Mais leitura(s) por menos dinheiro


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Os índices de leitura aumentaram em Portugal na última década, mas o preço dos livros continua a ser, para muitos, um travão à sua compra.

Provavelmente,  o novo conceito no mercado dos livros que acaba de aparecer em Portugal teve em consideração  esse aspecto.

A possibilidade de alugar um livro, seja para entretenimento ou apenas para fazer uma investigação sobre determinado tema, parece-me uma boa ideia. Principalmente para quem   não dispõe de orçamento para comprar os livros que desejaria ler, ou já não tem espaço em casa para os arrumar. E há ainda aqueles que, depois de lerem o livro, simplesmente o deitam fora.

 O Clube de Leituraoferece várias modalidades de aluguer de livros a preços bastante acessíveis e ainda disponibiliza alguns e-books, uma modalidade de leitura que começa a dar os primeiros passos e parece cativar as camadas mais jovens .

Ainda não tive oportunidade de ver o catálogo com atenção mas, numa primeira leitura, encontrei por lá alguns bons títulos.

Para mais informações, aceda ao site aqui.

25 comentários em “Mais leitura(s) por menos dinheiro”

  1. Carlos, e não seria bonito e importante voltarem as bibliotecas itinerantes? Tive oportunidade de vê-las em “acção” mas não em grandes cidades ou vilas, onde também existe muita gente que não tem oportunidade ou rendimentos para comprar um livro. na minha opinião seria uma mais valia principalmente para os jovens que trocaram as paginas de um livro, pelos jogos de video e pela televisão.

    1. Quando regressei a Portugal, tive esse sonho e cheguei a apresentar um projecto a várias entidades nesse sentido. Nada teria sido para mim, mais gratificante, do que andar a percorrer o país acompanhado de livros, levá-los às pessoas e, ( a outra parte do projecto) lê-los e discuti-los em tertúlias locais.
      Infelizmente ( ou talvez não…) ninguém viu qualquer interesse na iniciativa.
      Pronto, isto foi só para lhe dizer que estou 100% de acordo consigo.

      1. Adorei a parte das tertúlias Carlos, é maravilhoso discutir uma obra… é pena que não dêem muita importância a esse tipo de iniciativas.

  2. A ideia parece interessante, já que cada vez se lê menos. Aqui entre nós, claro que nada substitui o suorte real em papel. E nada melhor do que ter a casa cada vez mais atravancada com livros.

    1. Os e-books também não me atraem, mas a parte do aluguer dos livros (em papel) parece-me interessante. Como não consigo deitar um livro fora, tentei resolver a questão criando uma biblioteca na minha junta de freguesia. Era uma maneira de ter os livros sempre à mão, libertar espaço dentro de casa e dar oportunidade a outros de os lerem
      A princípio funcionou mas, quando junta mudou de cor, os livros foram parar a uma cave.

      1. O meu quarto é uma biblioteca…não consigo deitar um livro fora.uma altura pus os livros no sótão, mas parvoíce minha ou não senti o quarto vazio…e já cá estão todos outra vez.

      2. …quando junta mudou de cor, os livros foram parar a uma cave.

        Nem consigo imaginar a cor dessa junta, Carlos, deve ser do tipo cor de burro quando foge.

  3. Que os índices de leitura tenham subido até acredito, resta saber o que aconteceu aos índices de literacia. Desconfio que andem pelas ruas da amargura ou, por essas outras da literatura light.

  4. também há outro tipo de projectos como o Bookcrossing, podem ver o que é em bookcrossing.com (nunca o fiz mas o meu irmão já e funciona bem). é uma boa forma de ir lendo livros sem ter de os comprar.

    1. Também sou bookcrosser, plastessina. O Bookcrossing é um conceito diferente. É um movimento de libertação e de partilha de livros, nunca de requisições ou aluguer. Funciona à base da generosidade apenas.

      1. pois, não tem a ver com aluguer, daí a sugestão :p (na prática vai dar ao mesmo, só se tem o livro até acabar de o ler, só que não se paga e é muito melhor porque se partilha com outras pessoas).

          1. bem, parece que então estamos todos de acordo, nunca disse que tinha fins lucrativos. e é de facto um conceito diferente, por isso é que o sugeri. e como no fim, em ambos os casos, acabamos a ler livros que depois não vão para a estante, parece-me que há uma razão para ter mencionado o bookcrossing aqui.

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