Ler (3)


Pedro Correia,

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Durante anos, ajudei a formar vários jovens jornalistas que conheci como estagiários nas redacções onde trabalhei. A primeira recomendação que lhes dava era tão elementar quanto indispensável: “Leiam sempre, leiam muito. Nada ajuda tanto a escrever como a leitura.”

A seguir, dizia-lhes que escrevessem com simplicidade. Não podemos transmitir informação clara e rigorosa com frases confusas. Recomendava que evitassem as orações subordinadas. A cada ideia deve corresponder uma frase. Em regra, um ponto final substitui com vantagem uma vírgula.

Rever a prosa é fundamental. Enquanto revemos, vamos limpando o texto. Eliminando adjectivos que afogam substantivos. Suprimindo pleonasmos e cacofonias. Preferindo a voz activa à voz passiva. Riscando redundantes sinais gráficos como pontos de exclamação ou reticências, autêntica poluição gráfica.

Lembrava aquela regra de Churchill, que foi jornalista credenciado, repórter de guerra, historiador e vencedor do Nobel da Literatura: «Das palavras, as mais curtas. Das mais curtas, as mais conhecidas.»

 

Em fase posterior, pedia-lhes máxima precaução contra o abuso de verbos auxiliares, como ser e ter: quando eles proliferam, parece que as frases gaguejam.

Dizia-lhes para eliminarem artigos definidos ou indefinidos desnecessários.

Sugeria-lhes travão a fundo nos adjectivos abstractos e nessa praga que são os advérbios de modo.

Parágrafos curtos sempre preferíveis aos parágrafos intermináveis. Alerta total contra a multiplicação dos pronomes relativos. Norma básica: nunca escrever que mais de uma vez por frase.

 

Verifiquei com espanto que muitos jornalistas veteranos eram incapazes de respeitar estes princípios. Semeavam os textos de vírgulas, subordinadas, parêntesis e travessões. Recorriam a uma sintaxe muito própria, procurando “fazer estilo”, pecado mortal em jornalismo. Assim influenciavam da pior maneira quem dava os primeiros passos na profissão.

A falta desses rudimentos ao nível da escrita nota-se em grau crescente. Até em textos destinados à promoção de livros. Textos que, em vez de atraírem, afugentam os leitores. Ainda agora tropecei num. Vem impresso na contracapa de um romance recém-editado. É o que surge ali em cima, demonstração prática de tudo quanto não deve ser passado a escrito. 

Longuíssima frase com 96 palavras. Espécie de sopa da pedra em versão literária. Às tantas, até quem escreve já se perdeu com tanta ideia lá metida. Sete conjunções copulativas, que servem apenas para ligar orações. Quando sentimos necessidade de polvilhar um texto com pronomes, advérbios e conjunções, todos os sinais de alarme devem acender-se.

Estamos a comunicar de forma deficiente. Estamos a falhar na escrita.

 

Mas cada vez mais reparo em coisas destas. Interrogo-me se em empresas que fazem da expressão escrita no nosso idioma elemento essencial da sua actividade não haverá ninguém capaz de redigir sem falhas elementares. Se não haverá ninguém habilitado a alterar o que está mal, corrigindo. 

Que leitores qualificados podemos formar com matéria-prima tão deficiente?

78 comentários em “Ler (3)”

  1. 1 – O “erro” não será a porta da liberdade para o “novo”?
    2 – Não será um grito de revolta perante o cárcere do “antigo” (ou do “status”)?
    3 – O hinduísmo, na sua leitura da Existência, não tem três deuses: um para a conservação-reconstrução (Vishnu), outro para a destruição (Shiva), e outro para a re-criação (Brahma).

    1. Eu leio este ente (deve ser minha faceta masoquista) e lembro-me mais e mais daquela máxima segundo a qual: guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força. Estava bem, ele, na Oceania.

      1. E, não é?
        Para quem vence não é paz, aquilo que a guerra lhe oferece?
        Para quem é Senhor, a liberdade não foi ter escravos ao seu serviço?
        Para quem não está convencido de que encontrou a Verdade absoluta, a ignorância não é aquilo que lhe ilumina o caminho?

        1. Já por cá pontificava o Lavoura/Balio, espécie de director espiritual há uns bons anos já, junta-se-lhe agora o ente SAP3i. A falange relativista absoluta (deliberada contradição) vai ganhando força – omnipresença, comentário sôfrego e verdade taxativa sobre tudo e o seu contrário – por aqui.
          Há-de ser a liberdade de expressão, isto (coisa que Lavoura/Balio e o ente SAP3i, podendo…)

          1. 1 – “É Verdade, porque é útil?“ … “Se encontrares a Verdade, toca o sino” … “A Verdade soa a falso” … “O que é um facto?” … “Podemos duvidar de tudo?” …
            2 – Em 2008, Thomas Lepeltier, era com as imagens destas interrogações que ilustrava o seu artigo, intititulado: “Porque temos necessidade da Verdade?”.
            3 – E no primeiro parágrafo, escreveu: “E se a Verdade for um conceito supérfluo e falsamente profundo? O certo, é que essa palavra faz parte do nosso vocabulário, e é muito difícil de definir. Quando o tentamos, acabamos inevitavelmente por cair num truísmo ou num impasse” (in “Les Grandes Questions de la Philosophie”, Sciences Humaines, vol. 10, mars-avril-mai 2008, p. 56).
            4 – Eles dizem isto, e eu é que sou aqui acusado?

          2. É coisa antiga, essa. Faz parte dos fundamentos da civilização: “Quid es veritas?”
            É curioso que a invoque um ente aqui sempre tão certo da sua verdade. Verdade que “demonstra” com tão torrencial, sempre torrencial, jorro de citações, autores, obras. Despejados para procurar afogar pela abundância, na falta de substância. Ou de verdade, enfim.
            Literatice frenética. Incontida.
            Disso o acuso.

          3. E que culpa tenho de haver muitas citações? Não fui eu que decidi a existência desses autores.
            Logo, essa torrente não será a cruz que todos somos obrigados a transportar, através do chão da Terra, neste calvário de apenas termos a linguagem para nos expressarmos civilizacionalmente?

          4. Ah! Não nega que, podendo, poria fim à liberdade de expressão. Nada mais do que a explícita confirmação daquilo há muito evidente. E, sendo certo que nisso não tem exclusivo, da consagrada tese do Partido; esse, o tal que usando a maiúscula no “P” fica absolutamente identificado: usar os meios da democracia dita burguesa para acabar com ela.
            Mas fico – ainda mais – esclarecido.

          5. 1 – Para que é necessária a “liberdade de expressão”, se ainda ninguém sabe qual é a Verdade e a Certeza absoluta?
            2 – Quem se “expressa” antes de se alcançar isso, não é sempre um tolo mentiroso?
            3 – Quem define “regras”, sabendo dessa imperfeição e incompletude, não é um oportunista?
            4 – L.Wittgenstein, exactamente por causa disso, e perante essa evidência lógica, não nos condenou ao “silêncio”?

          6. Bom, então, seguindo esse seu “raciocínio”, Putin será uma besta demoníaca e você, seu devoto seguidor, também
            Bem me parecia.

          7. Mas quantos “devotos seguidores” do zelensky&azov&EUA há?
            Não são ambos devotos e seguidores?
            Calhar-lhes-á um lugar diferente no inferno da alma?
            Não serão ambos acusados de “matar”, pelos Mandamentos?

          8. Ninguém matou tantos russos em tão pouco tempo, neste século XXI, como a dupla Putin-Lavrov.
            Mais de 15 mil militares russos, de soldados a generais, morreram na Ucrânia desde 24 de Fevereiro. Número superior a dos que foram abatidos durante nove anos de ocupação soviética do Afeganistão.
            No seu longo cadastro, Putin e Lavrov têm também isto: mais de 15 mil cadáveres dos seus próprios compatriotas.

          9. Mas isso não é o que diz a propaganda dos devotos de «zelensky&azov&Nato»?
            Seja como for, não é bom?
            Não é a “seleção natural” a funcionar? Limpa-se a população dos fracos e incapazes, e renova-se a força.
            Aqui no “Ocidente” quantos é que iam para a guerra, se cá houvesse uma, e abdicavam das boîtes nocturnas, das drogas, da vida-boa, e dos smartphones?
            Desconfio que havia logo manifestações na rua contra a tropa e contra as armas, e ninguém lá punha os pés.

          10. “zelensky&azov&EUA”, esta definição, um seu verdadeiro mantra, que você consegue escrever, forçar, a pretexto de tudo e mais alguma coisa, diz tudo de si. Ódio visceral, dogmático, absoluto, quanto a uns e, do que já aqui escreveu, adoração absoluta, submissão acrítica, incondicional, beata, de zelota embrutecido, para com outros. Para com outro, na verdade, para si um – O – herói.
            Os últimos cem dias revelam de forma magnífica esse “heroísmo”. Abjecto. E dizem muito de si.

          11. Se as palavras matassem, este comentador já teria fuzilado milhares de pessoas. Todos quantos não pensam como ele.
            São palavras de um colaboracionista. Cúmplice moral do mais abjecto e sinistro dirigente destes dias de carnificina na Ucrânia. Cúmplice moral do carniceiro do Kremlin.

          12. E os que morrem do outro lado?
            Já não é carnificina?
            É exactamente como foi durante os 8 anos em que o «regime zelensky&azov» matou mais de 14 mil ucranianos pró-rússia.

          13. Comportamento criminoso, só o da Rússia de Putin. Que repete na Ucrânia as atrocidades cometidas na Síria e na Tchetchénia, praticando política de terra queimada e usando os próprios soldados russos como carne para canhão, indiferente ao sofrimento humano.
            Putin parece sósia do coronel Kilgore, que adorava o aroma do napalm ao amanhecer.

            Equivocou-se ao enfrentar a tenaz e corajosa resistência ucraniana. Que o dobrará e derrubará de vez.

          14. O repasto roubado saiu-lhes mais caro do que imaginavam, ao julgarem que a Nato/EUA os iam defender da ladroagem à Rússia.
            1 – Pelo que se está a ver, a cada dia que passa, a “corajosa resistência ucraniana” acaba toda no cemitério.
            2 – As armas Ocidentais estão a dar cabo dos jovens ucranianos, e a dar mais território a Putin do que aquele que ele imaginou quando queria os “Acordos de Minsk”.
            3 – Os «zelenskys&azov&Nato&UE» já nem sequer entram, senão com passaporte russo, em Kherson, Zaporizhzhia, Lugansk e Donetz…
            4 – A “corajosa resistência ucraniana” é um roubo descarado, daquilo que era da Rússia. Um roubo comum a todas as cidades e infraestruras, daquilo a que a partir de 1991 (imposto pela Nato/EUA) chamam agora de “ucrânia”.
            5 – Para se constatar o roubo que os «ucranianos do regime zelensky&azov» basta tomar por exemplo a história de Zaporizhzhia.
            6 – “Zaporizhzhia” foi fundada pela Rússia em 1770. Tinha o nome de Alexandrovskaia, fazia parte da linha de defesa do Dnieper. Em 1775, a Rússia e o Império Otomano assinaram o tratado de paz de “Küçük Kaynarca”, segundo o qual as terras do sul da planície russa e da península da Crimeia se tornaram territórios governados pela Rússia. Razão pela qual perdeu o seu significado militar e se converteu numa pequena cidade rural provincial, conhecida desde 1806 pelo nome de “Alexandrovsk”.
            7 – Desde 1806 até 1920 foi sempre uma pequena cidade rural do Império Russo. Voltou a adquirir importância durante a industrialização realizada pelo governo soviético em 1920–1930. À sua volta a Rússia construiu uma das maiores hidroeléctricas da Europa dessa época, construiu a fábrica siderúgica designada “DnieproHES”, construiu a fábrica de alumínio designada “DAZ”, e contruiu uma das maiores centrais nucleares da Europa.
            8 – Ou seja, depois deste trabalhinho todo vieram os «zelensky&azov», comandados pela Nato/EUA/UE, e roubavam isto tudo.
            9 – Era esta borla que queriam papar, sem sujarem as calças. Uma verdadeira comédia à zelensky&azov! Era um maná caído do céu, sem trabalho nem suor, bastando umas atoardas nos Media, uma propaganda à medida, e umas declarações de cuspo na ONU (e uns políticos Ocidentais avençados e corrompidos).

        2. ´Para um crápula, é. Para quem considere os direitos da humanidade como os seus, dificilmente vai encontrar paz numa vitória alicerçada na desgraça dos outros.

          1. Isso mesmo. Gente muito compreensiva e altruista que também advogam o perdão para os opositores aos seus ideais, mas nunca antes de serem fuzilados ou enforcados.

  2. Concordo com o que escreveu. Tomara eu saber escrever a terça parte.
    Já passaram muitos anos, quando ao fim da tarde, no café, antes de chegada a casa, dava para ler o jornal. Eu lia o “Diário de Lisboa”, e o que se aprendia lendo o jornal todos os dias.
    Quando o meu filho frequentava do Secundário dizia-lhe para ler o jornal que sempre aprendia alguma coisa para a escrever melhor.
    Da minha parte ..é mais números, e da parte dele …foi mais arte (teve azar com os 19 v. do Taveira)..

  3. Adorei, Pedro. Concordo, serviço público. Verdadeiro tratado sobre “Regras básicas para bem escrever”. Para mim, que implico com escrita preguiçosa, desleixada, ou, pelo contrário, rendas e bordados, vai ser utilíssimo.
    Parabéns e obrigada!

  4. Contra as gramáticas e a ditadura das regras…
    1 – Em 30 de novembro de 1979, em “The Wall” (o 11.º álbum dos Pink Floyd), Roger Watters insurgia-se contra essa ditadura das regras gramaticais.
    1.1 – Contra uma Escola em que a tirania e o abuso autoritário das normas oprimiam a pessoa humana: “Hey, tacher! Leave them kids alone!”.
    2 – Em 1989, no filme “Clube dos Poetas Mortos” (baseado no livro de Tom Schulman) dirigido por Peter Weir, o professor John Keating (o actor Robin Williams) começava exactamente por rasgar o «livro das regras» (a Gramática).
    2.1 – Os prisioneiros encarcerados na ditadura das regras, perante o regresso dos algozes das ordens gramaticais, levantam-se, põem as solas imundas em cima das mesas onde lhes querem ensinar as regras, e proclamam o grito de liberdade: “Oh, capitão! Meu capitão!”… Isto é, chamando, de Mestre, ao professor que foi demitido por ter rasgado a gramática das regras que os empedernece.

    1. Se não houvesse regras, como é que as poderíamos furar?
      E, sim, isso pode ser muito criativo e um grande desafio.
      Porém,
      opor o caos às regras?
      Nem pensar. Complicado e ineficiente. Nem temos, sequer, tempo para isso. Eu não tenho.

      1. 1 – “Ineficientes”? Só se for para quem delas beneficia.
        2 – Obviamente que o regime vigente quer as “regras”.
        3 – Os 2% que possuem a riqueza equivalente aos 80% da população mundial — e avençam a 10 mil euros ao mês (ou mais) os militares, juízes, jornalistas, comentadores das TV’s, e políticos para manterem, legislarem, vigiarem e controlarem as “regras” – não querem outra coisa!
        4 – Para esses as “regras” são eficientes e simples.
        5 – Vivem no luxo e no conforto dessa assimetria que as “regras” provocam na moral, na ética, na justiça, no armamento, e na economia.
        6 – Não são esses criminosos que preferem as “regras” ao “caos”?

    2. O que o caro SAP3i não ensina.
      Eternamente grato por ficar a saber que há mais uma divisão no reino animal: as pessoas humanas e as que não são

  5. Entre as três ditaduras da Existência humana, qual escolheis?
    A «ditadura das regras» ou a «ditadura do caos»?
    Mas a terceira ditadura, não é a pior de todas? A «ditadura do bom-senso e da mediocridade-do-meio»?

    1. “Entre as três ditaduras da Existência humana, qual escolheis?” Olhe, eu escolho não ler os seus comentários sempre que ultrapassam 5 linhas.

          1. Nos finais os anos 70 início de 1980 várias pessoas, conheci duas, foram passar uma semana a Moscovo, era novidade, e aproveitaram para arranjar os dentes que era de graça.

          2. Naquele tempo em Moscavide também era tratamento completo da cabeça aos pés e tudo de graça, não era preciso ir a Moscovo.

  6. Tirei estes conselhos da net há uns anos.Será que ainda se aproveitam?

    Para aprender a escrever bem.

    * Use palavras simples: Abnegue-se da usança de calepinos obsoletos, sarçosos ou inopinados.

    * Obiserve atemptamenti a graphia das palavras: Nada maiz disagradaveu du que ler um testo xeio de errus di purtugueiz.

    * Importante muito das frase a ordem é:

    * Seja Objetivo: Não escreva nenhuma palavra além das estritamentes necessárias para transmitir a idéia que você está colocando no papel. Pois a falta de objetividade é um dos graves pecados que os meios de comunicação vêm cometendo através de redatores e jornalistas que se extendem por parágrafos inteiros, expressando a sua incapacidade de síntese, ao dizerem em dezenas de orações aquilo que poderia ser resumido em duas ou três palavras.

    * Mesmo que pareça necessário, não repita a mesma palavra várias vezes na mesma sentença pois a qualidade da mesma será mesmo muito ruim.

    * O mó barato pra mandar um texto da hora pra detonar a galera é não usar gíria, falô? Senão, vai pegar mal na parada!

    * Palavrão nem fodendo, mesmo que a porra do texto seja do caralho!

    * Será condenado todo texto que tem abusado do uso da voz passiva pois será considerado um texto que tem sido pouco original.

    * Não use termos técnicos: Apesar dos computadores atuais possuirem processadores dual-core e monitores com resolução de 6 milhões de pixels e 14 terabytes de cores RGB e modens com capacidade de transmissão de 128 Kbs (em linhas ADSL), a maioria das pessoas ainda não está suficientemente informatizada para absover o impacto que a nova tecnologia digital está trazendo para o mercado.

    * Nunca exagere: Mesmo que você tenha que repetir um milhão de vezes a mesma frase, faça-a de forma natural nem que você precise de toda a eternidade para conseguir escrever dessa maneira.

  7. A razão é simples. A cultura em vigor da sociedade não pune o erro e forma de escrita e não recompensa a boa escrita.
    O que é óbvio. Na cultura Marxista em vigor a qualidade do trabalho sem directa ligação à sua propaganda nunca foi questão relevante. Ter as opiniões certas sobre tudo por outro lado tem suprema importância.
    Logo na moral vigente ninguém é elogiado ou cancelado por escrever bem ou mal.

  8. Isto dito assim até parece muito fácil, mas para quem é mestre. Quem não entende da poda, bem fica a ver navios…

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