Mais um a quem saiu a raspadinha


Sérgio de Almeida Correia,

Eu até poderia acreditar que o fulano escolhido fosse a pessoa mais indicada para o lugar se tivesse havido um concurso público, ou se a comissão do Prof. João Bilhim, ou outra qualquer que estivesse habilitada para o efeito, lhe tivesse avaliado o currículo na sequência de um concurso, como fez a alguns jotinhas que chumbaram nas nomeações para alguns lugares.

E também não me custaria aceitar as explicações do ministro se ainda hoje não tivesse lido o que vem no Público, sobre uma tal NTM, que entretanto já fechou portas com um milhão de prejuízo e deixando os credores pendurados, empresa de um tal Branquinho, agora secretário de Estado e que antes andou a passear pela Ongoing e a Misericórdia do Porto, se isto tudo não se passasse sempre com a mesma gente.

Mas o que eu não percebo de todo é porquê que, se o lugar já existia há muito tempo, anos ao que parece, e devia ser preenchido, não foi preenchido durante tanto tempo e foi preciso esperar até agora, mais de dois anos depois do Governo tomar posse, para nomear o feliz contemplado que vai viver para Paris com passagens pagas e uma raspadinha mensal de € 12.000,00 (doze mil euros).

Mais de dois anos depois continuamos todos, os ignorantes, sem perceber qual o critério dos caseiros que nos saíram na rifa para a atribuição das cenouras aos coelhos que nos invadiram o quintal, e que continuam com a maior desfaçatez a sair aos magotes de arbustos e cartolas quando se esperava que o chumbo dos homens da PSP já tivesse começado a assustá-los.

14 comentários em “Mais um a quem saiu a raspadinha”

    1. Tem toda a razão. Quando o dinheiro sai do bolso da mamã não pagamos nós, embora em qualquer dos casos não me pareça muito correcto.

  1. Bem,

    devemos concluir que o ministro é rápido em decisões. Aceitou de imediato a demissão do ex da PSP e de imediato ofereceu-lhe um posto em Paris. É desta fibra que necessitamos.
    É caso para dizer que o governo em política de exportação, demonstrando também o incentivo à emigração, não brinca em serviço.

    1. Vento,
      acho que os Pinamaniques ainda mantém bem vivo o seu legado.
      Triste é isso mesmo, pois o que vem atrás pode muito bem fazer o mesmo e a julgar pelos acontecimentos, vamos ver que sempre arranjam mais uma raspadinha. Isto é o nosso governo no seu melhor.

      1. Pois é, manuel.

        Aqui temos o ímpeto reformador e refundador dos que refordem (palavra com etimologia híbrida) Portugal.

  2. O trajecto deste Branquinho explica o que é e para que serve a “lusofonia” – e a pressa com que querem impor a ortografia brasileira a Portugal.

  3. Muito bem. Um regime de pendurados no Estado, está cheio de cabides que se podem ir buscar ao armário. É o socialismo.

  4. Escreva mais como este excelente post. Sem demagogia mas coloca em cheque estes jotinhas que já deviam ter migrado para o mundo da transparencia. Mas como bons alunos entram na Brigada das Colheres à volta do tacho publico e logo com uma colher das grandes. Toika volta está perdoada, mas desta vez mostra que es competente!.

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