O Presidente Macron exortou a Europa a poupar o seu homólogo russo da “humilhação” e disse à Ucrânia que tem de esperar décadas para aderir à UE como crítica montada à sua incapacidade de seguir outros líderes e visitar Kyiv. @thetimes
Evidentemente… para quê haver um tribunal internacional que julga criminosos de guerra? Não vamos humilhar os criminosos… porquê responsabilizar Putin pela guerra injustificada à Ucrânia, por Bucha, por Mariupol, pela perda de milhares de vidas, pelas violações de mulheres e até de bebés, pela condecoração de assassinos, torturadores e violadores, pela destruição do país, pelos campos de filtragem, pelos 5 milhões de refugiados, pela devastação da economia e das vidas dos ucranianos?
Desde quando a responsabilização dos criminosos pelos seus crimes é humilhação? Foi com esta ideia de não ofender Putin que o deixaram à solta e chegámos onde chegámos.
Macron não aprendeu nada com estes últimos dois meses e ainda julga que estamos no 23 de Fevereiro quando a Alemanha e a França mandavam em todos os países da UE e diziam o que cada um podia ser. As coisas mudaram e em grande parte pela pobre e medrosa resposta destes dois líderes à invasão da Ucrânia.
“A Ucrânia tem de esperar décadas para aderir à UE.” Décadas? Porquê? Para não pôr em causa as quotas da França? A Ucrânia serve para defender os valores europeus e a paz na Europa mas não serve para entrar na UE?
texto também publicado no blog azul

para quê haver um tribunal internacional que julga criminosos de guerra?
Somente julga os criminosos de guerra que perdem uma guerra de tal forma que são forçados a render-se incondicionalmente. Nunca julga os vencedores, nem sequer os perdedores que não se rendem incondicionalmente.
Ao eximir Putin de responder perante um tribunal internacional, Macron está a dizer que não pretende a sua rendição incondicional, ou seja, que aceita um tratado de paz.
Somente julga os «criminosos» que perdem a guerra? Mas como bem diz, são criminosos. Ora se são criminosos devem ser julgados…
Desde quando a responsabilização dos criminosos pelos seus crimes é humilhação?
Sempre foi uma humilhação ter que responder perante um tribunal como réu. Mesmo que se seja absolvido. Basta ver, por exemplo, como políticos portugueses no passado manobraram no sentido de evitar irem a julgamento.
Confundir responsabilização com humilhação? Dicionário…
com a falta de água e a crise dos cereais em França
Macron não tem necessidade dos cereais da Ucrânia
Putin também não. ontem desfilaram metade dos soldados mortos na Ucrânia e os generais mortos foram substituídos por músicos
exacto.
A diplomacia existe por isso. Para evitar que os conflitos aumentem.
Julgar Putin é uma boa ideia e muito justa, mas temos o famoso problema da pele do urso, tem que se apanhar o urso primeiro. E não é com bravatas que isso se faz, nem só com coragem. Neste momento Macron está provavelmente a pensar que uma guerra nuclear não é conveniente e tenta avisar que esse caminho não serve ninguém.
Claro que para quem está de fora é sompre bom incentivar outros a morrerem pela nossa pátria, desde que não sejamos nós.
A única pessoa que faz chantagem constantemente com as armas nucleares é Putin. Ora, fazer chantagem com ameaça de bombas são os terroristas.
Faz chantagem porque pode.
As armas nucleares servem para isso, por isso é que os países as têm.
Ninguém está a dizer que é justo. É assim, pronto.
Se Putin é louco, então convém que haja adultos na sala.
Para mim essa resposta das TINAs não serve e o que noto é que não são os que defendem que as coisas sejam violentas como são e que assim continuem que fazem mudanças positivas no mundo, mas os outros que defender que se melhore. Quem mudou a Rússia e lhe deu uma chance foi Gorbatchov, um idealista que quis o desarmamento e conseguiu. Não Putin. Eu defendo a destruição de todas as armas nucleares e penso que é um bom ideal pelo qual lutar.
Perdi-me a certo ponto. Censura Putin por ser violento porque esse não é o caminho e censura Macron por apelar à paz porque o caminho não é esse.
Claro que é sempre melhor ter inimigos pacíficos e amigos guerreiros, mas é um bocado utópico.
Ou tem paz ou tem guerra. A escalada do conflito não interessa a ninguém. Ver umas centenas de millhares de mortos para se conseguir julgar Putin só é interessante se nenhum desses mortos formos nós. A nossa vigança não vale uma guerra nuclear.
A desnuclearização do mundo está a ser pedida há imenso tempo, mas não me parece que os países que têm armas nucleares vão abdicar delas. Vá dizer aos Kim para deitarem as deles fora, eles contam-lhe a história de Sadam Hussein, grande aliado do ocidente até ao dia em que se descobriu que não tinha a bomba, ou da Ucrânia país irmão da Rússia, que devolveu as que tinha à Rússia.
Que tem isto que ver com vingança? Ser pacífico quando vemos à nossa frente um bully a maltratar outros até à morte e ficar a apelar à paz e não fazer nada para o travar com argumentos de não sermos violentos é pura cobardia disfarçada de boas intenções. Macron não quer que nada estrague a vidinha burguesa.
Que pensa que a França pode fazer para julgar Putin? Invadir a Rússia? Já se deu mal com o Napoleão. Bombardear Moscovo com uma bomba atómica? Iam existir algunas vítimas colaterais, e não eram todas na Rússia, porque ia haver retaliação.
Está a por Macron numa posição impossível:
Se tenta negociar é fraco, se tenta atacar sem ter forças suficientes e é estúpido e se se cala é pusilânime.
Claro que pode fazer declarações bombásticas como os nossos heróis da Comissão Europeia, estes sabem que ninguém, nem eles próprios, os levam a sério.
Ninguém vai invadir a Rússia, naturalmente. O problema de Putin tem de ser resolvido dentro da Rússia, por outros russos. Putin já disse várias vezes que não quer negociar e só se senta à mesa das negociações depois da Ucrânia se render. O que não vai acontecer. De maneira que a alternativa é ajudar os ucranianos a defenderem-se e continuar firme nas sanções, o que é uma demonstração de força e de intenção de não aceitar uma ‘pax putin’ como se aceitou dos soviéticos. Agora, o que não ajuda é Macron passar o tempo a telefonar a Putin e a apelar inutilmente à paz, em vez de ajudar os ucranianos a defenderem-se.
Um lider fraquinho que ainda há 1 ano dizia que a Nato estava morta. Passa a vida a defender o ex kgb mas a outra é que era amiga do Putin…..
Parece-me que ele está a querer construir a sua «imagem» para a história.
Diz bem.
A pusilanimidade como virtude na política.
Concordo consigo. A NATO devia tomar a iniciativa e atacar a Rússia de surpresa com armas nucleares. Os americanos não as utilizaram já no Japão? E não foi remédios santo?
O que é que uma coisa tem que ver com outra…? Estamos a construir o futuro porque o passado já foi e nem sempre serve de exemplo. Talvez que um dos problemas desta guerra seja o ter sido desenhada por pessoas do passado que já não existe a não ser nas suas cabeças.
Eu disse: ” A NATO devia tomar a iniciativa e atacar a Rússia de surpresa com armas nucleares” Isto é futuro, não é passado. Temos de ser coerentes e eficazes. Não basta, como se vê nos blogues, atacar com palavras.
Então nos blogues deve atacar-se com o quê, senão com palavras? As palavras não contam? Zelensky não tem estado a ganhar esta guerra, também com as palavras? Ou defende que quem não pega em armas deve ser proibido de falar?
“Ou defende que quem não pega em armas deve ser proibido de falar?” Está a gozar? Deve falar e quanto mais melhor. Pelo menos faz desanimar o inimigo
Este indivíduo foi reeleito há poucos dias para o cargo que ocupa. Democraticamente!
Pronto, está legitimado para fazer o que acha melhor.
E esta saída é má? Sim, não augura nada de bom!
Mas isto é o que o indivíduo entende. E ele foi eleito porque quem o elegeu achou que ele entende as coisas correctamente. That´s it!
Com estes ‘apanascados’ e globalistas dirigentes da Europa atlântica e mais os respectivos eleitores a pensarem do modo como temos assistido, esta Europa está prontinha para ser ‘comida de cebolada’ por este ou outro qualquer putin que por aí apareça.
Valham-nos, talvez, os países do leste europeu …
Talvez tenham votado nele pela negativa, como maneira de evitar a vitória da Le Pen.
Pois, deve ter sido isso.
Bem sei que a Marine, para candidata de direita é um pouco ‘desprovida’.
Mas, tendo sido um dos argumentos contra ela a sua alegada afinidade ou lá o que quer que fosse com o putin, este ‘rapaz que casou com a avó’, de inimigo de putin nada tem e de adversário tem muito pouco.
Este mal menor, de menor, tem assim muito pouco também.
Coitados dos ‘franciús’ …
É o dito “pragmatismo” da Política a vir ao de cima.
A pouco e pouco, vão percebendo que nunca conseguirão derrotar a Rússia.
Essa é boa! Há um mês davam como certa a fuga de Zelensky, há um mês davam como certa a vitória da Rússia. Se calhar queriam muito a vitória da Rússia. Pois não parece que seja o que vai acontecer. Felizmente.
1 – O critério da “fuga” (de Kiev) como prova de “vitória” dos Aliados de Zelensky (EUA/Nato), é uma narrativa da propaganda “Ocidental”. É, até, uma demonstração de aceitação da inevitabilidade da “derrota”. De que não são capazes de afastar a Rússia dos seus objetivos territoriais e económicos no Donbass.
2 – O documento (a “carta”) que Putin enviou a todos os governos da UniãoEuropeia antes de 24fev2022 enuncia (de forma concreta, objetiva e escrita) qual o critério de “vitória” para Putin (“desmilitarizar”; “desnazificar” os batalhões nacionalistas que provocaram a guerra civil no Donbass e mataram, torturaram e bombardearam mais de 3 milhões de pessoas russas durante 8 anos; “não ocupar a Ucrânia, nem ter os civis por alvo militar”).
3 – Logo, não é a “fuga” de Zelensky de Kiev. Só não vê quem ainda persiste numa emoção irracional anti-rússia e endeusamento dos EUA/Nato. Pelo contrário, neste momento, a probabilidade de Zelensky ser eliminado vem muito mais dos seus “aliados” do que de Putin. Para Putin, neste momento, Zelensky é a prova da sua “vitória”, pois provoca a divisão em muitos ucranianos (sobretudo nos refugiados) sobre quem teve culpa da destruição da Ucrânia. Manter Zelensky é um trunfo perfeito para a “vitória de Putin”.
4 – Sobre «quem vencerá» e «quem será derrotado», repare-se nos seguintes factos:
4.1 – Donbass é o coração industrial da Ucrânia (as maiores e mais poderosas fábricas estão no Donbass), logo, a parte mais importante do futuro económico está no território que a Rússia dominará.
4.2 – Os quase 4 milhões de pessoas que fugiram para a Rússia por causa do ataque xenófobo do regime de Zelensky&Azovdurante 8 anos, regressarão e ocuparão os territórios do Donbass. E isso, no futuro, será mais poderoso para uma “vitória militar” do que todas as sanções e bombas que o “Ocidente” enviar.
4.3 – A Rússia é um dos maiores construtores e produtores de armamento do Mundo, não precisa de pedir a outros armas. Nos próximos 30 anos o “Ocidente” não oferecerá a mesma quantidade de armas, porque isso causa um rombo nas finanças dos países ocidentais, com consequências políticas que afastarão os actuais líderes europeus.
4.4 – A Rússia está naquele sítio, não está a milhares de quilómetros, como a Polónia, França ou os EUA. E continuará a lá estar para sempre.
5 – Em suma, a “vitória” de Putin é já uma certeza. O fortalecimento interno, da indústria, das trocas comerciais com a Ásia, e da autonomia da Rússia é mais do que evidente. O “Ocidente” que luta contra a Rússia na Ucrânia, tendo o Zelensky por mero peão contratado, não consegue tirar o Donbass e a Crimeia à Rússia. Nem sequer, daqui a 4 meses (conforme dis o decreto de Putin) impedir o rublo como moeda comercial no Leste da Ucrânia.
6 – Até diria mais, … Os “aliados Ocidentais de Zelensky” estão a enganá-lo e a mentir-lhe. Ele será o bode-expiatório do “Ocidente” para essa “derrota” que todos vemos, a cada dia que passa.
De facto, quem não quer ver, não vê. Faz lembrar o Cardeal Belarmino que quando olhava pelo telescópio de Galileu e via as manchas do sol que provavam que não era um astro puro e cristalino mas matéria dizia que não podia ser porque a Bíblia dizia outra coisa e que devia ser o óculo a estar sujo.
Não interessa que já tenham morrido mais russos nesta guerra que nos 10 anos em que estiveram no Afeganistão; não interessa que tenham dito e escrito que esta ia ser uma guerra de 3 dias que já vai em 70; não interessa que tenham perdido o seu navio mais importante; não interessa que os soldados andem lá a violar, a atingir civis e a roubar (isso agora tudo se vê nas imagens de satélite, até ao número escrito na farda dos soldados); não interessa que Putin tenha mandado suicidar já uma data de oligarcas mais filhos e tudo; não interessa que os ucranianos tenham já despachado 10 generais; não interessa que Zelensky ande no meio das tropas e Putin escondido a 50 metros de distância; que Putin tenha recuado em todas as suas frentes; que a sua grande preocupação nestas últimas semanas tenha sido evitar um golpe palaciano; não interessa que ele ande a dizer há muitos anos que a Ucrânia não existe, que é um erro e vai acabar com ela ou que o seu discurso naquela encenação de dia da vitória ao gosto soviético tenha sido pindérica por não poder fazer o discurso de vitória sobre os ucranianos como pensava; não interessa que esteja rodeado de idiotas que até tem de pedir desculpa pelas bacoradas que dizem, etc., porque quem é zelota não vê nada e afirma que os outros é que são fascistas e agressivos. Afinal outro dia quando falava em ser objectivo a propósito do que escrevi, não sei o que terá lido, porque pensou que eu estava a fazer a apologia de Putin, o coitadinho que tem de defender a Rússia sempre dentro do país dos outros. Não estava.
Macron?
Mas, quando Guterres foi recebido por Putin na mesa de seis metros foi acusado de miss Universo, e Macron sentado no mesmo lugar semanas antes nem sequer se pode fazer comparação da posição da cadeira.
Agora já é putinista chapado.
Bem, ele e Guterres são pessoas diferentes, a meu ver, e foram lá por razões diferentes.
Mas. não se ter falado aqui seria por causa dos assuntos a tratar?
Não, o que aqui quiseram foi brincar com o “marreco sentado a seis metros”, quando semanas antes Macron se tinha sentado no mesmo lugar e nem uma palavrinha.
Macron foi muito criticado quando lá foi e foi lá porque estava em campanha eleitoral e quis capitalizar esse gesto. E continua a ser criticado por ainda não ter ido à Ucrânia. Na TV francesa não falam noutra coisa.
beatriz j a, olá. Os seres inteligentes são os que são capazes de distinguir a verdade da mentira, e que sabem que as meias-verdades são piores que mentiras. Deixe-me ajudá-la a interpretar a verdade.
O que Macron disse foi:
“Amanhã teremos uma paz a construir. É preciso nunca esquecer isso. Teremos de fazê-lo com a Ucrânia e com a Rússia em redor da mesa (…) Mas isso nunca será feito com a exclusão ou com a humilhação de qualquer uma das partes”.
“quando a paz voltar ao solo europeu, teremos de construir novos equilíbrios de segurança” sem “nunca ceder à tentação ou humilhação, nem ao espírito de vingança”.
“Porque já devastaram demais os caminhos da paz no passado”, acrescentou Macron, traçando o paralelo com o Tratado de Versalhes concluído após a Primeira Guerra Mundial, marcado pela “humilhação” da Alemanha.”
Convido-a a pesquisar o que aqui reproduzo.
A outra questão que coloca é sobre o TPI. O Tribunal Penal internacional até ao momento limitou-se a fazer julgamentos sobre países pequenos, nomeadamente a questão da Sérvia e pouco mais. E é questionável a forma como se desenrolaram os julgamentos e como (não) se levam criminosos a julgamento.
Porém, para demonstrar-lhe como (não) se processa a justiça no mundo, chamo à colação o célebre massacre de My Lai. My Lai é um assassinato em massa perpetrado por tropas americanas no Vietnam, e incluíram também em suas vitimas mais de 180 mulheres (17 grávidas) e cerca de 170 crianças.
O comandante da companhia, Ernest Medina, foi condenado e absolvido (perdoado) dias depois e nunca se responsabilizaram os autores deste massacre. Recomendo que a beatriz j a investigue sobre este assunto para uma melhor percepção da justiça internacional que nunca actuou e continua a não actuar sobre os crimes de ditos poderosos, onde se incluem os USA.
Em suma, o TPI é para pilha-galinhas. E estranho que os USA e seus aliados não tivessem levado Saddam a julgamento no TPI. Porque motivo o não fizeram?
No último post seu tive oportunidade de informá-la que oportunamente abordaríamos novas formas de pagamento internacionais para contrariar o sistema SWIFT. Pois bem, para além do que os chineses já têm deixo aqui a notícia sobre como os russos irão instruir os seus parceiros de negócios, incluindo os parceiros hostis, a usarem o novo esquema de transacções: dena-criacao-de-grupo-de-trabalho-para-n egociar-transacoes-com-paises-hostis/
https://executivedigest.sapo.pt/putin-or
Mas não fico por aqui. Também para ajudá-la a expandir e a diversificar a fonte de conhecimento, informo a beatriz j a que uma plataforma, para contrariar os neo-fascistas ocidentais que pretendem violar o direito e o dever de informar e diversificar fontes foi criada. É uma plataforma SEGURA e leva por nome ODYSEE. sclkid=762b083bcede11ecb450b3da86a8a7da
E nesta Odysee os amantes da informação que desejem cruzar informações e criar fact-check podem ver TAMBÉM a RT NEWS LIve Stream 24/7. Assim os milhares de profissionais que a ocidente também viram barbaramente colocada em causa a sua idoneidade profissional demonstraram enorme resiliência e capacidade de luta.
Aqui deixo a RT NEWS na plataforma Odysee:
https://odysee.com/@RT:fd/RTlivestream:8?m
Agora vou almoçar. Beijufas.
A humilhação da Alemanha aconteceu na 1ª Grande Guerra e foi para evitar que todo o povo ficasse manchado pelos crimes nazis que na Segunda Guerra se instituiu um tribunal e se levaram os criminosos a tribunal.
Macron não fala na paz com a Rússia mas com Putin. Seria o mesmo que os aliados sentarem-se à mesa com os líderes nazis e combinarem uma paz entre eles e os países destruídos e devastados. Não. Os líderes nazis foram julgados pelos crimes e a paz fez-se com os outros.
E já agora, o passado, onde só os vencidos ou os países menores se sentavam no banco dos réus do Tribunal Internacional é a velha ordem ou a ordem dos velhos, melhor dizendo e o que queremos é uma nova realidade diferente dessa. Melhor, mais justa.
A razão pela qual se tornou possível julgar os líderes nazis é que se tratou de uma guerra total que resultou na rendição incondicional do exército alemão. Uma guerra total com a Rússia seria o fim da civilização. Temos pena, mas é esse o estado das coisas. Ninguém vai julgar o líder de uma potência nuclear, salvo na eventualidade desse líder ser deposto por um golpe de estado; ainda assim, seria julgado por tribunais russos, nunca pelo TPI.
(Aliás, note em aparte que os norte-americanos nem sequer conseguem julgar devidamente o seu ex-presidente)
Eu não estou a defender que sejam os americanos a julgar os russos… eles nem reconhecem o TPI… mas defendo que Putin deve ser julgado, como outros antes dele o deviam ter sido.
Sim, os nazis foram julgados porque foram capturados e porque cometeram crimes inomináveis, não por terem feito uma guerra global. Quer dizer, penso que mesmo que não tivesse sido uma guerra total, a descoberta dos campos levaria, como levou, a mudanças na ordem jurídica internacional, na ONU e na geopolítica. Como penso que agora também é altura de fazer mudanças. Que a situação é difícil é porque Putin já percebeu o erro que fez com esta guerra e não sabe como sair dela sem perder a face, mas o facto é que ele já foi longe demais: são os crimes cometidos na Ucrânia, a deportação de centenas milhões de ucranianos, a devastação desnecessária do país e do povo ucranianos, são os seus discursos de querer acabar até com o nome da Ucrânia, a língua, a cultura, tudo, etc.
Não sei como se sai disto, mas sei que disto têm que sair mudanças e não se pode voltar ao que era, porque o que era, não estava bem.
Pessoalmente penso que as democracias, nomeadamente as mais fortes e ricas têm que comprometer-se com os princípios do TPI e criar um protocolo novo com comportamentos tipificados de consequências imediatas. Senão é o eterno retorno do mesmo como falava Nietzsche.
beatriz j a, para querermos essa nova ordem de justiça seria necessário remetermo-nos também para a Europa de De Gaulle e Adenauer, que já não temos. A UE no seu tratado de Lisboa, Lisbon treaty (https://www.robert-schuman.eu/en/unders tanding-the-lisbon-treaty), previa também uma união direccionada, entre outros, para a soberania da política de defesa (https://www.robert-schuman.eu/en/dossie rs-pedagogiques/traite-lisbonne/fiche1.p df).
Acontece que a UE decidiu seguir sob a dependência dos arruaceiros que têm composto as diversas administrações americanas, em particular desde Bush até Biden, com excepção para Trump, que de todos mostrou-se o mais visionário. O caso concreto desde exemplo reside também no facto do governo português ter recebido instruções directas do Pentágono (eu disse Pentágono) para ceder alguns brinquedos de guerra, como o M113A, para serem destruídos pelos russos na Ucrânia. Significa isto que nem Portugal nem a UE possuem pessoas à altura e com a mesma estatura dos princípios daqueles que acima nomeei – De Gaulle e Adenauer – e tampouco estatura para implementar o que determina o também abordado tratado de Lisboa.
A humilhação da Alemanha com o tratado de Versalhes foi a fagulha que fez com que a fogueira de Hitler acontecesse e tivesse arrastado primeiro a Europa e depois o mundo para o que conhecemos. Churchill afirmava que acordava todos os dias desejando que Stalin estivesse bem, porque só ele poderia salvar a Europa e o mundo desse pesadelo. Para ter a noção de que assim foi, a beatriz j a deve saber que Hitler a ocidente usou somente 10 divisões de combate, e quando se dirigiu ao encontro de Stalin levou mais de 200 DIVISÕES. E levou na corneta, e a Europa e o mundo safou-se, porque também foram eles, os russos, que deram o golpe de misericórdia aos japoneses e não a bomba lançada pelos americanos.
Falar de paz com Putin é saber que nem Zelensky, um títere, nem a América ganharão neste conflito. Putin já garantiu a sua segurança e não parará enquanto alguns detalhes (permita que eu não me pronuncie sobre isto, por enquanto) não estiverem consolidados.
Repare que a questão do envio do armamento para a Ucrânia é uma falsidade a toda a prova. Os americanos e seus ditos aliados nos últimos dez anos (10) no Afeganistão usaram armamento e tecnologia, o que a Ucrânia jamais receberá, do mais sofisticado que se pode imaginar. Porém levaram na corneta e saíram de lá com 1 TRILHÃO USD de perdas monetárias. E nós perdemos alguns de nossos homens, portugueses, lá para satisfazer a brincadeira desta mísera gente.
E a beatriz j a quer acreditar que eles conseguirão enfrentar o Urso como quem limpa o cu a meninos. Tenha dó.
Beijufas
Só fala no passado e eu falo do futuro. De um futuro diferente. E que tenha escolhido Trump como exemplo… visionário?? Um indivíduo que tentou acabar com a democracia americana subvertendo umas eleições pela força? Um homem que acima de tudo queria era ser como Putin? Isso diz muito da sua visão do mundo e estás nos antípodas da minha.
Valha-me Deus, beatriz j a. Você obriga-me a ser seu perceptor e a mastigar tudo quanto escrevi.
Filosoficamente e racionalmente escrevendo, o homem é o único animal que tropeça 2 VEZES na mesma pedra. Aquando da cimeira Bush-Gorbachev, mais concretamente, 1 ano após, a URSS desmembrou-se por si mesma e renunciou à aliança conhecida como Pacto de Varsóvia. O que foi que fizeram os estúpidos americanos e seus capangas na Europa? Ignorando as advertências da Rússia continuaram a expandir-se até às suas fronteiras. Ignorar as advertências da Rússia significa HUMILHAR os russos e a sua capacidade de se reconstruirem e tornarem-se o que hoje são: uma devastadora potência militar, económica e energética. Eis aqui o paralelismo com a HUMILHAÇÃO resultante do tratado de Versalhes e o facto do estúpido animal que é o homem tropeçar 2 VEZES na mesma pedra.
O que fez a Europa? Chulou o contribuinte americano e sustentou a indústria de defesa americana e não promoveu os princípios dos pais fundadores.
Neste cenário, Trump foi o único presidente que, chamando chulos à Europa, disse que se fizessem à vida e construíssem e pagassem sua própria segurança. O mesmo fez relativamente ao Japão e à Coreia do Sul, dizendo: “Querem segurança? – Então paguem-nos o armamento”.
Simultaneamente iniciou NÃO uma politica de AGRESSÃO à China MAS de CONTENÇÃO da China no expansionismo económico que quer os USA quer a Europa de forma gananciosa e irracional promoveram. LEMBRO QUE O MUNDO FICOU SUSPENSO DE SIMPLES MÁSCARAS DE PROTECÇÃO porque as indústrias ocidentais (nomeadamente a mais conhecida, 3M) estavam aí implantadas e deixando a retaguarda desguarnecida e o pessoal sem emprego por causa da mão-de-obra barata na Ásia. Nota: as letras maiúsculas significam negrito.
Por último, beatriz j a, tem de deixar de ser tão emocional e seguir a linha de raciocínio que aqui o seu perceptor indica. Que tão somente significa que a história ao invés de se expandir, repete-se. Beijufas.
Lá está outra vez no passado e eu vejo é um futuro diferente.
Essa da Rússia ‘se ter desmembrado por si mesma’ tem a sua piada.
Minha cara beatriz, o passado que você diz ser é exactamente esse mesmo que deu origem a seu post. Se você entende por passado o que se vive hoje na Ucrânia, eu concordo.
Se ela não se desmantelou por ela mesma, diga-me quem o fez. Será que Gorbachev foi lá posto pelos americanos ou foi ele que mudou o que era a URSS?
Agora vou para casa. Beijufas
As situação política estava cada vez mais frágil na URSS mas se em vez de Gorbachev que activamente quis a mudança política e trabalhou para ela, tivesse lá estado outro Brezhnev, a URSS mantinha-me como era sabe-se lá quantos anos ou décadas mais.
“mas se em vez de Gorbachev que activamente quis a mudança política e trabalhou para ela, tivesse lá estado outro Brezhnev, a URSS mantinha-me como era sabe-se lá quantos anos ou décadas mais.”
Então concorda comigo. Quem não quis construir o futuro e tropeçou 2 vezes na mesma pedra foram os américas e seus súbditos europeus pensando que a Rússia seria uma boneca que se vestiria com os trajes que eles desejassem.
E esta madrugada os russos mostraram mais uma vez ao que vão: mais de 500 ataques e destruição de armamentos e logística até dizer chega. Para não escrever o que aconteceu aos pobres militares ucranianos no terreno. Pois são vidas e suas famílias que estão em “jogo”.
Beijufas
Eu digo uma coisa e você percebe outra… os responsáveis pela Rússia são os russos. O responsável por desencadear esta guerra foi Putin. Os americanos são responsáveis por outros erros, erros americanos, mas estes erros da Rússia são da responsabilidade dos russos.
E você há um mês dizia eu não via um boi à frente do nariz pois o exército ucraniano não valia nada e que Putin estava só a recuar para depois atacar em força. É o que se viu…
A beatriz anda à roda e diz que eu não entendo. Eu entendo que a beatriz anda equivocada, inconsequente na escrita e quer confundir seus desejos com realidade.
Não, quem desencadeou esta guerra foram os americanos e Biden incentivou-a e incentiva-a para tapar sua inépcia em reconstruir a América. E a senhora Leyen, Borrel e outros mais fazem as mesmas palhaçadas para fingir que existe uma UE e uma UE a uma só voz.
Putin é um rapaz maravilhoso e tranquilamente continua o seu caminho, que é o da Rússia. Zelensky está a aprender que a vida não é para comediantes de pacotilha.
Foi Zelensky, outro títere, quando Guterres visitou a Rússia, que admitiu que afinal os russos tinham ganho imenso espaço. E ganharam mesmo, antes de ele o ter anunciado. Em Mariuopol a festa da Vitória foi enorme, as pessoas estão felizes e estava tudo em condições. Kherson já faz parte do Donbass e Melitopol anda maravilhada. O rublo já circula por toda essa região. Odessa vai ser tomada no tempo próprio, e desde Karkiv até ao sul e sudoeste Zelensky nada mais pode fazer que não lançar uns misseiszitos e apresentar uns dronezitos que vão sendo abatidos. Oportunamente conversaremos sobre outros jogadas em curso.
Diga-me agora a beatriz: o que foi que Zelensky alcançou depois que os russos se posicionaram de Kharkiv para baixo?
A beatriz, depois de me responder – se for capaz – compreenderá que os generais americanos e ingleses só ganham batalhas na imaginação e na secretária.
Beijufas
“A beatriz, depois de me responder – se for capaz – compreenderá que os generais americanos e ingleses só ganham batalhas na imaginação e na secretária” Pois claro, entretanto os generais russos não estão na secretária: estão sete palmos abaixo do chão onde os ucranianos os puseram.
Felizmente que estão sete palmos abaixo do chão. Os homens com responsabilidade morrem ao lado dos que lideram. Isto não é para meninas sentadas em secretárias e nas televisões a imaginar cenários e a construir filmes com guiões de Hollywood. Os ditos generais ucranianos estavam e estão no meio de civis. Mas também não vi nenhum general americano ou inglês ou francês ou alemão… no Iraque, Síria, Líbia, Afeganistão, Iémen… Apareceram depois que os rapazes tombaram, mas para a foto. E na retirada ou derrota nem um deu a cara.
Valha-nos que a beatriz não foi capaz de apresentar argumentos.
Beijufas. Até mais.
“Os homens com responsabilidade morrem ao lado dos que lideram.” Ahah Como por exemplo… Putin, sentado a secretárias a 10 metros de distância ou do outro lado de um ecrã? É ele a tal menina?
” Décadas? Porquê?”
Antes de se porem questões suscitadas pela emoção do momento, ainda que mais que justificadas, que tal ír ver ao “Índice de Percepção de Corrupção (Corruption Perceptions Index)” publicado pela “Transparência Internacional” (*) e relativo a 2021 (portanto anterior a isto tudo) qual era a situação relativa a um dos pontos-chave para a admissão na UE e que não me parece ter sido ou vá ser alterado só porque sim?
(*)https://www.transparency.org/en/cpi/2 021?gclid=EAIaIQobChMIxYaZg_3U9wIVeI1oCR 3DqAVrEAAYASAAEgIrdfD_BwE
Mas esta Ucrânia não é já essa Ucrânia dividida, com oligarcas russos a corromper uns e outros para manter a Ucrânia longe das práticas das democracias. Os países depois de passarem por grandes e devastadoras guerras, quando se unem, como é o caso, saem diferentes do que eram antes dessa experiência.
Reconhecendo desde já as minhas limitações quanto a geopolítica, não concordo nada com o que diz.
As declarações de Macron no que respeita à adesão da Ucrânia à UE tendo em vista os critérios em que assentam actualmente, parecem-me bastantes honestas. Cruelmente honestas, face à tragédia que é esta guerra para os ucranianos. Consensos a 27 nunca serão fáceis, se lhes somarmos a unanimidade necessária para a tomada de decisões serão praticamente impossíveis pois os interesses individuais abrem brechas. E não podermos esquecer que existem vários países que iniciaram os seus processos de adesão e que veriam a Ucrânia a engolir diversos passos – volto a frisar, face aos critérios em vigor – que poderiam acentuar algumas más vontades, isto é, correntes não europeístas nesses países, com possíveis dividendos que não são do interesse do ocidente.
Como o V. disse acima as declarações de Macron foram no sentido de encontrar forma de que os paises que se encontram em lista de espera e, agora a Ucrânia devido à guerra possam ser acomodados dentro da UE em modo provisório até serem definitivamente admitidos. Ou seja, propõe um agilizar da estrutura pesadíssima em que a UE assenta perante um mundo que muda à velocidade da luz.
Relativamente à não humilhação da Rússia, e apesar de por mim, o Putin poderia apodrecer num buraco qualquer nos confins da Sibéria, creio que são prudentes. A Rússia não é um país não é subjugável por variadíssimas razões – Mussolini sabia-o, ainda bem que Hitler não lhe deu ouvidos, se o tivesse feito quem sabe o que poderia ter acontecido – – e com Putin no poder ou outro qualquer, teremos sempre que lidar com eles. Além disso, gostemos ou não, existem muitíssimos países alinhados com o Kremlin, a começar na Europa coma Hungria, desde praticamente toda a África que tem reservas de gás, petróleo, etc, à América latina, a Índia e, naturalmente a Pequim que embora preocupados com as consequências desta guerra na sua economia e planos a longo prazo, daí não confrontar descaradamente o ocidente, sem esquecer Taiwan, não lhe interessa deixar cair o Putin nem vê-lo humilhado pois o gás, o petróleo e minérios são-lhe vitais e, também, por um Kremlin forte, passo a expressão, manter de alguma forma a estabilidade daquela zona nas fronteiras próximas com a China. O poder da China é algo a que devemos estar atentos.
Depois quer queiramos ou não, para sentar o Putin no tribunal, ou o fazemos à revelia dado que não reconhecem este órgão, ou tem que nos ser entregue, caso o regime caia mas para que isso possa acontecer algum cuidado será necessário.
O mundo que vamos ter depois de resolvido este conflito é uma coisa incerta ainda, talvez o confronto aberto a todos os níveis não seja a melhor estratégia. A força é necessária mas pode ser exercida de várias formas e a Europa neste momento caminha sobre o fio da navalha e talvez tenha mesmo que se reinventar sem obviamente deixar de dar todo o apoio, todo, à Ucrânia que, a meu ver, representa a cola que poderá manter a UE unida.
Penso que a sua análise, como a de Macron, são de uma realidade geopolítica do passado. É preciso distinguir Putin da Rússia. Não humilhar a Rússia e fazer paz com ela mas não com Putin que deve ser responsabilidade pelos crimes. Responsabilizar não é humilhar. Humilhar é espezinhar, fazer troça, injuriar. Ora, o ataque e destruição de um país sem nenhuma provocação é uma violação grave do direito internacional, da convivência dos povos, da autonomia e soberania e deve ser julgada como tal. Estamos numa realidade geopolítica diferente da que tínhamos há 3 meses e é preciso aproveitar para mudar o que estava mal e não voltar ao cinismo e hipocrisia do ‘tudo como era’, i.é., vamos fazer dinheiro com Putin ou outro como ele e fingir que não vemos que é um fascista que aniquila países. Nem seria possível.
Quanto à UE ter dificuldade com a unanimidade, o que é verdade, pois se calhar há procedimentos da UE que também terão que mudar como disse ainda ontem, von der Leyen. As instituições se não mudam morrem ou perdem completamente o sentido. É preciso perceber que a Ucrânia foi quem se interpôs entre Putin e uma reconquista de todos os países do Báltico com consequências devastadoras para a Europa. Essa era a intenção de Putin e nem sequer o escondia ou esconde. E portanto, devemos à Ucrânia mais do que palavras e promessas e aliás, interessa-nos uma Ucrânia forte e democrática. É a melhor defesa contra os imperialistas da Rússia.
Quem tem simpatias tem-nas com a Rússia, com quer negociar e não particularmente com Putin e os seus capangas. A Hungria tantos negoceia com este líder como com o outro.
Quanto a Taiwan, não estou de acordo. Penso até que é vital, para eles, que Putin não leve a sua avante, pois isso seria um indicador para a China os reclamar e anexar como há muito tenta fazer.
Não discordando de muito d que diz, creio que a realidade e o que está em jogo é muito mais complexo do que o que a Beatriz apresenta.
Putin é a Rússia neste momento e não sabemos por quanto mais tampo será. E o revanchismo ideológico tem terreno fértil para medrar com facilidade em determinados países. Putin é o exemplo disso. Depois da queda da URSS talvez ninguém imaginasse um Putin mas ele aí está e não foi por falta de avisos. Em Munique, em 2000 creio, foi clarissimo no que disse e todos os passos que foi dando depois, reforçaram esse aviso. Putin é o ovo da serpente mas o mundo, e a Europa em particular optou pela estratégia de fazer da Rússia um parceiro económico privilegiado, onde os gasodutos Nord Stream são talvez o maior exemplo. Um erro em toda a linha com muitos países a vocalizarem o seu desacordo mas a Alemanha levou a sua avante, os resultados estão à vista com a Europa num colete de forças, por um lado envida esforços para derrotar a Rússia por outro a financiar a guerra.
Tawain é uma questão em aberto para a China, talvez esteja em pausa por agora mas muito longe de estar resolvido. Se Kiev tivesse caído em 3 dias como o Kremlin pelos vistos acreditava, a China diria pronto é uma chatce mas é o que é e virava a página. A nova rota da seda passa pela Ucrânia e um regime amigo não seria mal visto, pelo contrário. A china está a avaliar a resposta do ocidente para tomar decisões e a noção de tempo é uma coisa diferente naquela parte do globo.
A Europa neste momento, e acredito que Macron tem consciência disso, independentemente da sua agenda pessoal, que a tem, ou afirma o seu lugar no mundo e a sua identidade, ou será um joguete. Nas mãos de quem, ainda não se sabe.
Putin tem não pode passar impune deste agressão e, penso eu, já percebeu que cometeu talvez o maior erro do seu reinado, pois não imaginou esta reação da Europa e dos EUA, mas sejamos honestos, muito de nós possivelmente também não à luz de outras situações.
Seja como for, a resolução deste conflito pode levar imenso tempo para desgraça dos ucranianos, pois o objectivo já não estará na vitória da Ucrânia mas na derrota da Rússia. Parece um contrassenso o que digo e posso não conseguir expressá-lo da melhor forma, mas, na verdade, são coisas muito diferentes.
Eu acredito que se a Europa se mantiver unida entre si e com os EUA e fornecerem armas aos ucranianos isto acaba muito mais depressa do que parece na maioria do país, ficando por resolver pequenas bolsas de conflito na Crimeia ou perto da fronteira aqui e e ali.
Seja como for Putin não tem lugar na realidade actual geopolítica e penso que as pessoas que se movimentam à volta dele já perceberam isso. A China já percebeu isso.
A meu ver o maior problema são os oligarcas ocidentais, gente sem moral e sem princípios que se movimentam à volta de Macron e Scholz a pressionar para pôr os negócios acima de tudo.
1 – Será que ainda não perceberam?
2 – Putin não vai tirar nem 1 centímetro à Ucrânia.
3 – Putin vai fazer como todos os Povos do mundo fizeram na história humana. Por exemplo, como está Israel a fazer com os “colonatos” em relação à soberania palestiniana; ou como fizeram os EUA, com os “colonos” em relação à soberania dos Índios; ou como fizeram os Condes e Duques no “Antigo Regime” medieval europeu; ou como fez D. Afonso Henriques e os monarcas que se seguiram…
4 – Neste caso da Ucrânia, o Donbass foi constituído, através de uma eleição, em duas Repúblicas independentes, que não são da “Federação Russa”. Logo, Putin não tirou 1 centímetro à Ucrânia, foram os próprios 4 milhões de “ucranianos do Donbass”, perseguidos e bombardeados pelo «regime zelensky&azov» durante 8 anos, que decidiram ser independentes.
5 – O resto do território vai ser assim. Os “ucranianos” que foram perseguidos, torturados e bombardeados pelo «zelensky&azov» vão fazer eleições e votar. E contra isso, não há bombas, armas ou sanções do «grupo Ocidente» (EUA/Nato/EU) que lhe valham.
Qual eleição? Isso é uma piada? Então eu entro em sua casa, encho-a de homens meus armados e depois aponto-lhe a pistola à cara e pergunto-lhe: quer ser meu amigo? Que valor tem a resposta…?
1 – No “25abril1974” a primeira coisa que fizeram, não foi assaltar a RTP e todos os meios de comunicação social existentes? Não colocaram lá os apoiantes do “25abril1974”?. E não foi só 1 ano depois que fizeram eleições?
2 – Serão essas eleições melhores do que as que aconteceram no Donbass?
3 – Será que as pessoas que foram perseguidas e bombardeadas durante 8 anos por um regime, vão votar nele? E as que fugiram, quando regressarem, vão votar em quem as perseguiu?
4 – Será que todos os “ucranianos” refugiados (mesmo os que fugiram para oeste) são a favor do «regime de zelensky&azov»?
Mas, tenho que elogiar a «Beatriz j a». Pela coragem em debater com pessoas com opiniões diferentes.
Porque há autores aqui no “Delito de Opinião” que não têm essa coragem. E eu (e vários outros) perguntam a esses:
A – A desonestidade intelectual e a incapacidade de argumentar perante opiniões diferentes é tal, que apagam comentários para fugirem ao contraditório?
B – Será sinal de que sentem a derrota argumentativa, a cada dia que passa, perante os factos concreto e objetivos que vão ocorrendo?
C – Será que é por isso, que se enraivecem e ofendem quem tem opiniões diferentes?
D – Essa atitude não prejudica a qualidade e a credibilidade do “Delito de Opinião”, e da filosofia que o criou?
E – Não deveriam ter coragem de debater democraticamente, sem enveredarem por atitudes de regimes de má memória?
Compara o que não é comparável porque no 25 de Abril eram todos portugueses e o país aceitou imediatamente a revolução. O exemplo que dá é mais deste género: os espanhóis querem Portugal (sempre quiseram…) e mandam milhares de espanhóis atravessar a fronteira e assentar arraiais. Logo de seguida dizem-lhes que reclamem uma separação porque são maioritariamente espanhóis (como se um território passasse a ser de outro pais por usucapião); depois os portugueses não aceitavam e começavam a enxotar os espanhóis para a terra deles e aí Espanha invadia Portugal com o argumento de que ia defender os patriotas da região separatista que entretanto proclama legítima no seu parlamento estrangeiro. Em tempos idos em que os espanhóis tentaram mais ou menos isto até as padeiras foram correr com eles.
Pois isso dos comentários tem que se lhe diga porque de vez em quando há uns que em vez de argumentarem vêm para aqui ser muito ordinários e ninguém é obrigado a abrir a porta a pessoas mal educadas e portanto, deve ter sido o que se passou.
Não é verdade.
Os ucranianos pró-russos viviam no território ucraniano. Nasceram lá, tinham filhos e família. Consideram-se “ucranianos”.
Portanto, não vieram da Rússia.
Pois, nas terras de fronteira, sobretudo, há muitas famílias que têm membros de origem russa mas não sabemos se eram pró-russos. Isso é o que diz Putin, mas isso é história contada pelo leão e não pela gazela. Os ucranianos de origem russa dessas zonas dizem que nunca se sentiram excluídos e que se consideram ucranianos e não russos. Há às dezenas deles nas redes sociais a dizer isso.
O que estão a fazer em Setúbal é simplesmente criminoso.
Então, vão pôr os «ucranianos pró-rússia» (que são mais de 4 milhões) nas mãos dos «ucranianos pró-zelensky» que os perseguiram, torturaram e bombardearam durante 8 anos?
E não têm vergonha?
Deve haver aí algum engano: russos estavam a receber ucranianos, não ucranianos.
Sim. É verdade.
Mas substituírem os russos por apoiantes de zelensky não é o mesmo erro, face à perseguição que fizeram durante 8 anos aos ucranianos pró-rússia?
Não não é erro porque Zelensky é o seu presidente e eles fogem, não dele, mas dos invasores a mando de Putin.
1 – Cada vez há mais pessoas na Europa e no mundo a ficarem contra o «regime zelensky&azov», e contra as suas atitudes belicistas, segregacionistas e xenófobas.
2 – A votação de hoje na Assembleia Municipal de Setúbal é um sinal claro dessa mudança.
As pessoas fora da Ucrânia começam a ver a índole desse zelensky&azov.
3 – Então, a pessoas que nasceram lá antes de 1991, e que, portanto, nasceram num país chamado URSS, de repente têm que ser “ucranianas à força”, e são obrigadas a falar outra língua?
4 – Isso é um autêntico genocídio feito pelo «regime de zelensky&azov».
5 – Era o mesmo que Portugal se passasse a chamar UniãoEuropeia, e obrigassem os portugueses a deixarem de falar português e a serem perseguidos e bombardeados.
LOL Gostei da sequência, “Cada vez há mais pessoas na Europa e no mundo a ficarem contra o «regime zelensky&azov», e contra as suas atitudes belicistas, segregacionistas e xenófobas. 2 – A votação de hoje na Assembleia Municipal de Setúbal é um sinal claro dessa mudança. “
Portanto, a Câmara de Setúbal que é comunista ao ponto de pôr russos a fazer interrogatórios cerrados a refugiados ucranianos é a prova que na Europa e no mundo cada vez são mais contra Zelensky…?