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Foto Expresso
Paradoxos da política portuguesa: um partido chamado Livre faz tudo para condicionar a liberdade de expressão e de actuação do único representante que tem no Parlamento. Que é mulher e afrodescendente.
Este partido intitula-se feminista e anti-racista. E livre, como a sua sigla proclama. Mas vem praticando um inaceitável assédio moral à sua deputada. Começou por afastá-la da extensa lista de 68 membros dos órgãos nacionais, que serão eleitos no congresso a realizar este fim de semana. E prepara-se para votar uma moção que pretende forçá-la a renunciar ao lugar para que foi eleita por sufrágio universal apenas há três meses.
Caso para perguntar se o núcleo duro que gere o Livre agiria da mesma forma se ela fosse ele. E se tivesse menos melanina a colorir-lhe a pele.
Daqui presto, portanto, a minha solidariedade a Joacine Katar Moreira.

Post apropriado. É totalmente inadmissível que o Livre pretenda que Joacine renuncie ao seu lugar – seu e só dela – de deputada.
O Livre tem todo o direito de cortar relações com ela, se quiser. Mas não pode, não tem legitimidade para, lhe exigir que abandone o lugar para o qual o povo português a elegeu.
O Livre é livre de cortar com ela. E ela é livre de mandar o Livre às malvas.
Se cortarem com ela, vão ter de lá meter um tipo branco do PAN, a fingir que defende as minorias negras, quando sempre militou por cãezinhos e caminhadas
AHAHAHA
E a psico-de-género fica a xuxar no dedo.
Se não se demitir, fica a fazer o papel de circo com o qual angariaram os votos.
Seja como for, o tosco do Tavares assim é que não tem muita oferta para bolsas de caridade.
Já viu algum partido de esquerda adoptar o que apelidam de democracia formal? Foi mesmo alguém do PCP que disse claramente que têm um conceito de democracia diferente da que é definida nos países ocidentais. Basta levar a sério o significado da escolha que fazem dos regimes dos países que apoiam.
Uf!! valha-nos a Joacine, ‘tava a ver que não aparecia ninguém a bater no PC e na sua democracia substancial.
E se houver uma maioria superior a 2/3 para alterar a Lei Eleitoral para que o Partido que ganhe as Eleições ser o único com assento Parlamentar?
E viva a democracia formal.
Há muitas formas de democracia formal. 2/3 dos votantes, eleitos como?
Há muitas formas de democracia formal?
Os 2/3 surgiriam de eleições gerais normais, com uma vitória expressiva dos formais, para alterarem a lei eleitoral. Como por exemplo em ??? agora não me lembro.
Quem elegeu aqueles que votaram? Em Portugal, que eu saiba, nenhum deputado é eleito. São todos nomeados pelos chefes dos partidos. Chefes esses que podem mudar durante a legislatura.
Há muitos países onde a democracia formal não funciona assim.
«Há muitas formas de democracia formal.»
É impressão minha ou navegamos no Reino da Redundância?
É redundante afirmar que a democracia suíça funciona de forma diferente da alemã e, por sua vez, ambas funcionam de forma diferente da inglesa, e assim sucessivamente?
O povo não votou na Dra. Joacine, não era o nome dela nos boletins de voto. O Livre escolheu a Dra. Joacine como sua representante na AR. A Dra. Joacine entrou quase imediatamente a seguir às eleições em rota de colisão com o Livre e declarou alto e bom som que tinha sido eleita por si mesma e nada devia ao partido. Não é bem assim, ao contrário do que sucede nas presidenciais e nas autárquicas, nas legislativas os candidatos têm de ser propostos por um partido. Talvez o Livre tenha metido água ao escolhê-la, mas se o partido sente que a deputada não representa as suas linhas programáticas tem toda a legitimidade para não a querer na AR.
Acho muito positiva a atitude do Livre, borrifando-se para as raízes étnicas e o género – nem a etnia nem o género conferem direitos seja a quem for para fazer o que lhe der na gana.
O Livre fez extensas e bem sonoras proclamações de “feminismo” e “anti-racismo”, sublinhando as raízes étnicas da candidata, quando a apresentou ao País.
Como é que você pode sustentar, contra todas as evidências, que o L “se borrifou” para tal questão, quando esta foi precisamente a trave-mestra do marketing eleitoral do partido?
Não querem que ela renuncie ao mandato? Então…
ehehehe
Por isso é que eu acho este post delicioso em ironia (mesmo que me garantam que tenha sido involuntária)
Perdão, eu não garanti nada disso. Nem sequer o contrário disso.
Concordo, António a 14.01.2020 às 12:32.
Apenas mais uma das incongruências do virtuoso sistema eleitoral em Portugal. “Democracia” perfeitinha e que perdura. Versão PREC de democracia inspirada bem sabemos em quais “democracias”.
Não seria já tempo de dar aos portuguêses direito a eleições em Democracia: “um eleitor, um candidato, um voto”?.
Deputados que nem sequer representam o partido, nem nunca obtiveram votos nominais de eleitores, apresentam-se ufanamente como inamovíveis!.
Com direito a representarem afinal quem?.
Felizmente, neste caso, sem consequências graves além de ser uma anedota politiqueira de muito mau gosto.
Como diria o outro: alguém, ou alguéns, não tem vergonha na cara.
Concordo, em absoluto, com o teor do teu postal. Viva Joacine!
Fica desde já convidada a participar no próximo jantar do Delito.
Também concordo.
Excelente ideia.
Vou tratar disso.
Se precisarem, eu fico no bar, a aviá-las.
Você pode abancar também. Já é muito cá de casa.
Mau. Ou o Vorph ou a Katar, o que é demais é demasiado
Demasiado será quando aparecer o Lavoura com o seu carrinho de mão.
Eu voto num jantar de homenagem, com atribuição de placa e tudo, ao Lavoura.
O Engenheiro Lavoura só, lá (ré, mi, fá…), irá com pivots.
Eu sou um intelectual, jpt. Nunca vou com muita facilidade.
Olhe que há muitos intelectual-vai-com-todos …
O Sábio é um Homem rompido, jpt
ó pá , têm de ver no you tube “fado bicha com telma tvon” . parece um freak show , daqueles do circo. OMG ! e promoveram um partido assim.
Fui lá ver isso. Freak show chunga.
Rui Tavares corrido pelo be
Joacine corrida pelo Livre
Ciclo da vida.
(não conheciam a peça, ou…)
Movimento perpétuo.
https://www.youtube.com/watch?v=nv8vrIBk tiM
Dá sempre jeito inverter o discurso quando apetece.
Raio de coisas vocês vão buscar. O que é que o Paulo Bento tem a ver com esta conversa?
“se o núcleo duro que gere o Livre agiria da mesma forma se ela fosse ele. E se tivesse menos melanina a colorir-lhe a pele.”
“Se a minha avo tivesse rodas seria um camião” Paulo Bento dixit
É um filósofo, Paulo Bento.
Aparece sempre. És bem-vindo por cá.
Não tarda vão buscar o Professor Alexandrino. Isto está tudo ligado. Tudo é assombro.
PS:dia 18 vai estar no Norte? Ficaria convidado para um aniversário, Pedro.
Não poderei estar a Norte neste fim de semana, mas agradeço o convite. E mo dia 18 aqui lhe darei os parabéns.
NO dia 18.
Obrigado, Pedro, mas é a minha filha, Margarida, que faz anos. Eu faço no primeiro de Março. Ia gostar, sobretudo de um primo da minha mulher (o homem mais culto e viajado que conheço – o pai dele foi condecorado pelo Governo inglês, julgo que por ter prestado assistência a um barco britânico durante a II guerra) e do meu melhor amigo, que tem um rede de contactos maior que a do Homem Aranha. Abraço e obrigado
Muito bem. Eu é que agradeço o convite.
A ver no youtube.
https://youtu.be/YLyMxxdGGok…..”O fado da bicha”, hino da candidatura da Joacine,,,,,
A.Vieira
Um dos maiores sucessos de sempre no Parque Mayer foi uma revista chamada ‘Põe-te na Bicha’. osts/1058023167594331/
Que depois deu lugar a bucha.
https://www.facebook.com/poetenabicha/p
Nada perturba mais a vida familiar, social e, pelos vistos, política, que alguém que aparenta ter sempre uma pedra no sapato.
João de Brito
Quem escreve assim não é gago.
Essa foi muito boa!
No humor, quem gagueja sou eu.
Aí, Você é um autêntico crisóstomo.
Parabéns!
João de Brito
Demagogia. Humor negro? Olhe, fica-lhe mal.
Humor negro? Evite expressões racistas.
Os eleitores portugueses (os q votam, porque a maioria nem sequer vota, basta ter em conta a abstenção de 51% nas últimas legislativas) votam em partidos.
E são os partidos que elegem os deputados, colocando-os nos chamados “lugares eligíveis” das listas, que são fechadas – fechadas à ordenação levada a cabo por esses mesmos eleitores que, quanto mais não seja por esse motivo, fazem muito bem em não votar (“Eles [os partidos] elegem-nos e nós votamos neles”, Eça, citado de memória).
A Joacine apenas foi eleita porque não figurava no enésimo lugar da lista. Que o partido a que ela pertence (ainda?) se tenha aproveitado da imagem da mulher gaga e afrodescendente para ir buscar votos a um nicho minoritário de eleitores, eventualmente partidários da ditadura das minorias, precisamente aquelas minorias que acham que, pelo facto de o serem, têm mais direitos do que a maioria, quais novos oprimidos de uma dialéctica pseudo-marxista, mas de facto orweliana, não me restam grandes dúvidas.
Neste contexto, a abominável disciplina de voto, que poucos contestam, faz todo o sentido e apenas corrobora o que venho a dizer desde há longos anos e a que aludi acima.
Por outro lado, manda o bom senso, quanto mais não seja, que aqueles que sofrem de gaguez não possam exercer as funções de professor e deputado, entre outras. Tal como não existe nenhum atleta com 1,6 m a jogar na NBA.
Deste modo, torna-se evidente que a Joacine nunca devia ter concordado integrar uma lista num lugar eligível. Se o partido a que a senhora pertence só agora chegou a estas conclusões, muito embora ela ainda não tenha lá chegado, é bem demontrativo da qualidade dos partidos, da qualidade de alguns deputados e das insuficiências (para ser simpático) do nosso sistema eleitoral.
Essa disciplina de voto a que alude pode fazer sentido noutras forças políticas, mas não num partido que se intitula Livre.
A menos que o partido mude de nome.
Permita-me q discorde, mas o hábito não faz o monge.
A abominável disciplina de voto decorre do sistema eleitoral, nomeadamente do facto de serem os partidos a elegerem os deputados, colocando-os nos “lugares eligíveis” das listas. E isto nada tem a ver com o nome do partido.
Caso a Joacine figurasse no enésimo lugar da lista, nunca teria sido eleita.
Ora, os nomes…
Santa Casa da Misericórdia, por exemplo. Ou Benzodextrahidrofumarato – Nivea é mais bonito.
Você acha que os partidos são o que diz no rótulo? Qualquer deles?
#tu-es-Joacine?
Agora não sei. Há cinco anos, era Charlie.
🙂 Salut
O filme que a Marina referiu é que é retrato mais certeiro que a fotografia com muitos anos dela em bikini.
viste aquilo ? que horror!! fiquei pasmada com o vídeo. mas é mesmo narcisista e exibicionista, a foto do jornal deve ter 20 anos, não sei se julga que estar no parlamento é tipo passar modelos -:)
«Daqui presto, portanto, a minha solidariedade a Joacine Katar Moreira.»
Uau! Será este “post” apenas o caso de, como dizia um dos seus indefectíveis defensores, num comentário aqui há tempos, apenas mais uma das “habituais provocações” do PC? Ou será apenas (talvez antes), uma tentativa do PC de provar o quão cego, ie, “correcto” é, ideologicamente, o politicamente incorrecto que professa em verdadeiros sermões aqui no DO, típicos dessa nossa ilustre figura da retórica que é o Padre António Vieira?
Bom, sempre resta a hipótese de que o PC até se arrependeu de também ter contribuído para o “soft”-linchamento público daquela que – PC dixit! – «Desde (o) Bruno de Carvalho que o país não tinha uma personagem destas»: a Joacine!
A arte da ironia atinge os íncaros quando não se consegue saber a intenção.
Seja como for, eu mato-me a rir com este post, mesmo que tenha sido escrito para se levar a sério.
A fotografia ilustra ironia onde tudo é citação de citação e “feique”.
Resumindo, uma delícia de post posmoderno. Dá para agradar a tudo e o seu contrário.
E ainda inclui as “tags” para o caso de alguém se sentir despistado. São as tags que vendem. Não podiam ser outras. Basta repetir-se a receita para enfiarem o barrete.
Píncaros. Até me engasguei
“:O)))))
Não escrevi nada disso que você me atribui – com aspas, como se fosse citação.
É falso, portanto.
SE é representante, está obrigada a representar.
É livre de não representar deixando de ser representante.
Uma representante dum partido chamado Livre, obviamente, não está presa a nada.
Mas o que restará à liberdade no dia em que abolirmos os constrangimentos?
Tem razão. Com uns constrangimentozinhos ela fica mais sexy. A liberdade.