Lisboa antiga (64)


Pedro Correia,

 

RUA DO CARMO

«Nunca, como nos últimos tempos, ela fora tão terna, tão alegre, enchendo-o de tanta felicidade… E tudo isto lhe bailava alegremente em volta do coração enquanto subia, na calmaria ardente, sob o seu guarda-sol, a Rua Nova do Carmo. Ao alto da rua, no restaurante do Mata, parou a encomendar uma empada de peixe para as seis horas. Comprou ainda um fiambre, um queijo da serra, e olhava em redor para ver o que poderia levar mais, com a alegria e a sofreguidão dum pássaro que provê o seu ninho.»

Eça de Queiroz, Alves & Cª.

Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História

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