Ao contrário de Manuel Palito, Maddie não foi encontrada. Desaparecida há sete anos, a história desta menina inglesa trouxe à baila outros desaparecimentos que não foram resolvidos e de que o exemplo mais conhecido é o de João Pedro.
O que me surpreende nesta história não é, claro, a imensa persistência dos pais que não desistiram de a encontrar. O que me surpreende é a sua capacidade de mobilizar as forças policiais do seu país que, ao fim destes anos todos, estão em Portugal para, a expensas britânicas e sob o olhar da polícia nacional, fazerem todas as diligências que forem necessárias para interrogar pessoas e prospectar terrenos no Algarve em busca do corpo.
O caso havia sido, entre nós, encerrado por falta de provas credíveis. Que enorme poder político não têm os McCann para não só conseguirem reabrir o processo, como conseguirem que as autoridades do seu país possam investigar em Portugal?!
Maddie
fiodeprumo,


Não dá para imaginar o dilacerante sentimento de culpa deste casal. Imagino que só isso justifica boa parte da sua notável obstinação, que os tem levado a remover céus e Terra. E pensar que tanta gente aqui em Portugal não hesitou em condená-los, secundando as teorias daquele polícia que à falta de resultados resolveu despachar o assunto acusando os “suspeitos do costume”. Se fossem culpados alguma vez teriam lutado pela reabertura do processo?
Quanto à sua influência, pois, não há dúvida que a têm e sabem usá-la. Quem os pode censurar por isso?
Snr.a D. Helena Sacadura Cabral:
será Rui Pedro e não João.
E discordo em absoluto da opinião aqui expressa pela Snr.a D. Teresa Ribeiro. A minha é oposta na totalidade.
Helena,
Parece que agora trazem cães pisteiros. Uns outros cães que cá andaram eram fanhosos, coitados. Também eram ingleses mas sem pedigree. Agora é que vai ser.
Lembram-se dos enormes meios que se usaram para encontrar o avião desaparecido, quando tudo indicava que tinha sido abatido? Não há nada melhor para desviar as atenções do que fazer muito barulho.
Much Ado About Nothing, lá dizia o Shakespeare.
Temos das melhores PJ e MP do mundo.
De tal forma que conseguem que os culpados chorem de arrependimento até que os olhos fiquem negros, como se tivessem sido espancados.
Veja-se o caso da mãe de Joana:
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?c ontent_id=1241599&especial=Caso%20Joana&seccao=SOCIEDADE
Agora, se a insensível mãe de Maddie não chorou daquela forma, foi porque não deram oportunidade de acção à PJ algarvia.
Gente muito poderosa, foi o que impediu.
O pessoal da PJ não se conforma com a incompreensão.
São métodos de grande eficácia, onde se descobrem culpados não só do crime sob investigação, mas até de outros, inclusive podem-se descobrir os muitos assassinos de Kennedy.
Não haja confusões, em Portugal todos compreendem estes métodos. Manifestações e indignações com barbaridades e tortura são sempre colocadas em países não civilizados.
Portugal é muito civilizado, e não esqueçamos, a bem das nossas vistas, tem a melhor polícia e ministério público do mundo e arredores.
Que enorme poder político não têm os McCann?
Exatamente, é essa a questão que eu sempre me coloco.
E bem gostaria eu de saber de onde advem tal poder, que parece ser verdadeiramente gigantesco.
Enorme poder político? Pois têm! Eles e todos os súbditos da Grã-Bretanha. Os britânicos sabem quem é o seu deputado, que eles mesmo escolhem e lhes presta contas. O imenso poder começa logo aí. E os crimes não prescrevem.
“remover c’eus e terra”…?!
Bom, deixo aqui só estas achegas:
Do tal “fundo” para encontrar Maddie, só 13% haviam sido gastos EFECTIVAMENTE em acções de busca pela menina, o resto foi-se em sabe lá Deus o quê…mas há uma cláusula no “fundo” que permite o uso do dinheiro para assistência financeira aos McCann (já usado na hipoteca da casa) e FAMÍLIA ALARGADA!!!
Quando questionados poe um repórter numa entrevista televisiva sobre qual dos (muitos) avistamentos lhes pareceu mais promissor e importante, fável, os McCann olharam um para o outro, fizeram uma expressão embaraçada e riram-se, “ai, deixa lá ver…qual foi? Aquela do…ou aquela em…?” E não conseguiram dar uma resposta de jeito!
Quando, logo no inicio da investigação, Gerry Mccann é levado às pressas para a Judiciária de Portimão, porque havia alguém que dizia ter provas que levariam à criança, e a policia reuniu os investigadores e o pai à espera de nova comunicação dessa tal pessoa, um momento potencialmente crucial e que poderia levar ao achamento da menina, que fazia Gerry…? Enquanto os PJs estavam em polvorosa, numa espera ansiosa por potenciais provas, o Mr. Gerry lambia um chupa-chupa(!!!) e discutia futebol com os policias britânicos que estavam em Portugal para “ajudar”…
Não…os McCann não têm poder nenhum…”outros” ligados a eles (e que agora bem devem arrepelar os cabelos por se terem ligado a gentinha desta…) é que têm poder, e não podem, custe o que custar, ver-se descobertos e envolvidos neste caso. Têm em comum uma ligação…umas certas prácticas, um estilo de vida, que não é de todo ilegal, mas muito pouco aceite pela sociedade, ainda sujeito ao preconceito e a juízos de valor. Gente importante, com uma imagem e reputação a manter, “pilares da sociedade”, com muito a perder se tudo vier a público!
Leiam um excelente blog sobre o caso McCann:
textusa.blogspot.pt