Pretendem alguns que a dramática situação em que mergulhou a Venezuela começou com Nicolás Maduro, que de algum modo tem desvirtuado a herança de Hugo Chávez. Isto não corresponde à verdade. Maduro, ex-condutor de autocarros e antigo dirigente sindical, é o prolongamento natural de Chávez e ascendeu ao poder por escolha “natural” do falecido mentor. A Venezuela actual não acordou da noite para o dia na mais confrangedora e lamentável miséria apesar de ser o país do mundo com mais reservas petrolíferas e ainda o segundo maior produtor de petróleo da América Latina.
Durante década e meia Chávez montou um sistema que distribuía aquilo que o país era incapaz de produzir, oferecendo um “estado social” assistencialista, assente em milhões de barris de petróleo, criando aos venezuelanos a ilusão de que tudo poderia ser conseguido sem esforço.
Durante década e meia, Chávez nada fez para diversificar a economia, não investiu no tecido produtivo os milhões que a Venezuela recebia de mão beijada da exploração do petróleo. Na própria indústria petrolífera não houve qualquer investimento: está hoje envelhecida, obsoleta, incapaz de aproveitar devidamente aquele precioso recurso natural. A corrupção contribuiu para esclerosar ainda mais um país que em quase tudo depende do petróleo quando podia ser auto-suficiente em produtos agrícolas e tem diversas outras riquezas – do subsolo ao turismo – por explorar.
Ao expropriar os circuitos de distribuição alimentar, estatizando-os, Chávez (e Maduro limitou-se a seguir-lhe o exemplo) paralisou um dos raros sectores da economia venezuelana que funcionavam. Um sector em que muitos portugueses e lusodescendentes desempenhavam um papel fundamental, com os seus pequenos comércios, sobretudo ao nível de padarias. Que têm vindo a fechar, desde logo por falta de farinha para fazer pão. E também pela total instabilidade dos preços: a Venezuela ostenta o nada invejável recorde mundial de inflação – que pode chegar aos 720% em 2016, segundo estimativas do FMI. E ainda pela insegurança galopante: Caracas é a capital do planeta com maior taxa de homicídios. Quase todos os crimes ficam impunes.
Assim que os preços do petróleo baixaram no mercado mundial, a realidade nua e crua do chavismo veio à tona. É dramática, como se vê: agora Maduro, numa espécie de recriação serôdia da China maoísta, quer mandar todos os habitantes da Venezuela em idade activa trabalhar pelo menos dois meses por ano nos campos – medida que abrange não apenas os funcionários públicos mas também os trabalhadores das empresas privadas, talvez para liquidar ainda mais depressa o que resta do sector privado no país.
Eis mais um passo de gigante no caminho do abismo. De Mao a pior.

![19645389_DPGry[1].jpg 19645389_DPGry[1].jpg](http://1.fotos.web.sapo.io/i/B35043a14/19812070_IIC9Z.jpeg)
Mas ainda falta muito para chegar a essa glória marxista que foi Pol Pot.
Já viu, obrigar novos e velhos a abandonar as cidades,esses lugares decadentes
criados pela burguesia,rumo às saudáveis tarefas campestres,braçais de preferência,em marchas forçadas? Há hoje um museu de esqueletos pertencentes
aos burgueses reaccionários mortos em tais marchas,muitos.
O “socialismo do século XXI” consegue o mesmo que conseguiu o do século XX, aliás com ideias do século XIX: mais pobreza, mais desigualdades, muito menos liberdades.
Simão Bolívar, que aparece na fotografia em segundo plano, terá dito um dia que a Bolívia era “um mendigo sentado num trono de ouro”, palavras que hoje servem como uma luva à Venezuela, arruinada, destruída e desgraçada pelos dois bandalhos cujo nome me recuso a escrever.
Palavras proféticas, as de Bolívar.
Chavez como qualquer ser mortal não era imune aos defeitos e ele tinha-os, como qualquer um de nós. Que ele deu aos mais desfavorecidos, aquilo que mais ninguém lhes deu e dizer que isto é mau, isso não, não é justo. A Venezuela sempre foi gerida por gente que manejava o petróleo e outros, a seu belo prazer e por isso mesmo, há fortunas incalculáveis na Venezuela e a corrupção era enorme, tanto assim é que essas fortunas, não caíram do céu. Culpar a estupidez do Maduro dizendo-o seguidor de Chavez, não. Maduro parece uma barata tonta, querendo imitar Chavez, mas ao fazê-lo só sai asneiras. Anda sem rumo, sem uma cabeça pensante que o ilumine e lhe diga que está errado. As favelas não surgiram agora, já vinham do antes, mas esses não interessam. Quando fala que que os crimes lá, quase todos ficam impunes e é verdade, não se pode esquecer que no nosso país, a coisa é muito parecida principalmente em relação aos grandes prevaricadores que andam todos à solta a saborear os feitos que fizeram. Que Chavez poderia ter feito mais, podia, como todos podem fazer sempre mais, mas nunca fazem, agora deixe o homem em paz que já foi, há uns tempos e quando partiu, muitos políticos lhe renderam homenagem e ou são todos hipócritas ou ele teve algum mérito.
Você compara Lisboa, uma das cidades mais seguras da Europa, com Caracas, a capital mais perigosa do planeta?
É comparar o Manuel Germano com o género humano, como diria o grande escritor Mário de Carvalho.
Não comparo Lisboa com Caracas porque são incomparáveis e não têm nada, para que se possa fazer qualquer comparação.
Eu bem sei que um anónimo é igual a qualquer outro anónimo. Mas parece-me ter sido você a escrever isto:
“Quando fala que que os crimes lá, quase todos ficam impunes e é verdade, não se pode esquecer que no nosso país, a coisa é muito parecida.”
Afinal compara ou não compara Portugal à Venezuela? Acha que são situações comparáveis?
Em questão de impunidade não andamos longe. A nossa justiça não anda e as nossas leis contornam-se sempre, de modo a haver impunidade e se alguns são incriminados as penas são irrisórias e além disso, a meio da pena ou até antes, estão fora. A nossa justiça não funciona, como bem sabe e num país civilizado, muito menos se admite, ter uma justiça que não age nem anda e quando anda, anda muito mal.
Conversa da treta. Está a falar de quê? Tem algum processo pendente em tribunal?
Não tenho processos pendentes. Falo da realidade de Portugal. Pelo que parece, desconhece o funcionamento da nossa justiça. A nossa justiça funciona mal e a más horas e raramente se faz justiça. Por isso, nunca compare as justiças porque a nossa, não serve de exemplo.
Ainda bem para si que não tem processos pendentes. Ainda bem para si que não vive na Venezuela.
O benemérito Chávez não tinha era mão na filha.
Aquela da fortuna incalculável, que de corrupção não tem nada.
A filha e o genro são dois exemplos entre milhares de uma nova classe política que tem enriquecido desmedidamente à custa da miséria alheia.
“Chavez como qualquer ser mortal não era imune aos defeitos e ele tinha-os, como qualquer um de nós.”
Não é como qualquer um de nós.
Eu não tenho uma polícia política para ameaçar, espancar, e matar recalcitrantes.
Eu não uso a violência do Estado para nacionalizar.
Eu não uso a violência do Estado e forças paramiltares para fazer o que quero.
Chavez fez aquilo que o Social-Comunismo fez sempre: ataque aos que são diferentes> violencia> fome
Mais uma vez se vê como o Socialismo é muito pouco Social.
Soubémos da falta de papel higiénico, mas então e da falta de roupa?
http://www.90min.com/pt-BR/posts/2267817-a presentadora-tira-a-roupa-para-comemorar-a-v itoria-da-venezuela
É quase um regime da burca…
Não se augura nada de bom a um regime em que o antecessor aparece ao sucessor em forma de passarinho.
Sim, é mais eficaz se o regime aparecer aos espectadores em forma de passarinhas.
Em sinal contrário, veja-se a ditadura das mães de Bragança, impondo o terror pela falta de regime:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/oh-l a-la-8605054
Se fosse em Caracas, as de Bragança fechavam as filhas a sete Chávez. Não fosse aparecer algum Maduro.
E por falar em Bragança: s.php?id=2&produtor=427
http://www.vinhosdoalentejo.pt/produtore
Mais piadas dessas e aumentam o IMI do blog.
Eheheheheh… Safa! (como dizia o outro). Vou já emparedar algumas janelas, não vá a factura subir de mais.
Quanto à Venezuela, eis uma boa alternativa ao Maduro:
http://www.vinhoverde.pt/
Maduro ultrapassa a palavra desastre. Chávez era péssimo, mas em comparação com Maduro beneficiava por ter um preço do petróleo mais elevado e ser menos incompetente. Mas a melhor comparação com Maduro parece-me ser Mugabe…
Sim, João, a comparação não é descabida. Infelizmente para os venezuelanos.
Ser menos incompetente? Foi Chavez que desenhou a incompetência.