O bulshit blogosférico alcançou níveis torrenciais no fim-de-semana. Pacheco Pereira descobriu o PREC. Helena Matos consagrou à esquerda um novo rol de chalaças indecifráveis. Um punhado de funcionários públicos, liderando pelo exemplo, lamentou o escasso empreendedorismo da nossa juventude. A junta de Campo de Ourique reproduziu a Al Jazeera. Cocó & Ranheta alinhavaram com esforço longas manchas de texto para preencher o vazio que desceu sobre a boa gente do Governo (isto, gosto de ser útil, é o que usamos nas agências).
Houve relatórios equilibrados e perspicazes? Em simultâneo, não — mas li um que me pareceu equilibrado, e outro que talvez se revele perspicaz.
Por fim, o comentário ao post que originou os assaltos mais convulsivos: não é uma manifestação de indiferença, claro, mas um ponto intermédio no progresso das emoções — o despontar da culpa e a sua rejeição. Human kind cannot bear very much reality.


Mas nada como a “Splendida porro”, da Mecanorma,(creio) que noutro tempos iniciava tonitruante os parágrafos de tanta maquette…
Costa
Ele há elas que te inspiram.