Livros de cabeceira (9)


modosdever,

 

Corto [Maltese]: “… tem de ser na primeira sexta-feira da lua. Compras uma fita azul de comprimento médio em nome da rapariga que amas… Dás um nó dizendo versículo 5 da surata 30, dita Dos Venezianos ou, se preferires, Dos Bizantinos… Mas não o apertes antes de recitares todo o versículo… Depois, amarras a fita no teu braço esquerdo, e, com esse braço, acaricias a rapariga que amas e… tudo correrá bem.” Cush [da tribo dos Beni Amer]: “E se ela não quiser que eu a acaricie?” Corto: “Então, arranja outra…” (O golpe de misericórdia, in As Etiópicas). Precisava de Corto Maltese depois de terminar “Meio Sol Amarelo” (Chimamanda Adichie) e antes de pegar na piada infinita de David Foster. Não levem a mal: Corto é culto. Voltamos sempre a ele. 

12 comentários em “Livros de cabeceira (9)”

  1. já não me recordo se esta conserva entre o corto e o cush foi antes ou depois de tomarem chá, nem qual deles aplicou o golpe de misericórdia ao traidor irlandês, livrando-o de sofrimento maior (se bem me lembro…)
    vou ter que procurar entre a montanha de revistas do tintin português.

    1. A “conserva” foi depois do tiro de misericórdia, de Corto, quando o irlandês estava a grelhar, e do chá no deserto, Carlos. E por favor arranje outro lugar para conservar H. Prats que não seja entre os tintins…

      1. Se bem me lembro algumas histórias do Corto estavam na revista Tintin, julgo que é isso que o Carlos Cunha quer dizer.

        Lembro-me do choque que tive quando apareceram aquelas boas histórias “mal desenhadas” para quem estava habituado ao traço definido e colorido da BD classica.

        1. Grande polémica entre os leitores do Tintin, aquando da entrada do Maltese (e outros heróis) na revista. Eram os conservadores da franco-belga contra os inovadores de então (Derib ou Auclair, entre outros). Bela memória

      2. obrigado pelo conselho, mas junto a tanta mulher fatal (pandoras, morganas bocas douradas, etc…), não vejo problema nisso.
        tivesse eu uma filha e não sei como não se chamaria morgana.

        1. Em primeiro lugar, Carlos, peço desculpa por não ter entendido o seu comentário sobre o Corto entre os Tintins; em segundo, não me atrevo a escolher qualquer dos nomes que diz. Apareça sempre aqui, pois será bem-vindo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *