Mais do mesmo


cronicasnofeminino,

Os políticos obtiveram um aumento remuneratório médio mensal dez vezes superior à média dos funcionários da Administração Central: entre salário e suplementos, o rendimento médio mensal dos membros do Governo e dos deputados cresceu de 5370 euros, em Outubro de 2011, para 5661 euros, em Janeiro deste ano, uma subida de 5,4%. Já o ganho médio de todos os trabalhadores da Administração Central registou, no mesmo período, um aumento de 0,5%, com o vencimento recebido no final do mês a subir de 1745 euros para 1754 euros. 

Não valia a pena terem diabolizado o Sócrates, pedirem sacríficios ao povo, roubarem-nos em impostos, taxas, subsídios, sobretaxas, portagens e tudo o que respire e viva e virem com aquele ar de honestidade de plástico doutrinarem-nos sobre a crise e a Troika, blá, blá, blá. Que se calem. E se possível se vão embora. Não vejo o dia.

14 comentários em “Mais do mesmo”

  1. como é possivel que o governo tenha aumentado a classe politica em 5,4 % depois de ter retirado uma parte do subsidio de ferias aos trabalhadores e 13º e 14º mes aos funcionarios publicos para agora se aumentarem a si proprios. perderam a vergonha. Antes o socrates mil vezes

  2. Querida Loenor, cuidado com o que desejas, porque podes mesmo obtê-lo. É que indo os políticos embora, ainda chega um coronel… E só memso para te contrariar: enquanto o 1º ministro não ganhar tanto como o sr. Bava, nunca olhará para ele ohos nos olhos e sempre desejará fazer-lhe favores para depois ser chamado por ele.

    1. Mas é mesmo o que desejo, José. Acordar um dia e ter esta gente fora daqui. Mentiram, enganaram, ludibriam. Se isso é mau em qualquer outra altura no momento que atravessamos é particularmente grave. O discurso dos sacrifícios é óptimo quando são os outros a fazê-los. O que se está a passar é desonestidade, pura e dura. Não suporto. Nada me move a favor de Sócrates, atenção, a minha opinião é que para serem parecidos não valia a pena diabolizá-lo. O povo não é parvo. É manso, tudo se atura, tudo se suporta, mas não é parvo.

      1. Querida Leonor, não me faças a desfeita de acahares que eu leio as tuas palavars como parte do jogo repelente Socrates vs. Passos, alternando entre a indignação e a complacência conforme a tua côr preferida.
        Mas peço que repares que a visão moral (ou moralista) da realidade, o desabafo e a vontade de varrer com tudo, são um caldo perigosíssimo. Eu hei-de preferir sempre uma democracia corrupta e cúpida a uma ditadura regeneradora. E parece-me, hoje mais do que nunca, que o sistema está falido embora todas as alternativas sejam muito piores.

        1. Em assunto de respeito pelos portugueses eu não tenho cor preferida, aí é que está o engano. O que eu exijo é respeito pelos sucessivos governos deste país e não suporto que alguém que promete honestidade e seriedade seja tão desonesto como os anteriores, igual se de esquerda ou de direita. Partidarite é mal que não me assiste. Não tresleias o que escrevi. Em momento algum defendo outro sistema que não a democracia. Sinto-me até ofendida que alguém pense tal coisa de mim.

  3. É isso mesmo. Mais do mesmo: Socialismo.

    Aliás quando é que os políticos baixaram o ordenado porque as suas competências diminuíram com a UE?

    1. Qual socialismo? Estou-me nas tintas para o socialismo e para social democracia. Uma vez no governo são todos iguais. Uns revelam-se mais depressa que outros e gostam de doutrinar o povo com transparência e outras balelas.
      E porque não diminuem o número de deputados?

  4. Penso que isto não tem emenda, nem eles se vão embora pelo próprio pé …

    penso …

    que só lá vão á pan cada !

    PS: a sorte deles é que somos de brandos costumes.

    1. Pelo próprio pé? Nunca.
      Sim, somos demasiados brandos. Não defendo violência nunca mas se nos manifestássemos mais e nos organizássemos em movimento apartidários para o fazer demonstraríamos a nossa indignação, a menos que esteja tudo satisfeito.

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