Referenciados pelo inseparável amigo, Ramalho Ortigão:
…” O jornalista nunca se concentra, nunca se recolhe com o seu problema para o meditar para o estudar , para o resolver. Nunca procura a verdade. Procura apenas a solução achada pelo público, pelo público dele, pelo seu partido político….” …”Portanto, trabalha na rua, debaixo da arcada do Terreiro do Paço, nos corredores ou nas tribunas de S.Bento”…
Pouco mudou, em vários hábitos e no essencial das mentalidades, de então para cá. O Terreiro do Paço é que foi mudando alguma coisa, como se pode ver nesta imagem contemporânea do Eça e do Ramalho: árvores, hoje, nem rasto…
Por acaso acho que fica melhor sem árvores. Pelo facto de ser uma praça que celebra as ideias do Iluminismo, a lógica e a razão, não me parece adequado enchê-la de arvoredo, jardins, sombras e cantos escuros, que conferem um ar mais próprio do Romantismo. Além disso, a praça foi desenhada para a sua totalidade arquitectónica ser visível de qualquer ponto – o que seria impossível com arvoredo.
Não estou a dizer com isto que Lisboa não precisa de mais jardins – é óbvio que precisa. Apenas não naquele sítio.
Não direi que precisasse de tantas árvores. Mas assim, sem nenhuma, também não. Lisboa é, aliás, a capital europeia menos arborizada – com a possível (e nada honrosa) excepção de Atenas). Agora sem carros fica melhor, sem dúvida de qualquer espécie.
Em qualquer estação do ano, mas sobretudo no Verão, algumas árvores fazem ali falta. Curiosamente, em Lisboa deitar árvores abaixo rende votos e dá popularidade. Ainda não consegui perceber porquê.
O Terreiro do Paço e S.Bento…
Referenciados pelo inseparável amigo, Ramalho Ortigão:
…” O jornalista nunca se concentra, nunca se recolhe com o seu problema para o meditar para o estudar
, para o resolver. Nunca procura a verdade. Procura apenas a solução achada pelo público, pelo público dele, pelo seu partido político….”
…”Portanto, trabalha na rua, debaixo da arcada do Terreiro do Paço, nos corredores ou nas tribunas de S.Bento”…
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Pouco mudou, em vários hábitos e no essencial das mentalidades, de então para cá. O Terreiro do Paço é que foi mudando alguma coisa, como se pode ver nesta imagem contemporânea do Eça e do Ramalho: árvores, hoje, nem rasto…
Por acaso acho que fica melhor sem árvores. Pelo facto de ser uma praça que celebra as ideias do Iluminismo, a lógica e a razão, não me parece adequado enchê-la de arvoredo, jardins, sombras e cantos escuros, que conferem um ar mais próprio do Romantismo. Além disso, a praça foi desenhada para a sua totalidade arquitectónica ser visível de qualquer ponto – o que seria impossível com arvoredo.
Não estou a dizer com isto que Lisboa não precisa de mais jardins – é óbvio que precisa. Apenas não naquele sítio.
Não direi que precisasse de tantas árvores. Mas assim, sem nenhuma, também não. Lisboa é, aliás, a capital europeia menos arborizada – com a possível (e nada honrosa) excepção de Atenas). Agora sem carros fica melhor, sem dúvida de qualquer espécie.
Aqui percebe-se bem de onde lhe vem o nome de “terreiro”. Pena é terem desaparecido as árvores.
Em qualquer estação do ano, mas sobretudo no Verão, algumas árvores fazem ali falta. Curiosamente, em Lisboa deitar árvores abaixo rende votos e dá popularidade. Ainda não consegui perceber porquê.
Nem eu. Acho que as árvores fazem sempre falta numa cidade. E quantas mais, melhor.
Eu ainda tenho saudades das laranjeiras que o actual executivo camarário mandou arrancar da Praça de Alvalade para se ver melhor as placas de betão.