tanta “frontalidade” e não sei quê do gajo com eles no sítio e que sabe quem são e que mata e esfola e vai tudo à frente e não sei quê, está tudo na mesma OU PIOR. Fazer barulho aumenta a confusão, não a resolve. Acho eu. Beijinhos e abraços e votos de um fim-de-semana do caraças.

  3. Penso que se houvessem mais cidadãos como ele, tudo seria mais equilibrado. Quem não deve não teme e como ele não deve, não teme. Por vezes exaltava-se em excesso, mas dizia o que tinha a dizer sem temer nada nem ninguém, doesse a quem doesse. Tentou desmantelar a pouca vergonha que se passa nas sociedades de advogados, infelizmente não teve tempo para eliminá-las, nem a pouca vergonha dos advogados “deputados”que estão lá ao serviço daqueles que têm destruído o país.

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