Liverpool & Beatlemania (7)


jmmcc,

John Winston Lennon nasceu no Liverpool Maternity Hospital a 9 de Outubro de 1940, durante um raid aéreo alemão da II Guerra Mundial, e morreu há 29 anos, exactamente.

O seu nome próprio deve ter sido inspirado pelos acontecimentos da guerra: John do avô paterno e Winston pela admiração a Churchill. Viveu na velha cidade costeira com a mãe, Julia Stanley Lennon, em casa da família materna, no número 9 da Newcastle Road (à esquerda), até aos 5 anos.

A longa ausência do pai, Alfred Lennon, que andou embarcado, resultou em divórcio e John passou a morar com a tia materna Mary Elizabeth Stanley Smith (a tia Mimi, que era casada com George Smith e sem filhos) em Woolton, do lado sul de Liverpool, no 251 da Menlove Avenue – a vivenda Mendips (em baixo). A mãe visitava-o quase diariamente, até morrer em 1958, atropelada por um carro conduzido por um polícia embriagado, perto da porta de Mendips e após uma visita ao filho, tinha ele 17 anos.

  

Com os primeiros sucessos dos Beatles e já independente, John Lennon comprou e ofereceu à tia Mimi um bungalow em Poole (Dorset), onde ela passou a residir até morrer, em 1991.

Divorciado de Cynthia Powell Lennon e casado com Yoko Ono (em Gibraltar) desde 1969, John Winston Ono Lennon vivia em Nova Iorque e estava a morar desde 1973 no Central Park, em Manhattan, num luxuoso e amplo espaço que agrupava cinco apartamentos do centenário e imponente número 1 West da 72nd Street – o renascentista Dakota Building (ao fundo), de 1880, considerado elemento urbano cultural em 1972, património histórico classificado desde 1976 e habitado por muita gente famosa, no passado e no presente.

A 8 de Dezembro de 1980 – dois meses depois de ter feito 40 anos – pelas 17 horas, John autografou um exemplar do novo álbum Double Fantasy a um homem que tinha viajado de Honolulu, chamado Mark David Chapman, longe de saber que era um doente mental e fanático. O homem ficou de boca aberta, especado, e John perguntou-lhe: "Is that all you want?" Ele respondeu: "Thanks, John."

Às 22 horas e 50 desse dia, John entrava no Dakota com Yoko e ouviu: "Mr. Lennon." Quando estava a voltar-se para trás, foi baleado por Chapman, atingido nas costas por quatro de cinco disparos seguidos, e gritou: "I’m shot! I’m shot!" Não falou mais: passavam sete minutos das 23 horas quando deu entrada no serviço de urgência do Roosevelt Hospital, já morto.

 

 

14 comentários em “Liverpool & Beatlemania (7)”

  1. João, para ser sincera, nunca pensei que se fosse esquecer da data mas, aguardava por amanhã afinal já é…
    Pois, Júlia o nome da mãe de John por isso também a bonita canção com o mesmo nome, não?
    O nº 7, especial, da série – John – as suas origens, os lugares, a casa de Nova York, onde tudo aconteceu, não conhecia ou não me lembrava, fiquei arrepiada – o relato do acontecimento – o fim.
    Muito bom, João, parabéns e obrigada…

    1. Ainda bem que veio. Esta série e a ‘Artitectura’ têm um trabalho gráfico inglório, por causa da profusa colocação de fotos inseridas nos textos. Fico a pensar se devo continuar uma e outra, porque parece que não despertam muito.

      1. João

        Imagino o trabalho que tem.
        A minha falta de comentários nos posts dos Beatles é por desconhecimento. Cantei e dancei as suas músicas mas não nunca fui fã assolapada para ter querido saber muitos pormenores, no tempo devido. Por isso, gosto de ler estes posts agora . Nunca é tarde para “aprender”. Lugar comum, mas…

        A artitectura é uma série muito inesperada. Tenho olhado e remirado os posts, embora também não me manifeste muito. Acho que é o tipo de assunto que aguenta o comentário ligeiro e brincalhão, mas também merece outro tipo de comentário que eu não me sinto capaz de fazer. Acho a série muito interessante e didáctica…

        [Estive todo este santo dia Santo de Guarda, da Imaculada Conceição, a trabalhar…. Ufaaaa]

        :)))

        1. Se, ao menos, isso ajudar o país a seguir em frente…

          O meu desabafo sobre as duas séries não lhe era dirigido, porque tenho o privilégio de contar consigo entre os comentadores mais assíduos. Foi só mesmo um desabafo, porque não me parece que andem a despertar muito e o trabalho que dão é desproporcionado.

          1. Não ajudará muito porque o “métier” não é extraordinário, mas tento fazer a minha parte.

            Eu percebi o desabafo mas só lhe podia responder por mim. Os leitores do DO ainda não estão organizados, razão pela qual não há estruturas representativas do colectivo que possam falar pelo conjunto… eh eh eh
            Claro que, se ouvir rumores sobre movimentos organizativos, com classe, agradeço que me avise porque tenho algumas sugestões para os corpos gerentes… eheh

            :))))

  2. Bem oportuna esta tua evocação, compadre. O Dakota tornou-se ponto ainda mais obrigatório de visita a quem passa por Nova Iorque. Já o era antes, por ter sido ali filmada parte da longa-metragem ‘A Semente do Diabo’, de Polanski (1968). Também lá fui espreitar. Há uma corrente negativa naquele edifício: não gostei de o ver.

  3. Sempre me arrepiou a morte de John Lennon, pelo perigo inesperado a que estão sujeitas as figuras mediáticas. Quantas belas canções terão ficado por escrever? Imagine!

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