Lisboa antiga (55)


Pedro Correia,

 

JARDIM DA ESTRELA

«Quando o calhambeque parou no Jardim da Estrela, Carlos já esperava ao portão de ferro, numa impaciência, por causa do jantar na Toca.

Enfiou logo para dentro, atropelando o maestro, bradou ao cocheiro que voasse ao Loreto.

– Então, meus senhores, temos sangue?

– Temos melhor! – exclamou o Ega no barulho das rodas, floreando o envelope.

Carlos leu a carta do Dâmaso. E foi um imenso assombro.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Fotos: blogue Teresa Marques 2009’s Blog

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