Uma bela, merecida e comovente homenagem a Maria José Nogueira Pinto, que nos deixou quase há três anos. Feita por quem a conheceu melhor que ninguém. Uma homenagem que é também uma tocante declaração de amor.
Maria José Nogueira Pinto
Pedro Correia,

Votei uma única vez no CDS: quando MJNP foi candidata à CML.
E o mais provável é ser mesmo a única vez na minha vida.
Foi agora alvo de uma justa e merecida homenagem da CML.
Uma cor viva nos tons cinzentos que invadiram o meio político.
Sem a menor dúvida. E de uma inteligência fulgurante.
Independentemente do partido que representava, era uma pessoa de referência. Fico feliz pela homenagem. Faz falta à política o bom senso, a sabedoria e a sapiência que reunia. Nem todos os que chegam ao topo se podem gabar do mesmo.
Faço minhas as suas palavras, Carla.
Linda e tocante homenagem, como muito bem diz, Pedro.
Uma Senhora!
Uma vida cheia, uma vida sem desvios.
Nos tempos que correm, é raro.
Ainda bem que a Câmara de Lisboa também lhe presta homenagem.
Saúdo a Câmara de Lisboa por esta merecida homenagem, ainda por cima a alguém que pertencia a uma área política diferente. Faltam mais gestos destes na política portuguesa. Para romper com a absurda lógica de trincheira, que só divide em vez de unir.
Não interessa a cor, sim o homem.
No caso, uma senhora. Fora de série.
Lembro-me de a ter visto discursar no Parlamento poucos dias antes, com uma vontade férrea, num corpo que era já uma sombra.
Mas que a Câmara de Lisboa lhe preste homenagem, sim, é um feito, nos tempos que correm. Até quase um acto de coragem.
Comparo, em verdadeiros extremos políticos, mas com a mesma coerência, com Miguel Portas. No seu funeral, não houve cores, houve muita gente.
É verdade. Também lá estive e confirmo: havia gente de todas as tendências políticas, das mais diversas sensibilidades. Impressionante também por isso.