Esta merda de andarmos a dar o cu a Angola e Moçambique abriu as portas a mais desrespeito, desta feita vinda de Timor. Os nossos governantes ou respeitam a hombridade dos governados, custe o que custar, ou qualquer dia temos esta gentinha a dizer o que devemos fazer.
Se existisse menos promiscuidade nos negócios, em nome de um falso interesse nacional, estes gajos, de um e de outro quadrante, piavam fino. Portugal transformou-se num entreposto para salvaguarda de fortunas feitas não se sabe como; e ou isto muda ou em pouco tempo iremos assistir a um rolar de cabeças.
É verdade que a famiglia que tomou conta disto há já umas décadas, dividida em dois ramos que nos vão pastoreando à vez para a melhor satisfação dos seus interesses fez, muito naturalmente, as suas fortunas, e muito naturalmente as fez não se sabe muito bem como, sendo que tal passou também por entregar isto, paulatinamente, a essa gentinha e à de outras paragens.
Essa gentinha, na verdade, já nos diz o que devemos fazer, crescente, pacata e incontestadamente. E provavelmente com bem mais sérias consequências, a seu tempo, para nós, do que essa outra gente – troika, FMI, chanceler Merkel e afins – que se tornou passatempo nacional insultar.
Mas fizeram os nossos governantes algo tão diferente do que faria a grande parte de nós, podendo? Arranjar qualificações académicas com tão pouco estudo quanto possível, comprar vistoso imobiliário de forma menos clara, fugir ao fisco, favorecer amigos e família, sem sequer particular discrição, enriquecer muito em pouco tempo, comprar favores e apoios, não está isso ínsito nos valores de um povo cuja grande marca distintiva é a sublime arte do desenrascanço, a arte de safar o seu e os outros que se amanhem?
Certo, já não podemos mais com os que estão agora no poleiro. E admissivelmente vamos lá pôr os outros da próxima vez que nos fizerem o favor de consultar o alegado soberano. Mas foi por não poder mais com os outros que lá pusemos os que agora lá estão e será por não poder com os que agora lá estão que, admissivelmente, devolveremos o poder aos outros. Entrega-se-lhes o poder não por se acreditar, mas por se estar farto. Por se achar que uns já roubaram o suficiente (por agora, naturalmente) e no fundo sem ilusões – a não ser as efémeras, do desespero, ou as perenes do fanatismo – quanto ao que farão os que para lá vão.
E assim, aqueles a quem amanhã admissivelmente o entregaremos são os mesmos de quem estávamos fartos há uns anos. Que – deu já para perceber – não mudarão uma linha da sua ruinosa (para nós) fórmula governativa. Fórmula sobre a qual lançámos anátema há uns anos e pela qual, agora, em aflição parecemos ansiar.
E lá se governarão de novo, à nossa custa. Terá, pendularmente , tranquilamente, previsivelmente, chegado de novo a sua vez.
A moralidade não é suficiente só em matéria política. Ela também é necessária nos negócios.
Mudando agora de assunto. Um dia partilharei aqui um conto por mim imaginado sobre um país imaginário de um continente imaginário em que eu fosse um déspota e corrupto governante. E contarei também neste meu conto imaginário o que eu seria capaz de imaginar para que a massa a que eu deitasse a mão enquanto governante nesse imaginário país e continente ficasse segura e longe de olhares e mãos indiscretas quer no meu país imaginário quer nos países também imaginários onde decidisse salvaguardá-la. Gosto muito de imaginar situações para ocupar este tempo tão chato onde as sociedades se movimentam sempre para as imaginações julgadas ultrapassadas.
A este conto imaginário talvez lhe dê o título de “as offshores do presente”. E neste conto, só para aguçar o apetite, descreverei que as offshores são países inteiros e não “ilhas” num qualquer país ou paredes sem ninguém numa ilha.
Julgo que sou bom em ficção económico-financeira. Peço-lhe que me perdoe esta imodéstia.
A prudência razoável aconselha-me a pesquisar melhor essa mal contada estoria da corrupção em Timor. Iremos de certeza após investigação séria encontrar outros ângulos da verdade(como sempre acontece) e aposto que não vai demorar muito. A verdade sobre o Citius também vai aparecer, esperemos que séria.
Será que era um líder respeitado, ou seria mais um que não era nada e como nada que era, fez o que podia, para um dia, ser o que hoje é? Ninguém que lute por causas tão nobres, deixa de ser nobre de sentimentos, para ser mais um corrupto, sem escrúpulos e sem vergonha, capaz de tudo para manter a corrupção. É mais um sem vergonha……..
Esta merda de andarmos a dar o cu a Angola e Moçambique abriu as portas a mais desrespeito, desta feita vinda de Timor.
Os nossos governantes ou respeitam a hombridade dos governados, custe o que custar, ou qualquer dia temos esta gentinha a dizer o que devemos fazer.
Se existisse menos promiscuidade nos negócios, em nome de um falso interesse nacional, estes gajos, de um e de outro quadrante, piavam fino.
Portugal transformou-se num entreposto para salvaguarda de fortunas feitas não se sabe como; e ou isto muda ou em pouco tempo iremos assistir a um rolar de cabeças.
É verdade que a famiglia que tomou conta disto há já umas décadas, dividida em dois ramos que nos vão pastoreando à vez para a melhor satisfação dos seus interesses fez, muito naturalmente, as suas fortunas, e muito naturalmente as fez não se sabe muito bem como, sendo que tal passou também por entregar isto, paulatinamente, a essa gentinha e à de outras paragens.
Essa gentinha, na verdade, já nos diz o que devemos fazer, crescente, pacata e incontestadamente. E provavelmente com bem mais sérias consequências, a seu tempo, para nós, do que essa outra gente – troika, FMI, chanceler Merkel e afins – que se tornou passatempo nacional insultar.
Mas fizeram os nossos governantes algo tão diferente do que faria a grande parte de nós, podendo? Arranjar qualificações académicas com tão pouco estudo quanto possível, comprar vistoso imobiliário de forma menos clara, fugir ao fisco, favorecer amigos e família, sem sequer particular discrição, enriquecer muito em pouco tempo, comprar favores e apoios, não está isso ínsito nos valores de um povo cuja grande marca distintiva é a sublime arte do desenrascanço, a arte de safar o seu e os outros que se amanhem?
Certo, já não podemos mais com os que estão agora no poleiro. E admissivelmente vamos lá pôr os outros da próxima vez que nos fizerem o favor de consultar o alegado soberano. Mas foi por não poder mais com os outros que lá pusemos os que agora lá estão e será por não poder com os que agora lá estão que, admissivelmente, devolveremos o poder aos outros. Entrega-se-lhes o poder não por se acreditar, mas por se estar farto. Por se achar que uns já roubaram o suficiente (por agora, naturalmente) e no fundo sem ilusões – a não ser as efémeras, do desespero, ou as perenes do fanatismo – quanto ao que farão os que para lá vão.
E assim, aqueles a quem amanhã admissivelmente o entregaremos são os mesmos de quem estávamos fartos há uns anos. Que – deu já para perceber – não mudarão uma linha da sua ruinosa (para nós) fórmula governativa. Fórmula sobre a qual lançámos anátema há uns anos e pela qual, agora, em aflição parecemos ansiar.
E lá se governarão de novo, à nossa custa. Terá, pendularmente , tranquilamente, previsivelmente, chegado de novo a sua vez.
É assim que somos.
Costa
Meu caro Costa,
A moralidade não é suficiente só em matéria política. Ela também é necessária nos negócios.
Mudando agora de assunto.
Um dia partilharei aqui um conto por mim imaginado sobre um país imaginário de um continente imaginário em que eu fosse um déspota e corrupto governante. E contarei também neste meu conto imaginário o que eu seria capaz de imaginar para que a massa a que eu deitasse a mão enquanto governante nesse imaginário país e continente ficasse segura e longe de olhares e mãos indiscretas quer no meu país imaginário quer nos países também imaginários onde decidisse salvaguardá-la.
Gosto muito de imaginar situações para ocupar este tempo tão chato onde as sociedades se movimentam sempre para as imaginações julgadas ultrapassadas.
A este conto imaginário talvez lhe dê o título de “as offshores do presente”. E neste conto, só para aguçar o apetite, descreverei que as offshores são países inteiros e não “ilhas” num qualquer país ou paredes sem ninguém numa ilha.
Julgo que sou bom em ficção económico-financeira. Peço-lhe que me perdoe esta imodéstia.
Líder?
Respeitado?
É urgente actualizar conceitos.
Em tempos terá sido, creio eu, por força da resistência à ocupação e luta pela independência, mas provavelmente estarei equivocado na leitura que fiz.
A prudência razoável aconselha-me a pesquisar melhor essa mal contada estoria da corrupção em Timor. Iremos de certeza após investigação séria encontrar outros ângulos da verdade(como sempre acontece) e aposto que não vai demorar muito. A verdade sobre o Citius também vai aparecer, esperemos que séria.
Será que era um líder respeitado, ou seria mais um que não era nada e como nada que era, fez o que podia, para um dia, ser o que hoje é? Ninguém que lute por causas tão nobres, deixa de ser nobre de sentimentos, para ser mais um corrupto, sem escrúpulos e sem vergonha, capaz de tudo para manter a corrupção. É mais um sem vergonha……..