Gosto mais de ler no meu recanto da sala ou do escritório. Mas estes dois livros acompanham o meu lado da mesa de cabeceira.
O primeiro, do meu querido amigo Cristovam Pavia, cuja morte ainda hoje me emociona, tem lugar cativo. O segundo, Winston Churchill – Os meus primeiros anos -, ando a relê-lo com muito interesse. Não gosto de política, mas gosto de perceber quem são ou quem foram os políticos…


Vou seguir as tuas sugestões, querida, obrigada.
Cristovão Pavia: bom poeta, desaparecido demasiado cedo. No mesmo dia de Manuel Bandeira. Daí o belo poema de Ruy Belo, incluído no seu livro ‘Homem de Palavra(s)’:
«Todos os anos são anos de morte
Os anos morrem por partes dia a dia
O poeta pode ser fraco ou ser forte
por vezes vai dar uma volta e demora
A treze do mês de Outubro foram-se embora
manuel bandeira e cristovam pavia
Todas as mortes nos matam um pouco
seja a de um santo seja a de um louco
Na irmã morte vive a poesia:
Viva bandeira viva pavia»
Desconhecia completamente a poesia do Cristovam Pavia.
Já fui espreitar ao google e li quatro poemas que me comoveram bastante, especialmente o que ele dedica ao cão (a Cristina Torrão vai gostar de ler…).
Muito obrigada, Helena, pela divulgação deste seu amigo.
🙂 Antonieta
Obrigada por se lembrar de mim, Antonieta 🙂
Também näo conheço este poeta. Lá terei de ir ao Google, agora, fiquei curiosa 😉
O Cristovam falava muito pouco. Talvez porque era poeta. Os nossos passeios eram, muitas vezes, silenciosos. Mas o seu olhar sempre me disse o quanto fora bom conversar comigo.
Mas há silêncios que valem mais do que mil palavras.
E hoje é tão raro encontrar alguém com quem partilhá-los, as pessoas falam demais, gritam demais…
🙂 Antonieta