Corto [Maltese]: “… tem de ser na primeira sexta-feira da lua. Compras uma fita azul de comprimento médio em nome da rapariga que amas… Dás um nó dizendo versículo 5 da surata 30, dita Dos Venezianos ou, se preferires, Dos Bizantinos… Mas não o apertes antes de recitares todo o versículo… Depois, amarras a fita no teu braço esquerdo, e, com esse braço, acaricias a rapariga que amas e… tudo correrá bem.” Cush [da tribo dos Beni Amer]: “E se ela não quiser que eu a acaricie?” Corto: “Então, arranja outra…” (O golpe de misericórdia, in As Etiópicas). Precisava de Corto Maltese depois de terminar “Meio Sol Amarelo” (Chimamanda Adichie) e antes de pegar na piada infinita de David Foster. Não levem a mal: Corto é culto. Voltamos sempre a ele.


já não me recordo se esta conserva entre o corto e o cush foi antes ou depois de tomarem chá, nem qual deles aplicou o golpe de misericórdia ao traidor irlandês, livrando-o de sofrimento maior (se bem me lembro…)
vou ter que procurar entre a montanha de revistas do tintin português.
A “conserva” foi depois do tiro de misericórdia, de Corto, quando o irlandês estava a grelhar, e do chá no deserto, Carlos. E por favor arranje outro lugar para conservar H. Prats que não seja entre os tintins…
Se bem me lembro algumas histórias do Corto estavam na revista Tintin, julgo que é isso que o Carlos Cunha quer dizer.
Lembro-me do choque que tive quando apareceram aquelas boas histórias “mal desenhadas” para quem estava habituado ao traço definido e colorido da BD classica.
Não percebi isso, Lucklucky. Obrigado pelo reparo.
Grande polémica entre os leitores do Tintin, aquando da entrada do Maltese (e outros heróis) na revista. Eram os conservadores da franco-belga contra os inovadores de então (Derib ou Auclair, entre outros). Bela memória
Fui um dos que ficou entalado, jpt.
obrigado pelo conselho, mas junto a tanta mulher fatal (pandoras, morganas bocas douradas, etc…), não vejo problema nisso.
tivesse eu uma filha e não sei como não se chamaria morgana.
Em primeiro lugar, Carlos, peço desculpa por não ter entendido o seu comentário sobre o Corto entre os Tintins; em segundo, não me atrevo a escolher qualquer dos nomes que diz. Apareça sempre aqui, pois será bem-vindo.
Grande, inesquecível, imortal Corto Maltese!
É, Pedro. Principalmente nestes tempos tão secos.