
«Não podemos correr o risco de perder o apoio político do Presidente. Se a disposição dele muda, está tudo perdido. É o nosso maior aliado, mas pode tornar-se no nosso maior pesadelo.»
Hugo Mendes, ex-secretário de Estado das Infraestruturas, em comunicação electrónica com a presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, agora divulgada na comissão parlamentar de inquérito

Não lhes mete medo, é apenas “o nosso maior aliado”. E vive-versa.
Vivem tão apavorados que até escrevem “desabafos” destes em correspondência informal (haveria outra?) entre o secretário de Estado da tutela e a presidente executiva da TAP, ainda por cima estrangeira. Como se estivessem a debitar prosa nos blogues que lhes serviram de tirocínio para chegarem ao governo.
Um espectáculo de quinta, o que nos está a ser oferecido, apesar de tudo, superando as mais inconfessáveis desconfianças do “aturdido rebanho” (quer o forçado quer o voluntário) e ainda a procissão vai na praça.
Vergonha alheia, desalento pelo tanto tempo e oportunidades perdidas, e muita, muita frustração.
Apetece perguntar: o que resta da famosa confiança arrogante, da superioridade ética e moral, da promessa de competência, transparência, do virar a mesa para os valores certos, da paixão pelo país? Da auto-proclamada “diferença socialista”?
Um monte de promessas vazias, frustração é a palavra! Indignação? Nem sei …
Boa Páscoa, Pedro, extensível a todos os Delituosos!
Se dúvidas havia de que, o executivo do dr Costa vive enredado em esquemas, aldrabices e xico-espertices, todo o dossier TAP desde a compra até esta novela inqualificável a que se está a assistir chega e sobra para as eliminar de vez. Sócrates era horrível mas este sujeito que lá está agora não é muito melhor, mas é que não é mesmo!
O depoimento da (ainda) presidente executiva da TAP foi arrasador para o governo.
De pouco valeu terem-na “treinado” com pessoal de dois gabinetes ministeriais e deputados do PS (dois deles integrando a actual comissão parlamentar de inquérito, espantosamente).
Vale a pena acompanhar os trabalhos desta comissão.
não é presidente é CEO.
Processo de decadência em curso !
Parece que Madame Christine queria o marido a fazer negócios com a TAP, segundo revelou ontem a outra senhora na comissão de inquérito.
Tudo boa gente.
É uma républica bolivariana e basta.
Calma aí. Bolivariana é a Venezuela, com cinco milhões de exilados, centenas de presos políticos, masmorras para os opositores, jornais e televisões encerrados por ordem do governo, fraudes eleitorais generalizadas, milícias assassinas a soldo do poder e a pide lá do sítio, mais feroz que nunca.
Comparar Portugal à Venezuela é branquear os crimes do “socialismo bolivariano”, metendo tudo no mesmo saco.
Uff!!, obrigado Pedro Correia.
Assim, estou mais descansado e o Rangel preocupado com o Montenegro como se fosse o Guaidó.
Fedor nauseabundo assim que entrou este comentário.
Um sabujo madurista.
Adoro estas respostas do Pedro Correia.
Até parece a refilona Jaquina a embirrar com as outras mulheres do prédio.
Não sei não, um jornalista de alto gabarito com um pico a azedo?
Guaidó? Quem é esse?
E Marcelo tem medo de quem? Uma dupla bem conseguida entre a intriga sorrateira e a prepotência descarada.
Marcelo só tem medo que o céu lhe caia em cima.
É o resultado de um complexado berço de ouro a forçar o teatro de amigo dos pobrezinhos.
Duas vitórias por maioria absoluta criam complexos?
Acho que foi ao contrário, ele fez o teatro do engano por causa dos complexos.
O mais importante ficou de fora, Pedro: aquele emoticon logo no final da primeira frase. 🙂 Somos governados por putos que gerem o Estado como se estivessem no recreio da escola.
Nem tinha reparado nessa treta João.
De facto, parece mais uma associação do ensino secundário do que um governo. A turba dos “Abrantes”, que esta luminária também integrou, só podia dar nisto.
Treta, João (faltou a vírgula).
viagens:
« Fui ao jardim da Celeste, giroflé, giroflá, fui ao jardim da Celeste, giroflé, flé, flá. O que foste lá fazer? giroflé, giroflá, O que foste lá fazer? »
Quando tanto se debate as capacidades linguísticas da Christine, seria interessante saber em que língua foram originalmente expressas as palavras citadas neste post, e como é que Christine as leu.
Deve ter sido em esperanto. Com sotaque socrático, pois este ex-governante de opereta integrou a turba abrantina.
Educados en el silencio, la tranquilidad y la austeridad, de repente se nos arroja al mundo; cien mil olas nos envuelven, todo nos seduce, muchas cosas nos atraen, otras muchas nos enojan, y de hora en hora titubea un ligero sentimiento de inquietud; sentimos y lo que sentimos lo enjuaga la abigarrada confusión del mundo.
GOETHE – carta77
o xarneca é o entulho da Páscoa.
É por demais evidente que está em causa o regular funcionamento das instituições e o eventual crime contra o estado de direito.
De que está à espera o senhor Presidente da República, para dissolver o parlamento?
Boa Páscoa Pedro Correia.
Boa Páscoa, meu caro.
De uma MOÇÃO DE CENSURA
Dissolver? Eh pah, bora lá…
Atão e agora … quem é que vai para lá?
Pois é, não há … temos que gramar os que lá estão … em S. Bento e Belém.
O PS tem exaurida a sua capacidade de recrutar qualidade para o executivo.
Tudo boa gente, é certo, mas na torre de marfim a luta intestina, nos degraus da piramede, desligou-os irrecuperavelmente do cidadão comum.
Bastou um uninominal Chega para instalar o pânico dentro do PS e na AR.
O tão estimado sistema de seleção da classe política terá um defeito ou, apesar de tudo, uma apropriada virtude?.
O PS não é um partido, é uma ………..
A candura do SE chega a ser ternurenta.
É também o que o Pedro diz numa das respostas acima, somos governados por rapazolas no recreio do secundário, nem chegam à associação académica. O depoimento da CEO – muitissimo bem preparada, profissional, e adulta – só o tornou ainda mais evidente. E é assustador pensar que não nos vamos ver livres deles tão cedo.
E no meio de tudo isto, continuamos sem saber de onde veio a ideia peregrina de alterar o vôo…
Num país com um bocadinho mais de ética e um bocadinho menos de vergonha, nenhum governo sobreviveria a um episódio como este. Ser protagonizado por um SE esclarece bem qual é a função de um SE socialista nesta república da treta.
Esperemos que, perante este obsceno descalabro político, não se oiça de novo a frase proferida por Oscar Carmona, “…a Pátria está doente…” . As repetições históricas não costumam ser famosas.
Boa Páscoa, a todos os delituosos.
Abraço, caro Pedro Correia