Márai, sempre


Ana Vidal,

Vale a pena ler esta apresentação de “Divórcio em Buda”, uma história que abriu caminho à oitava maravilha que é “As velas ardem até ao fim”, de Sándor Márai. Ana Cristina Leonardo tem razão: quem pega num livro de Márai nunca mais consegue abandonar o autor. Comigo aconteceu, e embora me tenha estreado logo com a obra-prima, não deixo de encantar-me sempre que leio qualquer outro dos seus livros. Vou a correr ler este, que não conheço.

8 comentários em “Márai, sempre”

  1. Não podia estar mais de acordo. Sándor Márai é, sem dúvida, o meu autor preferido, pois a sua escrita envolve-nos sem que tenhamos defesas ou sequer vontade de nos defender. De uma escrita extremamente sensível, consegue traduzir os sentimentos mais densos e complexos de uma forma simples, alicerçados em diálogos ou monólogos interiores que nos fazem transpirar e ficar com um nó na garganta.

    Se todos os livros, a obra-prima não é o favorito. «A herança de Ezster» foi o que me tocou mais, «A mulher certa» é o mais humano e «Rebeldes», para mim, é desconcertante de tão belo.

    «Divórcio em Buda» espera que o leia, e com Márai, tenho sempre tanta pena de acabar os livros…

    1. No meu caso, a obra-prima é mesmo o favorito. Um deslumbramento. Mas encontrei n’”A mulher certa”, por exemplo, uma das mais impressionantes demonstrações de como um homem pode conhecer profundamente o universo feminino e entrar na pele de uma mulher, literalmente.
      Todos são muito, muito bons.

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