Mais um que virou à esquerda na primeira oportunidade


Sérgio de Almeida Correia,

“Como poderá ser resolvido todo este elevadíssimo endividamento? Sinceramente, penso que a crise da dívida europeia só será resolvida com um reescalonamento a longo prazo da dívida dos países europeus mais endividados.”

“(…) Para que seja possível sair da crise mais rapidamente, não tenho a menor dúvida de que:
1) terá de haver uma solução europeia para resolver a crise da dívida;
2) terá de haver reescalonamento dessa mesma dívida;
3) teremos de continuar a diminuir a despesa do Estado nos próximos anos e fazer uma verdadeira reforma da Segurança Social;
4) teremos de continuar a consolidação e a contenção orçamentais no futuro próximo;
5) terá de haver uma estratégia de fomento industrial e económico relativamente consensualizada entre os principais partidos políticos e forças sociais;
6) terá de haver uma conti­nuação da aposta nos sectores produtivos e no aproveitamento dos nossos recursos naturais. E, claro, teremos de continuar a investir na educação, na inovação e na formação profissional virada para o contexto de trabalho. Ao mesmo tempo, e para reanimarmos a economia e atrairmos mais investimento, é fundamental baixarmos os impostos e cortarmos a burocracia do Estado central e local. Se não baixarmos os impostos das empresas e das famílias, o país nunca conseguirá atrair investimento significativo. É tão simples como isso.
“

8 comentários em “Mais um que virou à esquerda na primeira oportunidade”

  1. Parece-me mais ideias de bloco central realista, redução da despesa do Estado e reforma da Segurança Social e o ponto 4 não estão conotadas com a esquerda.~
    Outras estão mais conotadas com o bom-senso, não é por Passos ser contra reescalonamento que esta medida é de esquerda.
    Quem tem apelado aos consensos tem sido a direita, mas isso é por necessitar deles quando a “esquerda” tradicional do poder estiver lá pedirá os mesmos consensos e ver-se-á o que fará quando a UE não for nos pedidos de Portugal.

  2. Fico sempre incomodado quanto tenho de fazer referência a coisas que afirmo desde o início de todo este imbróglio, mais concretamente a partir de 2009. Sempre pensei que todos esses acabariam por se apoderar de minhas palavras e afirmações.
    O que acabei de ler neste post só vem confirmar o que sempre disse: esta malta só é capaz de navegar nas previsões depois dos acontecimentos ocorrerem.
    Passos Coelho mostrou-nos que encaixou em sua memória um conjunto de clichés que revelam sua obsessão por um não sei quê que tem dado em água a todo o momento. E não satisfeito com isto lá foi buscar para as finanças quem o ajudasse a piorar. Bastava somente aprender com os erros de Gaspar para passar uma imagem mais agradável. Mas não, também ela quis usar tacões mais altos que impedem o equilíbrio no andar.
    O PSD e o CDS foram os que ampararam os PEC´s I, II e III. E ao derrubarem o PEC IV deram uma ideia que a sua política não seria uma política de subjugação irracional a uma Europa liderada por uma esquizofrénica Alemanha. Não obstante esta atitude usaram até mesmo fotos de negociações levadas a efeito e apresentaram-se como os grandes salvadores das negociações com a troika – com excepção pra o CDS que se limitou a um curto comunicado e a uma assinatura -.

    Pasmou a minha alma quando fiquei a saber que, não obstante estes partidos também terem os seus rapazes e raparigas espalhados por todos os cantos das administrações públicas e governamentais, mas também privadas, afirmaram desconhecer a verdadeira situação do país em termos de contas públicas. E pasmei assim tanto porque parece-me que alguém gritou que o país estava de tanga e logo de seguida foi vestir uns fatos lá para Bruxelas.
    Mas pasmei ainda mais quando fiquei a saber que afinal lá se sabia alguma coisita e que essa coisa que se sabia permitia reconhecer o que eram swaps bons e swaps mauzinhos.
    Não há dúvida nenhuma que por estes e outros motivos estes tipos têm de se fazer à vida.

  3. Lendo todas as alíneas, nota-se com desgosto o seguinte:

    “3) teremos de continuar a diminuir a despesa do Estado nos próximos anos e fazer uma verdadeira reforma da Segurança Social;

    4) teremos de continuar a consolidação e a contenção orçamentais no futuro próximo;””

    Coisas de pessoal de esquerda, tá visto.

      1. O pessoal da verdadeira esquerda quer que se declare “não pagamos!” e até os banqueiros alemães ficam com as perninhas a tremer. Lá isso é verdade.

  4. Esquerda? Isto não são ideias socialistas, são bem liberais.
    Afinal o que é a esquerda? E o que é o Sérgio, é socialista ou liberal?
    Que eu saiba Álvaro Santos Pereira já é liberal há algum tempinho.

  5. Tudo tretas. Défice Zero e a Dívida resolve-se por si.

    Mas como o ASP muito pouco tem de liberal, vem com planos de fomento.
    Só falta um IRI ou um plano quinquenal.

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