Manter o nível ou talvez não


Pedro Correia,

Vital Moreira, com atitudes bem ao jeito de José Sócrates, proclama desde já o seu imenso nojo pela intrusão do insulto no debate político: "Sem surpresa, o anúncio público da minha candidatura ao Parlamento Europeu suscitou os inevitáveis ataques pessoais, a par de alguns comentários malévolos, em geral ditados pelo despeito e pelo ressabiamento. Se julgam que lhes vou dar troco, desconhecem-me. Nunca desço ao seu nível…"

Salutar princípio, que proclamado por outra pessoa mereceria imediato aplauso. O problema é que o cabeça de lista do PS às europeias sempre teve a língua muito solta quando se referia a adversários políticos. E a pena também.

Para se perceber melhor o que digo, anotem estes exemplos, da mais fina prosa de Vital Moreira.

Sobre Francisco Louçã, em Janeiro de 2005:

«A afirmação de Louçã, na entrevista de hoje na RTP, de que o PS "já governou com maioria absoluta", quando no seu último governo "comprou" o deputado Campelo (CDS) para aprovar o orçamento, é uma observação pouco séria, para não dizer pouco honesta.» 

Sobre Marques Mendes, em Novembro de 2006:

«Marques Mendes entrou em deriva sem tino. Em vez de apostar pacientemente na construção de uma alternativa de governo, "dispara" tiros a esmo, incluindo uma boa dose de populismo. Ainda está na luta contra a Ota e agora quer que o Estado distribua pelas empresas o dinheiro que o aeroporto alegadamente vai custar. Não admira o seu lugar no conceito da opinião pública.»

Só alguns, entre outros à escolha. Bem prega frei Vital…

 

5 comentários em “Manter o nível ou talvez não”

  1. Chego a pensar que não é pelo facto de não terem memória .. mas sim por não confiarem na nossa.

    Infelizmente para quem “prega” alguns ainda a têm.

    🙂 bom fim-de-semana Pedro.

  2. Caro Pedro Correia:

    Nós temos memória, esse é o problema que afecta muita gente desde 2005.
    Quando a verdade sobre o embuste da governação (?) Sócrates vier ao de cima, desde a história do deficite, licenciatura, freeport e outras trapalhadas os “grandes” defensores deste sr. talvez acordem de vez.
    As “campanhas negras” tornar-se-ão “côr de rosa” e a verdade é como o azeite vem sempre ao de cima, não é possivel enganar toda a gente durante muito mais tempo. Portugal merece melhor não somos uma mera quinta de meia dúzia senhores ou seja um “Sócratugal”.
    Bom fim de semana e um abraço.

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