A irlandesa Lisa Hannigan foi uma das duas descobertas que fiz através do filme Ondine, de Neil Jordan (sendo a outra, evidentemente, a polaca Alicja Bachleda). Isto não deixa de ser estranho, considerando que Lisa participou no álbum O, de Damien Rice, a que há uns anos dediquei muitas horas de atenção. Sou mais uma vez forçado a reconhecer que a minha capacidade de retenção de informações importantes já teve melhores dias mas, enfim, antes tarde do que nunca. Dois vídeos: o melhor livro pop-up de sempre (do álbum Sea Sew, de 2009) e como levar ao extremo a tendência para o colour blocking (do novo álbum, Passenger, com lançamento previsto para o mês que vem).
Lisa Hannigan ou como as minhas distracções estão cada vez mais difíceis de perdoar
escafandro,

Vá lá…uma coisa que se consegue ouvir.
Diabos, lucklucky, não sei se lhe agradeça o elogio, se a condescendência…
Desculpe a condescendência não era para si mas para a música que se faz hoje. Ou talvez já tenha sido quase tudo inventado tal como na pintura…
Tudo bem. E a originalidade é um problema em todas as áreas criativas. Mas há gente a atentar fazer coisas novas e interessantes (na música pop/rock, um exemplo relativamente mainstream são os Animal Collective). Só que parecem esquisitas (e, por conseguinte, sem valor) a muita gente. Talvez apenas daqui a dez ou vinte anos consigamos saber se representaram algo de verdadeiramente importante.