Se isto não é para constar nos recordes do Guinness não sei exactamente para que será. Aguarda-se ansiosamente a próxima tentativa de bater este recorde absoluto. Ainda sobram cinco disciplinas.
Mais uma para o Guinness
cronicasnofeminino,
Se isto não é para constar nos recordes do Guinness não sei exactamente para que será. Aguarda-se ansiosamente a próxima tentativa de bater este recorde absoluto. Ainda sobram cinco disciplinas.
Nem me diga nada..esta notícia escandalizou-me. E o que mais me lixa, peço desculpa pela expressão, é que eu passei a minha vida a ver colegas meus com negativas a passarem de ano quando não mereciam enquanto eu e os outros tinhamos de nos esforçar. Isto é injusto para aqueles alunos que se esforçam e que mesmo assim tem negativas, e para aqueles que se esforçam e que conseguem ter positivas.
Uma coisa é quando um professor dá uma positiva a um aluno porque vê que ele se esforçou e que trabalhou mesmo que, por exemplo, os resultados dos testes não tenha sido positivo. Outra completamente diferente é isto. Passar um aluno com nove negativas. Nada está bem nesta frase.
Eu acho que é absolutamente inadmissível, embora conheça o tipo de argumentos. Mais uma vez e pelo que li, coube à escola resolver um problema que não lhe diz respeito. o preocupante é que o fez. Como a Daniela diz, é uma situação injusta. Intolerável.
Há uns anos, a coisa era mais ou menos assim: se um aluno do ensino básico chumbasse (sim, eu ainda uso esta palavra neste contexto, o “eduquês” que me perdoe se puder) três anos lectivos consecutivos, passaria para o ano seguinte ao fim do terceiro chumbo. Não sei por que isto acontecia, mas acontecia. Na minha terra, dois tipos da minha idade concluíram o nono ano de escolaridade da seguinte forma:
1) três anos a chumbar no sétimo, com sete negativas (notas positivas apenas a Educação Visual e Educação Física).
2) dois chumbos no oitavo ano – parece que este conseguiram fazer “à segunda”.
3) três chumbos no nono ano, sete negativas (positiva apenas a EV e EF). Passagem por via administrativa.
Casos como este que é referido no post não são portanto inéditos. Mas são ridículos.
Não são inéditos mas são revoltantes. Incomoda-me pensar que há que compactue com o facilitismo a cobro de teorias de pacotilha.
Vila Nova de Anha, essa bela localidade minhota plantada à beira da sua famosa recta com o mesmo nome; mas há que perceber, temos de atender a “todo o percurso”, às “condições socio-económico-familiares”, à complexa densidade pedagógica e sociológica conexa à problemática psicologico-educacional.
Mas há outros motivos para o Guiness: a maior massada de cherne do mundo, o maior pastel de Tentúgal do mundo, a maior sericaia do mundo, etc. Aposto que nos antípodas isso é olhado com respeito.
O que me preocupa são os argumentos para permitir tal coisa.
Realmente, só se for para o Guiness. Talvez como recorde da escandaleira institucional.
É o tão apregoado sucesso bem patente nas estatísticas, João.
Temos de dar os parabéns ao MUP que divulgou o facto e ao Público que lhe deu visibilidade.
Só assim os portugueses perceberão as mentiras de
Sócrates e MLR.
Resta saber quantos mais casos haverá por aí e porque não foram divulgados nunca teremos conhecimento deles.
É inacreditável! E a Daniela tem toda a razão: isto, além do mais, é injusto para os bons alunos.
É injusto para todos, Teresa. Até acho pior para aqueles que não conseguem passar com muito esforço mas começo a acreditar que já não há casos desses. É incrível mesmo.
Num país em que o envio de uma ‘prova’ por fax numa folha A4 de 20 linhas, a um domingo, dá direito a uma licenciatura não é de esperar nada muito diferente deste caso escandaloso que agora citas.
Ora, Pedro, isso são boatos da reacção 😉