Talvez asserções com correspondência factual. Mas os factos precisam de um observador humano, que inevitavelmente os interpreta. E não temos conhecimento suficiente, apenas teorias que, até agora, têm sido aproximações grosseiras. Não sei. Mas preocupo-me.
Percebo a sua preocupação, caro José Catarino. Até porque – como bem salienta – temos em regra ao nosso dispor “apenas aproximações grosseiras” ao verdadeiro conhecimento.
Considero as teorias aproximações grosseiras pois continuo sem saber, por exemplo, se os fotões (ou as demais partículas) têm natureza corpuscular ou ondulatória, se a gravidade resulta do gravitão ou da deformação do espaço-tempo… Há físicos a trabalhar com modelos de dez (e mais) dimensões espaciais, não encontrei ainda nenhuma descrição satisfatória do espaço ou do tempo e, se colocar as velhas questões — quem sou, de onde venho, para onde vou — não encontro melhores respostas que as de Bocage à porta do café Nicola. Por isso, desconfio da dicotomia preconceito / verdade.
Este sim, um grande escritor. Lamentavelmente e surpreendetemente, não vejo qualquer peça dele ser representada em Portugal, nem conheço qualquer tradução de alguma delas em português. Em Portugal só se representam autores anglossaxónicos, invariavelmente de qualidade muito inferior a Duerrenmatt. Outro grande autor de teatro foi Havel.
De acordo consigo, nas duas ideias que aqui expressa. Quanto ao mérito de Friedrich Dürrenmatt e quanto ao excessivo destaque atribuído entre nós a autores de expressão anglo-americana.
O que são verdades?
Talvez asserções com correspondência factual. Mas os factos precisam de um observador humano, que inevitavelmente os interpreta. E não temos conhecimento suficiente, apenas teorias que, até agora, têm sido aproximações grosseiras. Não sei. Mas preocupo-me.
Percebo a sua preocupação, caro José Catarino. Até porque – como bem salienta – temos em regra ao nosso dispor “apenas aproximações grosseiras” ao verdadeiro conhecimento.
Considero as teorias aproximações grosseiras pois continuo sem saber, por exemplo, se os fotões (ou as demais partículas) têm natureza corpuscular ou ondulatória, se a gravidade resulta do gravitão ou da deformação do espaço-tempo… Há físicos a trabalhar com modelos de dez (e mais) dimensões espaciais, não encontrei ainda nenhuma descrição satisfatória do espaço ou do tempo e, se colocar as velhas questões — quem sou, de onde venho, para onde vou — não encontro melhores respostas que as de Bocage à porta do café Nicola.
Por isso, desconfio da dicotomia preconceito / verdade.
Este sim, um grande escritor.
Lamentavelmente e surpreendetemente, não vejo qualquer peça dele ser representada em Portugal, nem conheço qualquer tradução de alguma delas em português.
Em Portugal só se representam autores anglossaxónicos, invariavelmente de qualidade muito inferior a Duerrenmatt.
Outro grande autor de teatro foi Havel.
De acordo consigo, nas duas ideias que aqui expressa. Quanto ao mérito de Friedrich Dürrenmatt e quanto ao excessivo destaque atribuído entre nós a autores de expressão anglo-americana.