No ano de 2017 juntamente com o meu irmão e dois outros amigos adquirimos um carro com várias décadas de existência para fazer uma viagem da qual dificilmente regressaria. A elevada cilindrada movida a gasolina era uma combinação que o tornava desinteressante do uso diário mas perfeito para ser usado durante pouco mais de uma semana por ano.
A ideia inicial era visitar os países da ex-Jugoslávia, deixa-lo estacionado num local a definir, regressar a casa e, no ano seguinte continuar a viagem para leste. Sem destino final estabelecido.
Olhando para a ideia que conseguiu agregar as vontades suficientes, como se fosse difícil aliciar as pessoas em causa para mais uma viagem, fazia sentido começar o projecto na extremidade ocidental da Eurasia.
Assim, umas semanas antes do dia em que seguimos definitivamente para leste, fomos experimentar a máquina e visitar o Cabo da Roca. O primeiro almoço foi na Ericeira, na Tasca da Boa Viagem, que nos pareceu adequada à situação.
Faltava apenas um nome para o projecto e esse foi inspirado no JR da matricula. Podia ter sido a viagem do Júnior, mas acabou por ser a viagem do Jairzinho – e aqui importa sublinhar que neste tempo a presidenta ainda não tinha sido impichada, pelo que não se ponham a interpretar afinidades com o actual presidente do país irmão.
O grande dia chegou e seguimos sem paragens nem dormidas até entrar na Eslovénia. Aqui rumamos para sul tentando passar pelos clássicos de cada um destes países, grutas de Škocjan, Ljubliana, Plitvice já na Croácia, Krka (menos conhecido mas mais espectacular e muito menos lotado que Plitvice), Mostar e Sarajevo, já na Bósnia.
Pouco a pouco confirmava-se a espessura histórica e cultural destas paragens. Num jantar bem regado com vinho da Dalmácia e com acabamento de várias demãos de rakia – uma irreverente aguardente balcânica – concluímos que estávamos numa região que tinha história a mais e vogais a menos. Bastava tentar ler o nome da federação Srpska da Bósnia para concordar com esta tirada.
A paragem seguinte foi especial, Visegrado. A ponte desta cidade inspirou o nobel jugoslavo Ivo Andić no seu livro “A ponte sobre o Drina”. Foi após este livro ter circulado pelas mãos dos quatro companheiros de aventuras que a ideia da viagem surgiu. O livro desencadeou a viagem assim como o post do Pedro de há dias desencadeou este texto.
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Por mais cortes que tivéssemos de fazer na viagem para a ajustar ao calendário e às vicissitudes que surgissem, teríamos de atravessar esta ponte a pé e de nos sentar na sua esplanada. A ponte mandada construir pelo Grão-Vizir Mehmed-Paxá foi, ao longo dos seus mais de quatro séculos de existência, palco de inúmeros episódios históricos e de figuras soberbamente descritas por Andrić.
Este livro, que recomendo, cujo relato termina antes da constituição da Jugoslávia, mostra quão elaborada e turbulenta foi a história por estas paragens. Quantos impérios por aqui passaram, quantas etnias subjugaram e foram subjugadas e também coexistiram, mas também quantas religiões, alfabetos e ideologias aqui deixaram a sua marca. Para nós foi graças a este livro que a percepção desta realidade se revelou. Mostar e Sarajevo, não só mas também pela sua história recente, são testemunhas disso.
Uns quilómetros mais adiante foi na Macedónia que encontramos a maior mistura de identidades, religiões e alfabetos. Não foi por casualidade que os chefs franceses escolheram o nome deste país para dar o nome à salada que mais ingredientes tem misturados. Ali encontramos outdoors publicitários em alfabeto cirílico, grego e até em latino, assim como templos muçulmanos, ortodoxos de obediência grega, russa, sérvia e até católicos. Tudo isto numa capital, Skopje, em que parece haver mais estátuas que habitantes. Se há um sítio, agora país, que se pode dizer parecer ter saído da máquina de lavar da história, esse país é a Macedónia.
Mas antes disso, ainda no Montenegro, vivemos um episódio que merece outro post que um destes dias escreverei.



templos muçulmanos, ortodoxos de obediência grega, russa, sérvia e até católicos
Em Vilnius também encontrei templos ortodoxos de obediência russa e lituana, templos católicos, e sinagogas – que antes da Grande Guerra foram muito mais numerosas, já que um terço da população da cidade era judaica.
Não é anormal na Europa Oriental. De certa forma, o que é anormal é o que se observa no Ocidente, onde séculos de aliança entre a Igreja e Estados muito autoritários levaram a monopólios de uma religião em cada país. Se em Portugal somente houve, até ao século 20, templos católicos, isso foi basicamente devido à aliança prevalecente entre a Igreja Católica e um Estado autoritário.
Não concordo. A nossa homogeneidade étnico-cultural é resultado (i) da nossa geografia, aqui no fim da estrada a caminho de nenhures e por isso fora das rotas dos impérios que se foram empurrando século após século ao longo da história e (ii) da violência da dinastia Afonsina durante a reconquista cristã, que foi suficiente para que não coexistissem mesquitas ao lado de igrejas durante séculos e séculos.
a violência da dinastia Afonsina durante a reconquista cristã, que foi suficiente para que não coexistissem mesquitas ao lado de igrejas durante séculos e séculos
Naquilo que você aqui escreve está a concordar comigo: “a aliança prevalecente entre a Igreja Católica e um Estado autoritário”. A dinastia afonsina (e não somente ela, nem principalmente ela) aliou-se à igreja católica para reprimir e eliminar a religião muçulmana, a judaica, e “heresias” cristãs. A homogeneidade católica portuguesa foi obtida à força da espada do Estado.
Se insistir em confundir a dinastia Afonsina com a Igreja tem razão. E olhe que o resultado podia ter sido pior.
Há ainda a geografia, e isso não será culpa da Igreja.
Mas o Norte de África era totalmente cristão/católico até à invasão islâmica….e onde encontra igrejas mosteiros …bem cristãos nem vê los porque lhes cortaram a cabeça ou queimaram vivos.
Idem com o genocídio dos ortodoxos armênios pelos muçulmanos turcos
O médio Oriente era oásis de convivência cristã e judaica até aparecer o assassino Maomé.
Quantas igrejas e sinagogas e cristão há hoje ?
E esquece factos mais graves visto que fala em … Afonsina…..
Quantas igrejas e cristãos sobreviveram à invasão islâmica da península ?
Zero. Exato. . Tudo morto e destruído
A que ano é que se refere quando fala no Norte de África totalmente cristão?
O Médio Oriente era oásis de convivência cristã e judaica?
Se tiver documentos ou fontes sobre isto deveria apresenta-los para ser em estudados e adicionado à historiografia.
Já ouviu falar nos cristãos coptas do Egipto? E dos da Etiópia?
Maomé apareceu no séc VII/VIII.
NAO me diga que nao sabe que o Norte de África era TODO cristão/católico ?
São factos incontestáveis
Por ex. Sto Agostinho foi bispo de hipona. cidade que corresponde à Argélia atual
Há muitos outros casos até os povos nativos do magreb mais cultos sabem disso. Tenho alguns amigos na net que se consideram ocupados pelos árabes e pelo islamismo..e odeiam nos
Mesmo a história oficial islâmica refere isso. Leia. Ficará a saber que foram comandantes da atual Síria
Há relatos do Império Romano que falam exatamente do cristianismo no Norte de África
O atual Egito foi berço do cristianismo
Os coptas sobreviveram porque são uma pequena dissidência do cristianismo da época…mas são minoria cerca de 10 % ..
Informe se sobre as centenas ou milhares de igrejas destruídas os coptas sabem… aliás atualmente o governo egípcio está a legalizar centenas de igrejas construídas ou reconstruídas sem autorização legal nos locais históricos cristãos
Posso lhe enviar links com esse facto de TVs online muçulmanas.
A Etiópia NAO é norte de África e nunca foi invadida pelas hordas islâmicas
Sobre a coexistência cristã judia na Arábia a melhor fonte é… biografia de Maomé. …e as constantes viagens entre Medina e Meca.
Ainda há dias descobriram restos históricos de cidade cristã numa ilha dos Emirados..anterior a Maomé.. posso enviar o link…fonte?. TV muçulmana .
Felizmente que o Crown Príncipe Saudita tem visão aberta do mundo e tem lutado contra os CARNICEIROS wahabitas para isso. Sem ele estas notícias eram impossíveis
Tb nao sabe que é proibido o crucifixo e livros cristãos no Reino Saudita ?
Pq ? Porque há 1400 anos eram cristãos. Pq haveria de ser crime desde há muitos anos ?
E faltou referir a atuais Síria e Turquia.(Ásia menor) os primeiros locais de expansão do cristianismo..para fugir à perseguição romana…e quase totalmente destruídos pela barbárie islâmica. Éfeso é exemplo tal como a igreja de Sta Sofia.
leia a biografias de saladino .que chegou a ter 3 mil mulheres escravas de origem cristã. aliás o ódio sunita. xiita e as carnificinas logo após Maomé ajudam a explicar esse facto
Tb nao sabe que Maomé violou uma. .entre várias. menina de oito anos chamada aisha que deu origem ao ramo xiita ? ? Até os muçulmanos mais cultos sabem disso…..
Tb nao sabe das 72 virgens para acicatar as matanças por muçulmanos ?
Eu digo lhe onde consta no Al QURAN
sempre pensei que este blog ..que tem referências. estivesse muito melhor informado sobre História
Bem sei que atualmente é regra oficial esconder os crimes históricos islâmicos
Mas há estudos e provas às toneladas das zonas cristãs anteriores a Maomé e da selvajaria das conquistas.
Terei muito gosto em fornecer lhos. A dificuldade está na escolha…
Cumprimentos
A dinastia Afonsina tratou de construir um país religiosamente homogéneo. O que seria hoje uma limpeza étnica aconteceu inúmeras vezes na história e também na reconquista cristã. Discorda dessa afirmação?
A reconquista cristã deixou muitos muçulmanos em Portugal…
Por isso há bairros com o nome respetivo.
As localidades começadas por al como sabe significam a presença árabe.
Há muitas p k significa k NAO se quis acabar de todo com a presença islâmica.
agora coloque se nos tempos Afonsinos.
O pequeno reino a lutar com muçulmanos e com os outros tronos da península.
Obviamente teria que haver unidade do estado a nascer.
Se a reconquista deixou o território em caos como acontece em todas as guerras seria um erro crasso NAO criar um ESTADO unido contra o islão e contra os outros tronos ibéricos.
Qualquer país a nascer só tem sucesso com a unidade do estado…
E porque razão os muçulmanos deveriam ter tratamento diferente ?
Eles eram os inimigos das batalhas…
Iam dar tratamento especial aos inimigos ?
Diga me em toda a história qual o vencedor que fez isso.
Ainda por cima um inimigo que tudo matara e destruíra na conquista.
Há dias falava com amigo argelino do FB …um jovem que dá aulas de inglês e francês na Universidade de Argel que se afirmava ateu só para uns poucos amigos pq publicamente era obrigado a ser muçulmano..para defender a cabeça e o emprego.
Sabia muito bem a diminuição religiosa na Europa e o aumento do ateísmo.
Muito culto. O facto de haver poucas diversões e super controlo da vida privada conduz à pesquisa e estudos.
Falou me na raiva surda dos nativos ( berberes e outros…) contra os árabes que eles consideram colonizadores por via militar e do islamismo que eles berberes consideram. pura barbárie.
A certa altura eu quis ser enfim diplomata ou amigo e disse que em Portugal havia cerca de 30% de pessoas com sangue ou antepassado berbere. A resposta dele foi logo pedir desculpa pelas atrocidades que o povo dele berbere tinha cometido na conquista islâmica…
Por mais que eu dissesse que os berberes foram obrigados à invasão pelos comandantes árabes, ele repetiu o pedido….
A conversa foi em inglês…nao do Google…e obviamente está gravada no meu FB.
Agora diga me qual o país nascente que nao procura a unidade do “”estado”” e diminui o poder dos inimigos derrotados, ainda para mais se cometeram atrocidades ……
Seria um suicídio… ou acredita que os inimigos derrotados iam ser fiéis ao novo poder ?
De qualquer modo o tratamento que a dinastia afonsina deu aos derrotados foi muito mais humano do que os muçulmanos deram aos cristãos lusitanos.
Se reparar há muito poucas evidências históricas do período entre Roma e islamismo…foi tudo morto e destruído.
A baixa pombalina Mértola etc…são provas disso…..
Cumprimentos…
PS…..só comentei agora ( vi que o post é do dia dez….).pq foi escolhido pelo SAPO com realce.
Não o estou a tentar convencer de nada, mas registo que considera o islão uma religião assassina, (diz que Maomé era um assassino) porque matou todos os cristãos do Norte de África, mas justifica o tratamento idêntico pela dinastia Afonsina como sendo uma forma de unificar o estado. Não estou a defender ou atacar nenhuma das religiões em causa pela suas práticas no passado, mas registo o seu critério selectivo. O que feito por uns é criminoso, pelos outros é aceitável. Eu prefiro registar tais factos como práticas que foram repetidas demasiadas vezes na história.
Muito provavelmente por falha minha, interpreto uma dualidade de critérios na sua análise comparável à usada pelos radicais do lado de lá.
Os Balcãs é uma região onde existem diferentes equilíbrios entre as religiões e em alguns sítios a coexistência é exemplar e noutros miserável. O seu tipo de discurso encontra-se com mais frequência nos piores sítios para viver.
Esse livro de Ivo Andric que li recentemente é de facto é um monumento literário e histórico.
A descrição pormenorizada do empalamento deixou-me de rastos…
A obra tem várias cenas fortes, mas na história não faltam maus comportamentos e atos politicamente incorretos.
Também fiquei com vontade de conhecer Visegrado e Seravejo.
Joaquim, essa cena do empalamento fez-me saltar umas linhas.
Graças a uma companhia húngara de low cost (não faço publicidade) é possível voar de Lisboa até Sarajevo com escala em Budapeste com um custo bem razoável. Além disso o custo de vida na capital bósnia é bem inferior a outras capitais europeias.
Recomendo um free walking tour com passagem pelo local do infame assassinato do Arquiduque, a diversas mesquitas e igrejas. Descobri que na sua origem a cidade era um entreposto de caravanas comerciais, bem menor mas idêntica às da rota da seda conhecidas por caravançarai e daí Sarajevo.
Dormimos num quarto alugado por uma bem conhecida plataforma de alojamento local no margem sul do Miljacka. A família que nos alojou tinha perdido familiares durante o cerco, e sentimos que o luto ainda por lá andava.
Lembro-me das inúmeras campas à volta de algumas mesquitas e de uma em particular de alguém que nasceu no mesmo ano que eu e que tinha morrido no ano em que comecei a trabalhar.
Mostar fica a duas horas de condução, assim como Visegrado embora na direcção oposta. Ambas têm pontes bem interessantes.
A culinária é incrível assim como as pessoas. Vale a viagem.
Macedónia significa “salada de frutas” em italiano.
É o meu brilharete preferido no país da bota, pedir:
“Macedónia pregoooo” (salada de frutas, por favor) e os trabalhadores dos restaurantes ficarem a pensar; este gajo fala mesmo bem italiano (ou isso ou são portugueses e percebem o que quero).
Excelente texto de viagens, Paulo. A carripana continua estacionada na Europa aguardando a próxima?
Pedro, se gritar isso cá em Portugal arrisca-se a comer carne
.
O excelente veículo de 1800 cc, que mesmo carregado com quatro adultos e respectiva bagagem consegue subir de descer montanhas à mesma velocidade, está operacional. O projecto Jairzinho continua em marcha embora tenha sofrido um ajustamento, mas não quero estragar o suspense dos próximos textos.
Acrescento apenas que no final desta primeira etapa conseguimos deixa-lo estacionado durante 14 meses nas traseiras de um clube de snooker perto de Belgrado. Com uma lavagem e uma bateria saiu de lá impecável.
O seu artigo recordou-me o “Danúbio” , do Magris (igualmente “nobelizado).
JSP
Vou anotar, obrigado
A ideia de uma cidade onde há mais estátuas do que pessoas é tentadora. À falta de possibilidade de lá ir, já fui coscuvilhar.
https://www.google.pt/maps/@41.9980124,2 1.4343266,3a,75y,174.3h,84.19t/data=!3m6!1 e1!3m4!1stfD9R4o646KYNLldqO_RFA!2e0!7i13 312!8i6656
A maior de todas é de Alexandre o grande da Macedónia. Mas são inúmeras por toda a cidade, como pode ver na net. Hzm7
Um exemplo: https://images.app.goo.gl/8DUDGdm1EjhG4
Esqueci-me de assinar.
Bela discrição dessa viagem que bem percebemos ter sido inesquecível, Paulo. E abre o apetite para mais relatos.
Pedro,
Já lá vão 10.000 km de estrada e 15 países. Há mais histórias para contar.
Isso de alguns dos habitantes do país que agora se designa ‘Macedónia do Norte’ reivindicarem como seu o Alexandre Magno é um embuste histórico maior do que todas as estátuas de Skopje e todas as pontes sobre o Drina juntas.
Ao nível do embuste histórico arrelia-me mais quando me garantem que o 25 de Abril foi uma aspiração do povo e não uma revolta da tropa.
A adesão popular ao movimento militar que desencadeou o 25 de Abril foi evidente para quem quer que tenha vivido nesse tempo. Não há comparação possível com a Macedónia do Norte reivindicar como seu uma personagem histórica que nasceu numa região contígua, era de língua e cultura gregas e viveu sete ou oito séculos antes da chegada dos eslavos aos Balcãs.
A Macedónia do Norte não é povoada exclusivamente por eslavos, como transmiti no texto. Um dos ingredientes da “salada” é exactamente uma etnia de identidade grega.
E mesmo Viriato não tendo sido português, não deixa de ser uma referência da nossa identidade.
Agora o 25 de Abril, foi uma revolta da tropa.
Há minorias albanesas, sérvias e gregas, mas os albaneses e os sérvios não reivindicam Alexandre Magno e os gregos reivindicam-no enquanto gregos, não enquanto cidadãos da ‘Macedónia do Norte’. A construção de uma identidade nacional produz por vezes narrativas que têm muito de fictício, como é o caso em apreço. Só que já não estamos no séc. XIX e a exigência de rigor histórico é maior hoje em dia.
Queria deixar claro que nada disto diminui o interesse do seu texto, pelo contrário. Também eu li em tempos com muito interesse ‘A ponte sobre o Drina’, embora infelizmente nunca tenha viajado pela ex-Jugoslávia. Aguardo com expectativa o que prometeu contar sobre o Montenegro.
Entendo o que diz, mas um aspecto que para nós, cidadãos de um país antigo e razoavelmente homogéneo, não é imediato é a necessidade que os países recentes têm em construir uma identidade. O caso macedónio é exemplo disso pela extrema variedade da sua população. Isso explica as centenas de estátuas e o destaque dado a Alexandre o Grande. Outra coisa que é muito vulgar e na mesma linha é a quantidade de bandeiras por todo o lado.
O pior é quando a construção da identidade se faz à custa da identidade de outros. Os gregos sentem como uma usurpação a tentativa de apropriação da antiga Macedónia por terceiros. Julgo que neste caso a História lhes dá razão.
falta aqui um pequeno mapa, um singelo traçado da rota da viagem. , para que se possa perceber e ou mesmo perguntar, porque assim e nao assado ?
as grutas de skocjan, sao as que visitei em postjona ?
Grutas nas Eslovénia não faltam… jan
Não são as mesmas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C5%A0koc
https://pt.wikipedia.org/wiki/Postojna
Também devem ser interessantes.
O mapa sai um destes dias.
Obrigado