Parece-me mais ideias de bloco central realista, redução da despesa do Estado e reforma da Segurança Social e o ponto 4 não estão conotadas com a esquerda.~ Outras estão mais conotadas com o bom-senso, não é por Passos ser contra reescalonamento que esta medida é de esquerda. Quem tem apelado aos consensos tem sido a direita, mas isso é por necessitar deles quando a “esquerda” tradicional do poder estiver lá pedirá os mesmos consensos e ver-se-á o que fará quando a UE não for nos pedidos de Portugal.
Fico sempre incomodado quanto tenho de fazer referência a coisas que afirmo desde o início de todo este imbróglio, mais concretamente a partir de 2009. Sempre pensei que todos esses acabariam por se apoderar de minhas palavras e afirmações. O que acabei de ler neste post só vem confirmar o que sempre disse: esta malta só é capaz de navegar nas previsões depois dos acontecimentos ocorrerem. Passos Coelho mostrou-nos que encaixou em sua memória um conjunto de clichés que revelam sua obsessão por um não sei quê que tem dado em água a todo o momento. E não satisfeito com isto lá foi buscar para as finanças quem o ajudasse a piorar. Bastava somente aprender com os erros de Gaspar para passar uma imagem mais agradável. Mas não, também ela quis usar tacões mais altos que impedem o equilíbrio no andar. O PSD e o CDS foram os que ampararam os PEC´s I, II e III. E ao derrubarem o PEC IV deram uma ideia que a sua política não seria uma política de subjugação irracional a uma Europa liderada por uma esquizofrénica Alemanha. Não obstante esta atitude usaram até mesmo fotos de negociações levadas a efeito e apresentaram-se como os grandes salvadores das negociações com a troika – com excepção pra o CDS que se limitou a um curto comunicado e a uma assinatura -.
Pasmou a minha alma quando fiquei a saber que, não obstante estes partidos também terem os seus rapazes e raparigas espalhados por todos os cantos das administrações públicas e governamentais, mas também privadas, afirmaram desconhecer a verdadeira situação do país em termos de contas públicas. E pasmei assim tanto porque parece-me que alguém gritou que o país estava de tanga e logo de seguida foi vestir uns fatos lá para Bruxelas. Mas pasmei ainda mais quando fiquei a saber que afinal lá se sabia alguma coisita e que essa coisa que se sabia permitia reconhecer o que eram swaps bons e swaps mauzinhos. Não há dúvida nenhuma que por estes e outros motivos estes tipos têm de se fazer à vida.
Esquerda? Isto não são ideias socialistas, são bem liberais. Afinal o que é a esquerda? E o que é o Sérgio, é socialista ou liberal? Que eu saiba Álvaro Santos Pereira já é liberal há algum tempinho.
Diz que monsieur Hollande já o contratou. Por via da dívida gaulesa.
Parece-me mais ideias de bloco central realista, redução da despesa do Estado e reforma da Segurança Social e o ponto 4 não estão conotadas com a esquerda.~
Outras estão mais conotadas com o bom-senso, não é por Passos ser contra reescalonamento que esta medida é de esquerda.
Quem tem apelado aos consensos tem sido a direita, mas isso é por necessitar deles quando a “esquerda” tradicional do poder estiver lá pedirá os mesmos consensos e ver-se-á o que fará quando a UE não for nos pedidos de Portugal.
Fico sempre incomodado quanto tenho de fazer referência a coisas que afirmo desde o início de todo este imbróglio, mais concretamente a partir de 2009. Sempre pensei que todos esses acabariam por se apoderar de minhas palavras e afirmações.
O que acabei de ler neste post só vem confirmar o que sempre disse: esta malta só é capaz de navegar nas previsões depois dos acontecimentos ocorrerem.
Passos Coelho mostrou-nos que encaixou em sua memória um conjunto de clichés que revelam sua obsessão por um não sei quê que tem dado em água a todo o momento. E não satisfeito com isto lá foi buscar para as finanças quem o ajudasse a piorar. Bastava somente aprender com os erros de Gaspar para passar uma imagem mais agradável. Mas não, também ela quis usar tacões mais altos que impedem o equilíbrio no andar.
O PSD e o CDS foram os que ampararam os PEC´s I, II e III. E ao derrubarem o PEC IV deram uma ideia que a sua política não seria uma política de subjugação irracional a uma Europa liderada por uma esquizofrénica Alemanha. Não obstante esta atitude usaram até mesmo fotos de negociações levadas a efeito e apresentaram-se como os grandes salvadores das negociações com a troika – com excepção pra o CDS que se limitou a um curto comunicado e a uma assinatura -.
Pasmou a minha alma quando fiquei a saber que, não obstante estes partidos também terem os seus rapazes e raparigas espalhados por todos os cantos das administrações públicas e governamentais, mas também privadas, afirmaram desconhecer a verdadeira situação do país em termos de contas públicas. E pasmei assim tanto porque parece-me que alguém gritou que o país estava de tanga e logo de seguida foi vestir uns fatos lá para Bruxelas.
Mas pasmei ainda mais quando fiquei a saber que afinal lá se sabia alguma coisita e que essa coisa que se sabia permitia reconhecer o que eram swaps bons e swaps mauzinhos.
Não há dúvida nenhuma que por estes e outros motivos estes tipos têm de se fazer à vida.
Lendo todas as alíneas, nota-se com desgosto o seguinte:
“3) teremos de continuar a diminuir a despesa do Estado nos próximos anos e fazer uma verdadeira reforma da Segurança Social;
4) teremos de continuar a consolidação e a contenção orçamentais no futuro próximo;””
Coisas de pessoal de esquerda, tá visto.
Só encontrou isso que não seja de “esquerda”?
O reescalonamento da dívida e a ordem dos factores também ser típico da direita liberal.
O pessoal da verdadeira esquerda quer que se declare “não pagamos!” e até os banqueiros alemães ficam com as perninhas a tremer. Lá isso é verdade.
Esquerda? Isto não são ideias socialistas, são bem liberais.
Afinal o que é a esquerda? E o que é o Sérgio, é socialista ou liberal?
Que eu saiba Álvaro Santos Pereira já é liberal há algum tempinho.
Tudo tretas. Défice Zero e a Dívida resolve-se por si.
Mas como o ASP muito pouco tem de liberal, vem com planos de fomento.
Só falta um IRI ou um plano quinquenal.