Lisboa antiga (3)


Pedro Correia,

 

RUA DO ALECRIM

«Nessa tarde, às seis horas, Carlos, ao descer a Rua do Alecrim para o Hotel Central, avistou Craft dentro da loja de bric-à-brac do tio Abraão.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Balada do Mar Salgado

10 comentários em “Lisboa antiga (3)”

    1. Esta série nasceu da minha releitura atenta d’«Os Maias» e da vontade que essa leitura me deu de redescobrir uma certa Lisboa queiroseana, Leonor. De caminho vou aprendendo um pouco mais sobre a cidade – e também sobre alguns blogues que nos ensinam a conhecê-la melhor. Três em um, portanto.

  1. “A Nova Lisboa” – A propósito da n Baixa

    Ontem como hoje:

    …” O sorriso dos lojistas, no Chiado e na Rua do Ouro, é um pouco mais hesitante e amarelecido. Tal sorriso, se bem interpreto, quer pouco mais ou menos dizer: – O meu belo sortido aí está! As minhas letras de câmbio estão lá dentro em caixa: Que me comprem o sortido e não protestem as letras, eis o meu entusiàstico voto como patriota e como republicano.
    Festas, muitas festas, é — a meu ver do que o País precisa para fazer andar o comércio.Acendam as luninárias e toque a a música!

    Ramalho Ortigão 1913 ( Farpas)

    1. Julgo que este saboroso trecho pertence às ‘Últimas Farpas’, livro-testamento de Ramalho, publicado já após a proclamação da república e que reflecte muito do desencanto do escritor com o novo regime. Li-o há muitos anos. Infelizmente não tenho agora esse exemplar na minha casa de Lisboa.
      Obrigado por nos ter trazido esse vislumbre da cidade de há cem anos, saído da pena de um dos nossos melhores prosadores dessa época.

      1. Trata-se exactamente das ” Últimas Farpas” 1911-1914– Edição Clássica Editora.

        Este trecho faz parte o artigo “Lisboa”, escrito depois de 3 anos de ausência do autor .

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