
“Não quer dizer que o pinhal não vá ser pinhal. O pinhal vai ser pinhal e só é pinhal se tiver pinheiro. Mas, para nós termos um bom pinhal e um bom pinheiro que seja, também ele, resistente ao fogo, é preciso que este pinhal não seja só de pinheiro e tenha a boa composição e o bom ordenamento que ajude à sua resistência”.
António Costa, 22 de Janeiro de 2018

Simplesmente brilhante!
Rajoy volta, estas perdoado!
A geringonça chegou à floresta. Abaixo o pinhal reaccionário! Viva o chaparral revolucionário!
Daqui a uns anos aquilo há-de estar cheio de pinhobreiros. Prontos a produzir pinholotas – cruzamento de pinhão com bolota.
Razão tinha o Capoulas, imperador de pastos & lavouras: este Governo fez mais pela floresta portuguesa desde o D. Dinis.
Há duas posições sobre este assunto, ambas defensáveis:
Uma diz que o Estado não tem de se meter na gestão das coisas, e que o Centralismo faz pior do que deixar as coisas seguirem naturalmente.
Outra que diz que se as coisas seguirem naturalmente há acidentes e que o centralismo é necessário para controlar e evitar acidentes.
Depois há uma menos compreensível:
O Estado deve deixar as coisas seguirem naturalmente, porque só faz asneira, e se houver algum acidente é responsável pelo que correu mal.
Já plantou um chaparro hoje?
E onde isso aconteceu?
O Estado tem tudo Jo.
Tem os bombeiros, tem os meios aéreos
A Lusa, a RTP, a RDP nenhuma informou sobre os incêndios a ocorrerem, para onde se dirigiam, intensidade.
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Vai ser giro com os sobreiros… Não passam de uma peste, vão nascer por todo o lado e são impossíveis de controlar.
Cepo temos nós mas o merdas custa a arder.
Ultrapassa-se a si mesmo ….
Um pós-moderno Américo Tomás nesta pleonástica…. e também naquela de tendo ficado em segundo lugar…ursurpar resultado de eleição….
O problema destes políticos (que teimosamente continuo a apelidar de vão-de-escada) é que nunca, nunca, pegaram numa enxada. Nem rasa, nem de pontas, nem sequer uma sachola. Nem sabem o que custa o trabalho da terra.
Sabem de agricultura o mesmo que eu sei sobre pastagem de caracóis.
Falam muito mas dizem quase nada.
António Costa está pura e simplesmente borrifando para a agricultura. Não é lá que está o suporte da geringonça.
Há muitos anos alguém recebia subsídios para, por exemplo, semear trigo e sabe-se lá porque estranho fenómeno nasciam Jeep’s.
Mas isto sou eu a desabafar…
O amigo Cavaco é que as sabia fazer…… bpn, bpp, qta da coelha, reforma curta, destruir olivais, vinhedos, frota pesqueira, industria pesada!!! E toma lá uns cobres!! Que todos os dias chegam camiões de dinheiro.
Estes são uns amadores!! Querem semear, plantar, construir e reconstruir, garantir que pelo menos quem trabalha não esteja abaixo da linha de pobreza. Estes são uns amadores!!
Pois, pois. Por isso tenho gasto rios de dinheiro para amanhar as terras para que não ardam e recebe de subsidios… bola, zero, nada.
Vais para as grandes empresas… tadinhas necessitam de ajuda.
Cavaco e outros já passaram à história e noutra altura critiquei da mesma forma.
“é que nunca, nunca, pegaram numa enxada. Nem rasa, nem de pontas, nem sequer uma sachola.”
Pelas ferramentas que refere, você conhece a agricultura de há séculos. Ou então pratica jardinagem por distracção. Sou octogenário e, por acaso, ainda me lembro dessas coisas e de outras como ancinhos (é assim o nome??) e de regas com água tirada à vara (ou cegonho, noutras zonas do país). Belos tempos, era eu menino. Mas é bom recordar coisas que já não voltam.
Teve sorte… porque na sua terra havia água… Na minha só havia água quando chovia. A que se podia guardar ficava em pias escavadas nas pedras cravadas no chão.
Não obstante ser mais novo que o caríssimo anónimo, de agricultura ensina-me pouco. Quanto a jardins, sinceramente não é a minha praia.
Sabe comecei muito cedo a trabalhar de sol a sol numa debulhadora de cereais onde o pó se entranhava pela garganta. a Partir daí fiz de tudo um pouco.
Não me envergonho do meu passado. E tento na medida do possível passar o testemunho aos meus filhos.
Não tem nada que se envergonhar. Muitas crianças, jovens gostam de trabalhar com as mãos e não o podem fazer nesta cultura.
Os meus já são homens e ajudam-me sempre que podem.
Ainda este fim de semana que passou andei a plantar umas centenas de pés de cebola temporã.
E eles lá estiveram de ferramentas na mão a ajudar.
Não lhes “caiu nenhum parente na lama”.
O problema são estes nossos políticos de cidade que percebem pouco da coisa agrícola. Mas falam que se fartam…
Com orgulho e sem vergonha afirmo que não esteve sozinho nessa empreitada, José.
É tão estúpido, tão estúpido que nem sei como começar a desancar no Chamuças. Não dá para mandá-lo de volta para a terra dele mais os seus acólitos, avençados e outros defensores?
Como se diz na minha terra, este não bate bem da pinha…
A ideia está lá, fugiu-lhe foi a oratória…
A descontinuidade faz-se também diversificando as espécies, dispostas em manchas e não semeadas pelo vento como foram antes, uma tamargueira aqui um carvalho ali…
… e não deixa de ser Pinhal…
… mas deixe lá a explicação aos técnicos e diga quando começará a reflorestação…
… porque o fogo já lá vai e se não se apressa vai o solo atrás.
O pinhal ali não arde — a não ser quando é fogo posto, os bombeiros não podem apagar fogos e não há gente com jeito para coordenar as tropas porque foram todos saneados para meter os boys e gente sem mérito no poleiro. Foi isso que aconteceu. Foi o PS e os estúpidos das Esquerdas outra vez, que andam a destruir o País há muito tempo.
Respondido.
Mas por falha no carregamento do modo de visualização no telemóvel, foi respondido como comentário ao post e não como resposta directa.
Meus caros:
isto é desanimador e assim não nos livramos da esquerda. Tanto o post como os comentários baseiam-se em gozar com frases infelizes de alguém do governo e são completamente vazios de ideias mobilizadoras e mesmo não mobilizadoras. Mas não é só o post e os comentadores: a própria oposição não consegue apresentar nada (eu também não, confesso) limitando-se a procurar bagunça com ditos ou pequenas falhas dos governantes e seu apoiantes. Não há uma ideia que atraia, mesmo quando chamam nomes feios só para mostrar que estão do contra.
Estou a desanimar, eu não sei o que fazer nem o que dizer mas eu não sou político sou um pobre cidadão que lê jornais, blogues e comentários e reconhece que assim não vamos lá. Eu até acho que é mais prestigiante estar calado do que andar a escrever coisas sem pés nem cabeça pelas redes sociais, demosntrando frequentemente um baixíssimo nível político e cultural. Desculpem a minha sinceridade. Apetece dizer como o outro: porque non te callas?
Até lhe dou razão caro Jonas. Com tanta repetição de pinhal, pinhal o discurso é piroso, mas se a oposição e seus apoiantes não têm mais nada a dizer, o melhor é mesmo estarem calados. É fracote andar só a aproveitar as gafes do governo para fazer oposição.
Talvez o Senhor Rui Rio tenha melhores ideias do que o senhor Rui Rocha e seus comentadores incluindo-me a mim. Veremos. Há sempre uma esperança.
Coisa que me intriga: suponho que o senhor PM tenha dito esta maravilha à frente de um bando de jornalistas e não há unzinho que lhe pergunte o que é que ele acabou de dizer, como é que tenciona fazer isto ou que raio é um “pinhal não só de pinheiro”?
” como é que tenciona fazer isto ou que raio” Seria uma pergunta inteligente. Mas isso é pedir demais, tanto para jornalistas como para a oposição que temos.
O pinhal ali sempre ardeu, e quase sempre foi fogo posto.
Acho engraçada a sua semântica: “o PS e os estúpidos das esquerdas outra vez”.
Outra vez? Ah, sim, o PREC. Mas, lamentavelmente para si e muito mais para as vítimas, durante o PREC (sabemos hoje) os incêndios foram quase todos provocados pelo Exército de Libertação de Portugal, por muito que nas paróquias os padres acenassem com o papão comunista e Spínola negasse este braço ainda mais clandestino do MDLP.
E, para seu esclarecimento, o desinvestimento nas florestas começou logo com a falta de políticas para o sector aquando do início dos fundos comunitários. O retirar de competências à Força Aérea no combate e vigilância de florestas foi preparado em 1994/95. Em 2002 compraram-se submarinos (e como nunca vimos as tais contrapartidas, provavelmente seriam não se comprarem aviões). Em 2012 os projectos de gestão da floresta – que estavam a acelerar desde 2008 – ficaram na gaveta porque o BPN e mais tarde o BES, bancos perfeitamente credíveis segundo altos representantes da nação, precisariam de capital. Neste mesmo ano foi negociado o aumento da área de eucalipto – e cortado apoio aos sapadores.
Se a sua memória não for curta, lembrar-se-à quem governava Portugal nestas datas marcantes para a floresta.
Sim, quem governa não se deve escudar na inépcia dos outros para justificar a sua inépcia ou inércia.
Mas quem acusa devia ter honestidade intelectual para o fazer. A moral, essa, é uma batata.
Caro Jonas:
Acabo de encontrar um argumento inteligente: “Foi o PS e os estúpidos das Esquerdas outra vez, que andam a destruir o País há muito tempo.” É claro que com argumentos destes ninguém vai, nas próximas eleições, votar à esquerda como as sondagens demonstram. E finalmente livrar-nos-emos deles!!
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