Linha directa


Sérgio de Almeida Correia,

Vicki_Michelle_2979705b.jpgAo ler esta notícia do Sol um tipo fica com a convicção de que os responsáveis pela investigação têm uma linha directa com o jornal. E confirma-se que as saídas do aeroporto estavam “bloqueadas” pelos jornalistas. Para evitar estas situações desconfortáveis, tanto para o convidado como para os convivas que o aguardam, o melhor seria o MP criar um cartão VIP para a malta do Sol, da SIC e do Correio da Manhã. Ou então terão de começar a mandar menos convites para estas recepções.

6 comentários em “Linha directa”

  1. Os responsáveis pela investigação não, os infames responsáveis por esta bandalheira.

    E quem tem a culpa é Pinto Monteiro, que almoçou com o actual arguido e não o avisou de nada. Só falaram de livros, viagens e lulas.

  2. Que o segredo de justiça é violado frequentemente, não há dúvida; que o segredo e a sua violação, aproveitam umas vezes aos criminosos outras às polícias, entende-se; que as violações do segredo de justiça umas vezes são aplaudidos por uns e condenados por outras e vice-versa, é frequente; que há quem defenda que não deveria haver segredo de justiça, e com bons argumentos, toda a gente sabe.
    E, parecendo beneficiar de um dessas fugas de informação, há quem explique a fuga de informação no aeroporto da forma a seguir transcrita. Aviso: vai tal como a recebi, ou seja, sem garantia nenhuma.

    “O Segredo de Justiça no Aeroporto…

    O ex-Inspector da PJ, Carlos Anjos, explicou ontem de forma muito clara, porque não houve qualquer violação do segredo de Justiça aquando da detenção de José Sócrates no Aeroporto.
    José Sócrates teve um primeiro voo da TAP marcado para Lisboa para o qual chegou a fazer check-in. Quando o avião chegou a Lisboa a PJ estava sua à espera na manga… mas Sócrates à ultima da hora (provavelmente informado) não embarcou!
    Naturalmente a PJ, identificando-se, pergunta na TAP pelo Passageiro (só a pedido da PJ essa informação pode ser fornecida). Os serviços da TAP têm mesmo que informar e confirmar que o passageiro, de facto, tinha feito check-in na origem, mas à ultima hora não embarcou. É evidente que, no ‘boca a boca’, e de imediato, se começou a espalhar entre os funcionários do aeroporto que a PJ estava à espera de Sócrates. Inevitável!
    Seguiu-se depois a informação que, afinal, Sócrates iria chegar noutro voo, este da Air France. A PJ continuou em espera no aeroporto. Chegou o voo da Air France, a PJ de novo na manga em espera, e Sócrates, mais uma vez, não apareceu. A mesma pergunta nos serviços competentes da TAP, perante identificação, e claro a mesma resposta: o passageiro José Pinto de Sousa teria feito de novo check-in em Paris, nesse voo da Air France, e mais uma vez não embarcou.
    Finalmente, Sócrates acabou por chegar num terceiro voo, da TAP, e aí sim foi detido na manga e foi-lhe retirado de imediato o telemóvel para cortar todas as possibilidades de contactos. É evidente que, nessa altura, e nas horas que intermediaram entre o primeiro voo e a sua chegada, todo o aeroporto ficou a saber que a PJ estava à espera de Sócrates. A partir daí até chegarem as TVs foram poucos minutos! É jornalismo! Simples!”

    1. Por um lado tinham tanto medo que ele fugisse que o foram esperar ao avião. Por outro lado estavam, tão certos que ele vinha que avisaram os jornalistas.
      Não faz sentido. Se se quer apanhar alguém de surpresa para não fugir não se avisam os jornais (ó sor jornalista! tou aqui à espera do Socas mas ele ainda não veio). Se se tem a certeza que um indivíduo vem, mesmo sabendo que estão à espera dele, então não é necessário esperá-lo na manga do avião.

      1. Jo, tu não sabes ler e depois escreves coisas sem sentido. Se não acreditas, pergunta a um verdadeiro amigo, se o tens.

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