Lição de futebolês em dia de Portugal-Israel


Pedro Correia,

 

É um quatro-dois-três-um mas muitas vezes é mais um quatro-cinco-um de uma equipa que não se desorganiza nem se desposiciona muito e que sai bem na transição sobretudo nas bolas a passar em momentos de definição dessa transição ofensiva com alguma criatividade e alguma atenção à bola parada e ao jogo aéreo muito forte com os laterais a centrar nessa circunstância pois quando pressionada em bloco meio alto a equipa vai jogar tendencialmente em bloco baixo sobretudo quando os alas não são jogadores de largura e têm dificuldade nas acções de construção e a contratransição é vital porque quando se perde a bola em zona ofensiva se o pressing foi imediato pode ser recuperada instantaneamente e a contratransição numa equipa que a faça bem e que tenha qualidade de finalização muitas vezes é fatal e este é um jogo em que interessa revelar capacidade de pressionar alto e de recuperar alto e de meter grandes intensidades sobretudo na primeira parte sem deixar o adversário trocar a bola naqueles dois metros de construção da zona defensiva nem jogar no risco pois quando se recupera mais atrás eles encontram-se lá todos.

 

Fui suficientemente claro ou preferem que faça um desenho?

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30 comentários em “Lição de futebolês em dia de Portugal-Israel”

      1. se calhar foi no fim do jogo em que ele se borrou em campo…

        Ps. Lineker, grande jogador, um jogador que me fez criar uma paixão pelo Totenham.

  1. pode traduzir se faz favor? ando hà uma semana a tentar descodificar o choque de espectativas e agora levo com o choque da bola? é demais

    1. As palavras estão na razão directa das contingências tecnico-tácticas que decorrem por sua vez da esquadria do terreno onde a partida se desenrola e no denodo dos jogadores em demanda do esférico em razão do qual torna-se clarividente equacionar uma alteração substancial do modelo que temos vindo a perfilhar não só tendo como desiderato a obtenção da verdade desportiva mas também da promoção do gel capilar vulgo brilhantina como activador das ideias mais brilhantes.

  2. Boa, mas só aumentando os níveis (quantos serão nunca saberemos!) de confiança do plantel (palavra delociosa) é que poderemos ganhar, como é evidente!

    1. Convém aferir a mobilidade do esférico na dimensão tecnico-táctica condizente com a verdade desportiva em razão da qual a seca irá prolongar-se se entretanto não chover.

    1. A pressão alta conjugada com a baixa densidade dos terrenos recuados em função do esqueleto táctico e mormente todos os condicionalismos subjacentes à limpeza do balneário efectuada em função da qual perder é pior que ganhar e a bola é redondinha e maior que um berlinde embora menor do que a esfera terrestre e todos os filhos da ota são otários e todos os filhos da nata são natários. Penso eu de que.

  3. Esqueceu-se da “materialização ideológica dos princípios do bloco baixo na transição ofensiva quando em 4X4X2”. Ouvi isto da boca do Luís Freitas Lobo há 2 semanas, e fiquei a pensar se a minha televisão não estava a ter um avc…

    1. Também ouvi. Achei linear, até demasiado redutor. Nesse jogo as contingências de ordem tecnico-táctica tiveram reflexos na dimensão ofensiva do onze titular forçando o esqueleto organizacional a decompor-se em movimentações erráticas prejudicando a verdade desportiva em razão da qual o desfecho do resultado acabou por se tornar incerto o que muito afectou a minha capacidade de ajuizar os lances e em descortinar o desiderato almejado pelos técnicos de ambas as equipas e passem-me aí um copo cheio de água porque já tenho a garganta mais seca do que o deserto da Namíbia de tanto estar neste quiquiriqui.

    1. Do meu ponto de vista, a intangibilidade do esférico decorre das sinuosidade tecnico-tácticas adjacentes à linearidade do relvado e a verdade desportiva depende em alto grau e larga medida da disponibilidade de todos os agentes envolvidos na condução do processo dentro das quatro linhas de jogo mas principalmente nas estruturas que enquadram este fenómeno capaz de mobilizar a massa adepta e também os milhões que se acumulam sobre as mesas directivas em razão do qual eu não me calarei e sempre relatarei aqui tudo quanto sei e julgo saber ou talvez nem saiba nada por aí além mas mesmo assim contem com a minha voz que ressoará qual trombeta contra a investida castelhana nos plainos de Aljubarrota naquele ano em que a Ala dos Namorados conquistou a Taça Ibérica.

  4. Notável. Conseguiu antecipar a visão do jogo sem se negar a comentar todas e qualquer jogada. E melhor ainda, sem ter que recorrer a estafados lugares comuns como; nós sabemos, como disse antes, bolas paradas, erro defensivo, não sabemos concretizar, o adversário não facilitou a nossa estratégia ou o 1º quarto de hora pode ser fatal se não houver compensação de neutralizações no final. Sem doer a orelha de tanta coçadela.

    1. O vector subjacente às coordenadas tecnico-tácticas bacteriologicamente puras é desenvolvido em razão dos silogismos analógicos no miolo do terreno enquanto o losango recuado anquilosa a filosofia ofensiva determinante para rubricar resultados consonantes com a verdade desportiva em função da concentração de talentos no balneário onde o duche ainda corre apesar da seca que tem feito recuar o pasto para o gado e qualquer dia faz desaparecer o próprio relvado dos estádios. Será assim se não for ao contrário.

    1. A filosofia da cabina em razão do esqueleto técnico-táctico condizente com a substância analítica paradigmática intrínseca à diferenciação caracteriológica do onze atacante. Penso eu de que.

  5. Ainda assim, eu teria introduzido uma “leitura do jogo” e, já agora, “tirado algumas ilações”.

    Parece-me que costuma acontecer. Mas eu não percebo de bola…

    Costa

    1. Não precisa perceber. É muito fácil. Os gizadores do esqueleto táctico das equipas vencedoras no quadrilátero onde se desenrolam as jogadas ofensivas protagonizadas por jogadores com perfil vertical nas suas constantes deambulações à flor da relva em razão da qual é possível aferir se existe vocação atacante por parte do onze titular e já me perdi no raciocínio mas também não importa porque o verdadeiramente decisivo é respeitar a todo o momento a verdade desportiva e essa verdade é aquela que eu concebo e vejo com os meus próprios olhos que a terra há-de comer e com os óculos que não têm graduação mas dão muito jeito para ajudarem a oscular a minha imagem na pantalha.

    1. A filosofia de balneário explanada na prelecção do mister não alcançou o desiderato almejado em razão do qual o quadrilátero defensivo recuou e os laterais verticalizaram o seu jogo assumindo-se como pivôs do esqueleto estratégico do onze em benefício da verdade desportiva e tirem-me aí uma imperial geladinha porque escrever tanto faz sede e já agora não se arranja também por aí um pires com tremocinhos?

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