Tenho seguido esta sua “série”. Porque não lhe chama simplesmente “gente que se devia ler” e desancorasse do Nobel? As ambições de Nobel são para os valteres mães.
É uma boa sugestão. Mas apeteceu-me fazer uma série sobre escritores abrangidos por estas três categorias: 1. Não terem recebido o Nobel. 2. Já terem morrido. 3. Terem vivido pelo menos um par de anos no século XX.
Lembro-me bem da Esprit – e da geração que a lia e que foi aquela que me educou (e aos meus contemporâneos, que todos fumávamos charros, líamos Wilhelm Reich e que não éramos propriamente católicos devotos, teenagers nos anos 70). Há anos, mas já neste século, numa casa de amigos, no Minho, um casarão que a tradição atribui a Nasoni, num corredor mal iluminado, encontrei anos e anos de Esprit. Os donos da casa e leitores primeiros dela de Mounier, que em Lisboa frequentavam o Turf e em Cascais a Parada, não deixaram herdeiros – ou deixaram poucos – no conjugar as vocações mundanas e intelectuais.
Yah!
É como abrir um bar gay no Bairro Alto… apanha com os que já são e com os que querem ser…
Tenho seguido esta sua “série”.
Porque não lhe chama simplesmente “gente que se devia ler” e desancorasse do Nobel?
As ambições de Nobel são para os valteres mães.
É uma boa sugestão. Mas apeteceu-me fazer uma série sobre escritores abrangidos por estas três categorias:
1. Não terem recebido o Nobel.
2. Já terem morrido.
3. Terem vivido pelo menos um par de anos no século XX.
Lembro-me bem da Esprit – e da geração que a lia e que foi aquela que me educou (e aos meus contemporâneos, que todos fumávamos charros, líamos Wilhelm Reich e que não éramos propriamente católicos devotos, teenagers nos anos 70).
Há anos, mas já neste século, numa casa de amigos, no Minho, um casarão que a tradição atribui a Nasoni, num corredor mal iluminado, encontrei anos e anos de Esprit. Os donos da casa e leitores primeiros dela de Mounier, que em Lisboa frequentavam o Turf e em Cascais a Parada, não deixaram herdeiros – ou deixaram poucos – no conjugar as vocações mundanas e intelectuais.
Ora aí está uma colecção que eu gostaria de ler com muito agrado (e de ter, claro).
Ora nem mais!
Palavras sempre actuais. Pelos piores motivos.