Uma boa leitura de Domingo: esta interessante entrevista da Ler a Eduardo Lourenço, um dos mais respeitados pensadores e ensaistas portugueses da actualidade. O tema é o livro, a leitura de ontem, de hoje e de amanhã. Uma das suas frases sobre livros: "Uma biblioteca é uma floresta viva da memória humana".
Tive com ele um encontro há poucos dias, neste mesmo gabinete da Gulbenkian, onde confirmei pessoalmente a sensação que nos atravessa ao ler esta entrevista: há em Eduardo Lourenço, além das óbvias lucidez e erudição, uma afabilidade doce e uma espantosa humildade, aliadas a um sentido de humor e de divertimento muito próprio. É um conversador nato, que cultiva o prazer da troca de ideias e nunca fala "de cátedra". Um homem superior, de quem guardei uma impressão forte.

Sem dúvida, um homem superior. E talvez o maior ensaísta vivo português.
Provavelmente. E é de uma simplicidade arrasadora.
Usando a expressão do Pedro, aos “homens superiores” até posso perdoar a arrogância, mas é perante estes, que têm tudo para se sentirem acima do comum dos mortais e ainda assim não cedem à tentação de empinar o queixo, que eu me curvo respeitosamente.
Também eu, Teresa, porque são muito raros. Neste homem notável não há sequer vestígios de superioridade ou vedetismo, é simplesmente encantador.
Ana, acho francamente que as pessoas verdadeiramente superiores não têm tiques de superioridade nem de vedetismo.
Se falamos das que são “verdadeiramente superiores”, ou seja, superiores em todos os sentidos, acho que tem razão, Maria. Mas essas são raras, como digo. 🙂
Pois são Ana. Raríssimas. Também por isso são tão preciosas.
:))