
Há 3 anos fui convidado para ir falar na universidade de Aracajú, capital do Sergipe. Surpreendido (nem nos Olivais me querem ouvir) logo aceitei. Lá perorei. E adorei – explico-me, logo que na primeira alvorada saí da pensão exclamei “porra, isto parece Quelimane!!!”, e senti-me em casa, qual filho pródigo e tão arrependido, no meio do coco-lanho e a suar em bica.
Enfim, vejo que agora Aracajú recebe assim Lula da Silva. Deste nada gosto, do seu “pós-imperialismo” “africanista”, da devastação amazónica que incrementou. Mas ainda assim é melhor do que o outro. E em termos amazónicos – que são mesmo os únicos que me interessam, pois estou-me nas tintas para o resto lá do país deles – também. Apesar dele próprio. Ponham lá esse tipo. E controlem-no.
Adenda: Sobre Bolsonaro o que tinha para botar botei-o há anos, quando ele brotou. Sobre as simpatias, quantas vezes encapuçadas de mero desdém, que a sua candidatura colheu no centro e na direita portuguesa – dislates que então exemplifiquei com Pedro Borges de Lemos, um “militante do CDS” entretanto transferido para o CHEGA, e Rui Ramos, muito conhecido historiador que não transitou para o CHEGA, no meu “A propósito de Bolsonaro“; e com Assunção Cristas, então presidente do CDS e que também não transitou para o CHEGA (“Cristas e o Brasil“). E ainda sobre a única questão que me é realmente importante relativamente ao Brasil, a ecológica (“Bolsonaro e o clima“) – a qual, por razões do imenso atraso cultural português, tende a ser desprezada pelos muito rústicos “conservadores” do rincão.

É sempre salutar termos uma opinião humilde sobre nós próprios.
Tem toda a razão. Eu sempre sigo esse mandamento. O único senão é mesmo o das despesas que me provoca, nisto de tirar a boina ou o chapéu, consoante o dia, diante dos senhores doutos, e de a/o amarfanhar nas mãos, vincando o tão bonito respeitinho que lhes voto… E tantas vezes isso me acontece que lá tenho de voltar ao mercado, a comprar boina nova…
Sobre o Bolsonero, como Nero a ver arder a Amazónia, já se disse que o militar/ditaduras uns dias antes do 24 de Fevereiro andou a apertar a mão ao Putin, e sobre o Lula nada se disse por ter ficado em primeiro na votação do primeiro turno.
O quer dizer que o Bolsonero perdeu por ser lambe botas do Putin e o Lula ganhou e todo o leque de adjectivos a seu respeito ficaram para o segundo turno.
Assim, se o Bolsonero perder e o Lula ganhar já está tudo dito, mas se o Lula perder vai levar mais porrada que o burro do cigano. Desde lambe botas do Putin a amigo ideológico do Maduro da Venezuela e do governo de Cuba, Coreia do Norte e mais umas dessas não faltarão.
As simpatias por Bolsonero são dos conservadores de entre a gente de bem, agora passada para o Chega pra cá, que nem querem ouvir falar nos trabalhistas do Lula.
Julgo que a gente de bem arrepia-se para dizer, ou até ouvir dizer, comunistas e então chama de trabalhistas que sempre é mais suavezinho.
O Silva é um traste e um putinófilo. A questão é mesmo só esta: o outro ainda é pior.
Tá ver, tá ver.
Quando a isso não sei nem quero saber, eles que são brasileiros que se entendam. E se querem ser submissos ao imperialismo russo por contraposição ao imperialismo americano é lá com eles. Do Putin (e do seu semelhante ideológico Ventura) tratamos nós, eles que tratem do Bolsonaro.
há 50 anos já havia 100 aeroportos particulares estrangeiros na Amazônia
Pelo que me dão a conhecer Bolsonaro é mais credível. Sabemos o seu pensamento. Tudo dizem do homem e o estripam, mas afinal a democracia permanece.
Do Lula um misterioso comunista. De pobre a rico com um TRIPLEX de milhões com vista para o mar. Pobre povo que mais parece Portugal.
De tantos milhões e sem escolhas garantidas.
Estás pronto para PERDER?
Não tenho nada a perder. Talvez percam os brasileiros. Uma espécie de PS português que toma tudo.