“A maneira como PSD e CDS têm gerido a relação, sempre sensível, com as Forças Armadas, as magistraturas, a diplomacia e as Forças de Segurança combina tentativas ilegítimas de manipulação política e um desprezo ostensivo pelo estatuto e a centralidade destes braços indispensáveis do Estado. Promete-se o que se sabe não poder cumprir; joga-se o jogo perigoso das alianças táticas e circunstanciais, em torno, as mais das vezes, de bandeiras populistas e acenando com promessas de benefícios corporativos; e acaba-se invariavelmente por mentir, adiar, fugir e mentir outra vez.“
Augusto Santos Silva, “O desprezo da direita pelo Estado” (4.8.2015)
O furto em Tancos, o desinvestimento nas Forças de Segurança, a descoordenação nos incêncios florestais, a guia de marcha a Joana Marques Vidal, os cortes no orçamento da Polícia Judiciária e outros casos de “desprezo ostensivo” são, seguramente, ficção.

Um biltre – e um biltre aldrabão e incompetente.
Mas essas qualidades são imprescindíveis para fazer parte da quadrilha capitaneada pelo labrego que foi número dois do bicharel 44 – e que, “in illo tempore” nada viu, nada ouviu, de nada suspeitou…
Abençoado Povo (?) Português – teu será o reino dos céus…
JSP
Não são ficção, são pior, são irrelevantes. Encharque-se com método o povo em bola, afirme-se para lá da exaustão o mito da reposição de rendimentos, berre-se com indignação “racismo” de cada vez que PSP ou GNR ousam fazer qualquer coisa próxima da manutenção da ordem.
Faça-se tudo isso – e isso (e mais) vai sendo feito com inquestionáveis despudor e competência – e a realidade é irrelevante.
Costa
Ps.: admito que o que escrevo pareça populismo, junto dos bem-pensantes (“populismo” e “populista”, esses novos insultos que presentemente parecem ter ultrapassado em intensidade “neoliberal” e até a reputação de ascendentes). Se assim for, é sinal de sanidade e bom senso. Minha sanidade e meu bom senso. Perguntem-se antes esses “bem-pensantes” onde falharam.
Porque falharam.