Mais (des)acordo


Ana Vidal,

Em várias e competentes instâncias, o AO foi criticado, desautorizado enquanto documento técnico-científico, considerado inepto e nefasto. Em sua defesa, porém, o mais que pudemos ler foram artigos em jornais, refugiados nas questões genéricas das supostas vantagens de um acordo, sem responderem aos argumentos dos críticos. É fácil perceber que a impermeabilidade à crítica e a imunidade do AO estavam garantidas pelo facto de se tratar de um instrumento político para servir a estratégia ideológica da lusofonia.

Vale a pena ler todo o artigo de António Guerreiro (link no parágrafo acima), uma análise lúcida e desapaixonada sobre o Acordo Ortográfico do nosso descontentamento. Só uma coisa me intriga: com uma tão interessante e bem articulada argumentação contra a utilidade e a bondade do AO, porque será que o colunista do Expresso não usa, como tantos outros, a prerrogativa que tem de escrever com a grafia pré-acordo?

2 comentários em “Mais (des)acordo”

  1. O AO90 foi iniciado por Sarney da academia e da maçonaria brasileiras, está ao serviço das delirantes basófias nacionalistas daquele país, que assegurou os seus apoios aqui (geralmente em pessoas com fortes ligações económicas ou académicas – ou ambas – ao Brasil) e encarregou a maçonaria portuguesa de o impor.
    Quer testar? Conhece algum um defensor de vulto do «acordo» que não tenha ligações ao brasil e/ou não seja maçon?
    Até o «golpe» do uso nas escolas foi assegurado pela ministra Alçada, mulher de um conhecido e importante maçon ou simpatizante da maçonaria.
    O mesmo se diga para os jornais – havendo que acrescentar os que são propriedade de maçons os que têm dificuldade económicas e estão dependentes da banca, etc.
    E o resto? O resto é um país falido (pela 3ª vez em trinta anos, um arremedo de democracia e um crime de genocídio cultural – para além de outros menores.

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