Marcelo


Pedro Correia,

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O poder – o verdadeiro poder, não o que resulta da fugaz espuma da propaganda – exerce-se com êxito quando o seu titular reúne duas condições de base: autoridade natural e prestígio firmado em palavras e actos.

Marcelo Rebelo de Sousa tem dado provas, nestes dias dramáticos para largos milhares de portugueses, de ser o político mais poderoso do País. Não por inerência automática do cargo que exerce, mas pela pedagogia do exemplo de que dá testemunho prático. Se o exercício da política é um plebiscito quotidiano, ele continua a passar com distinção todos os testes.

36 comentários em “Marcelo”

      1. Permita-me a sugestão: texto igualmente feliz (e complementar) sobre o mesmo tema pode ser lido aqui

        http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/diario-outonal-2-2371688

        Tendo a subscrever estes conteúdos – “et pourtant” permanece uma desinquietação de base, um amargo de boca: que tal exercício chegou, não tarde demais, mas bastante atrasado (assim, como o Outono deste ano) ….

  1. Ainda ontem o meu marido perguntava : ” Mas o homem não dorme ?”
    Diz quem o saber de muitos anos dá doutoramento para tal, que quem tem trabalhos, não dorme… Nem vai de férias, nem a festas fazer capa de revista, sei lá que mais.
    O Senhor Presidente da República foi, viu, ouviu, perguntou, coversou, deduziu, compeliu e venceu nesta primeira fase.
    Acredito que se manterá vigilante.
    Espero que todos os seus detractores tenham a hombridade de escutar aquela vozinha que lhes fala baixinho lá bem no fundo e que lhes diz “touché!”

      1. Comece por aqueles que agora dizem que a declaração de Marcelo foi jogada política pois já sabia, anteriormente à sua declaração, que a ministra estava demissionária.

        Uma vergonha essa corja do BE, PCP, e todos os partidos que se banham na cinza em nome dos oprimidos e dos mais fracos e se têm mantido calados.

        A propósito já me desvinculei do BE. TODOS UMA CORJA….
        Razão tinha o Zapata e o Marx que viam na cadeira do poder uma doença….Daí ser uma anormalidade estes partidos “marxistas e trotskistas”participarem em democracias parlamentares. ….ficam contagiados pela hipocrisia

        Estou pronto para outra. Mas quem? O Arnaldo?

        1. Porque não o “Livre”? Talvez o RT consiga um lugar elegível para voltar ao Parlamento Europeu – e, re-instituindo aquelas “bolsas”, o possa co-optar a si!?
          http://ruitavares.net/ficheiros/regulamento_bolsas_rt_20100702.pdf

          Quando voltarem para PT, podem criar um novo “CES” numa Universidade a abrir no Bairro Alto/Principe Real financiada com os despojos da então já nacionalizada da fundação Manuel dos Santos!

          1. A Fundação Francisco Manuel dos Santos è aquela que conclui que o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, está minado por interesses públicos e privados de “grupos poderosos” que condicionam o funcionamento dos serviços e a aquisição de material clínico….”A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersetam a esfera do HSM”….a bolsa do RT deve sair mais baratinha…..

            Quanto à Fundações prefiro esta :
            Fundação Ilídio Pinho tinha conta no HSBC. A fundação do Porto está na lista da Swissleaks.

            Quanto ao resto , vá bugiar!

          2. …vou, não bugiar, mas comprar o “Negócios” – ver se já há algum anúncio emanado pelo Largo do Rato de OPA (amigável, desde que haja o tal lugar “elegível” para o PE) ao “Livre” – ou, para ficar no mesmo dominio, se aquela coisa da Santa Casa ao Montepio também está em “pugresso”!!

          3. Colombia arrests local director of Portugal’s J.Martins on corruption charges….

            Plausible deniability is the ability of people (typically senior officials in a formal or informal chain of command) to deny knowledge of or responsibility for any damnable actions committed by others in an organizational hierarchy …….

          1. Pumba neles, Pedro! Portaram -se mal. E nunca sofri de partidarite. O meu problema é na tireoide

  2. No “Principezinho” de Sain-Exupery há um rei que é tão poderoso que até ordena ao Sol que se levante e que se deite, mas só quando for a altura própria.

    Isto os anos de comentador ajudam muito.

      1. Pouco me interessa o que ficou para trás. Interessa-me a forma como nestes dias o PR – e só ele – tem conferido dignidade ao Estado, tratando os habitantes de Portugal como cidadãos de corpo inteiro. Mesmo aqueles que vivem no interior mais pobre, mais esquecido e mais desprotegido.
        O Governo, em regra, só se lembra deles – e de todos nós – enquanto contribuintes.

  3. Marcelo esperou pacientemente pela oportunidade de matar a hidra das 7 cabeças

    sabia quo o antónio das mortes acabava por fazer cagada mal cheirosa

  4. Caro Pedro Correia, não apontaria tanto à tal pedagogia. Vivemos um tempo em que ninguém tem paciência para prelecções persuasivas e muito menos para modelos pedagógicos sobre o que quer que seja.
    Marcelo, sobretudo, intui e pressente! Não tenho dúvidas da genuinidade dos afectos e da empatia! Há um elemento de catarse que não devemos nem podemos desvalorizar! Há, em Marcelo um enorme valor, nesse sentido!
    Mas creio que nem Marcelo compreendeu a extensão da indignação que grassa no interior do País.
    Aquando de Pedrógão assistimos a prelecções analíticas, travestidas de ciência consolidada, dedos em riste, que substancialmente apontavam as vítimas dos fogos como causadores da sua própria desgraça, porque, diziam, motivados pela ignorância e pela cupidez. Recordemos o eucalipto no pelourinho e, juntamente com o eucalipto, todos os que o produziam (atiçados contra a poderosa industria da celulose, nem cuidavam de ver as centenas de pequenos produtores que as fornecem e que, por efeito do oficio, lambiam com o mesmo opróbrio. Uma estocada de ferrete a centenas de pessoas que, não fora a madeira de eucalipto, depois da doença do pinheiro, haviam de viver, ou morrer, com o que mais lhes desse aquela terra)! Sentença, sem apelo nem agravo, que tomou meio país como uma chusma de rapinantes movidos pela ganância indigente e que não merecem, sequer, ser ouvidos. Os bem pensantes sabem melhor! (lembram-se de Passos Coelho o do seu incrivelmente deslumbrado e estúpido, emigrem, façam-se à vida e outras recomendações igualmente aleijadas!?) Agora isto!! Ardeu de tudo, sem distinção de vício ou virtude.
    E todos sabemos que a outra parte do país bem quereria que o interior fosse uma espécie de reserva etnográfica e ecológica, com o seu folclore, as suas tradições e produtos locais de grande valor. E, sobretudo, que fosse transformado num magnífico jardim pintado a carvalhos de todos os tipos, à prova de fogo. Se o povo poderia ou não viver disso e prosperar, pouco lhes importa!!

    1. Meu caro: se alguém sabe o que pensam e o que sentem as populações do interior é precisamente o Presidente da República, que há vários dias tem contactado todo o tempo com esses nossos compatriotas. Mais do que todos os outros políticos juntos.
      Quanto ao eucalipto, e concordando consigo no essencial, permito-me recordar-lhe o que já escrevi aqui:
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-eucalipto-e-a-luta-de-classes-9416777

      1. Sim, caro Pedro Correia, precisamente o que lhe disse! O que sentem!! Por isso louvei o Presidente Marcelo, importantíssimo!! E acrescentei, nem sequer Marcelo, creio eu! É a fronteira do talvez Marcelo!! (confesso que o Marcelo dos últimos dias tem derrotado as minhas reservas quanto ao historial especulativo, festivo e histriónico do Marcelo de até então! E neste sentido, sim, tem-se revelado um mastro como estadista que segura a bússola)
        E sim, recordo bem as discussões aqui tidas sobre o emergente síndrome do eucalipto e a mais recente tendência jacobina eucaliptofóbica!!
        Um bem haja,

  5. Não chega tarde, e após uma vergonhosa e sistemática colagem a um governo de incompetentes, por puro desprezo de terceiros igualmente incompetentes?

    Voz firme na catástrofe ou mera impudência?
    Com Marcelo nunca se sabe.

    Foi, no entanto, o melhor do seu acervo de inanes discursos.

  6. Parabéns, Pedro!
    Um excelente post e, também como a pessoa referida, em poucas e firmas palavras.
    É verdade, os seus actos tão céleres quanto silenciosos, apanharam os mais incautos. No momento certo, depois de esgotadas as alternativas, sem ninguém poder pôr defeito.
    E a música passou a ser outra.
    Brilhante!

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