Língua


Ana Vidal,

 

Se algum dia o (des)acordo ortográfico for capaz de transformar o Tony Carreira em Caetano Veloso, pode contar comigo. Até lá, sou contra.

 

Gosto de sentir a minha língua roçar

A língua de Luís de Camões

Gosto de ser e de estar

E quero me dedicar

A criar confusões de prosódia

E uma profusão de paródias

Que encurtem dores

E furtem cores como camaleões

Gosto do Pessoa na pessoa

da rosa no Rosa

E sei que a poesia está para a prosa

Assim como o amor está para a amizade

E quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixa os portugais morrerem à míngua

“Minha pátria é minha língua”

Fala, Mangueira!

Flor do Lácio, Sambódromo

Lusamérica, latim em pó

O que quer

O que pode

Esta língua?

2 comentários em “Língua”

  1. Lembro-me de uma aldeia perdida na beira,
    a terra que me viu nascer
    Lembro-me de um menino que andava sozinho,
    sonhava vir um dia a ser
    Sonhava ser cantor de cantigas de amor
    Com a força de Deus venceu
    Dessa pequena aldeia o menino era eu

    (Refrão)
    E hoje a cantar
    Em cada canção trago esse lugar no meu coração
    Criança que fui e homem que sou, e nada mudou
    E hoje a cantar não posso esquecer
    aquele lugar que me viu nascer
    Tão bom recordar aquele cantinho
    e os sonhos de menino

    Tenho a vida que eu quis
    Nem sempre feliz mas é a vida que eu escolhi
    Infeliz no amor, mas no fundo cantor
    A vida deu-me o que eu pedi
    Se eu pudesse a voltar de novo a sonhar,
    faria o mesmo podem crer
    E aquele menino eu voltaria a ser

    Caramba, Ana, assim de repente parece-me que nem é preciso fazer correcções ortográficas…

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