Livros


Patrícia Reis,
Só boas notícias para a literatura: Inês Pedrosa ganhou o Prémio Literário Máxima com o livro “Os Íntimos”. Hoje Valter Hugo Mãe celebra 40 anos e lança um livro novo na Lx Factory, livraria ler devagar. No dia 30 de Setembro, às 18h30, na livraria Leya na Barata, teremos apresentação do novo livro de contos de José Eduardo Agualusa, ele que acaba de ser nomeado para o prémio Courrier International com Barroco Tropical. O livro novo chama-se “A Educação Sentimental dos Pássaros”. Tragam o corpo, comprem livros e sorriam, sim?

9 comentários em “Livros”

      1. Leonor, depois desse ela já publicou Os íntimos, este é o livro que vence o prémio Máxima e que fez parte da primeira lista de finalistas do Prémio PT no Brasil. Além de ser uma mulher com uma voz activa, que faz crónicas semanais há mais de dez anos nos jornais, agora no Sol, de ser directora da Casa Fernando Pessoa, tem 20 anos de vida literária. Não me parece que se perca tempo com pessoas assim. Podemos ter livros de que gostamos mais ou menos. Muitos são os que falam do livro Fazes-me Falta. Eu gostei muito do livro Nas tuas Mãos. Não se pode gostar de tudo de um autor, músico, artista, acho normal. Não compreendo a questão de querer ou não perder tempo, mas confesso que tenho o maior respeito, cada um gasta o tempo com o que quer e com quem quer. Acredito que existam pessoas que não tenham paciência para a Viagem à Índia do Gonçalo M. Tavares, todo em oitavas, os “novos Lusíadas”. Eu gostei muito do Jerusalém, por exemplo. Gostei muito do último livro do José Luís Peixoto, o Livro, e menos do anterior. É um processo. Não exige, nem pode, exigir uma regularidade de expectativa. Confesso que sou fã do Lobo Antunes, acho as crónicas geniais, mas depois do Último Tango de Carlos Gardel não houve mais nenhum livro que me tirasse o fôlego. Mas vou lendo, tentando e às vezes os livros caem das mãos, nada mais natural. Beijo e bom domingo

        1. Sim, eu sei que a Inês Pedrosa publicou antes e depois d ‘A Eternidade e o Desejo mas não tenho mesmo vontade de insistir. Também não sou fã das crónicas. A questão é que se gostar de um autor insistes. José Eduardo Agualusa de que falas no post foi um escritor que me fez comprar tudo o que escreveu, daqueles que nos faz sentir aquela curiosidade e felicidade quase infantis de sair mais um livro e de o devorar. Contudo, não gostei do último, O Lugar do Morto, e achei o Milagrário Pessoal muito abaixo do que escreveu antes, mas vou insistir e ler este que até já namorei na livraria. Pode ser uma fase má que não apaga tudo o que de muito bom fez antes. Não tenho essa vontade com a Inês Pedrosa. Quando digo ‘perder tempo’ é antes usá-lo em autores de que gosto ou novos que vou descobrindo. Não leio mais por obrigação, só mesmo se a profissão me obrigar. E quanto à longa carreira, não me leves a mal, mas para mim não chega e a escrita dela não me chega. Beijo e bom domingo também.

          1. Querida Leonor, não levo nada a mal, pelo contrário. Acho, como aliás escrevi, que há livros que nos caem das mãos e, realmente, com tanto para ler para quê insistir num ou outro autor. É a tal história do amarelo. Eu fui uma devota do Tabucchi anos a fio, depois tive uma desilusão e depois voltei. Sempre fui uma devota do Kundera e nunca tive essa sensação. Coisas, não é? Beijos

  1. Eu não tenho nada contra a Inês Pedrosa, nem duvido do seu talento como escritora, mas ainda não consegui ler ( e já o tenho à anos) o livro: Fazes-me Falta. porque será?

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