Lisboa antiga (38)


Pedro Correia,

 

RUA DOS CONDES

«O marquês insistia, plantado diante dele, de taco ao ombro como uma vara de campino, dominando-o com a sua maciça, desempenada estatura. E ameaçava-o de destinos medonhos numa voz possante habituada a ressoar nas lezírias; queria-o arruinar ao bilhar, forçá-lo a empenhar aqueles belos anéis, levá-lo a ele, ministro da Finlândia e representante de uma raça de reis fortes, a vender senhas à porta da Rua dos Condes.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com alguma história

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