Ética republicana. De Vital Moreira, na Causa Nossa.
Memória de uma entrevista. De João Rodrigues, no Ladrões de Bicicletas.
Feminino plural. De Maria do Rosário Pedreira, no Horas Extraordinárias.
Covil de fêmeas. Do Carlos Natálio, no Ordet.
Isto não é um prato de búzios. Do Manuel S. Fonseca, n’ A Página Negra.
Lendas do Sul. Do José Meireles Graça, no Gremlin Literário.

Vital Moreira quando convidado para integrar as listas do PS para as Europeias tinha a mulher, Maria Leitão Marques, no Governo…Não reconheço em Vital Moreira grande poiso de “ética republicana” pois aceitou comer da mão do PS, de Sócrates, e nos dias de hoje se arma em Vestal.
Maria Manuel Leitão Marques era secretária de Estado da Modernização Administrativa em 2009. Vital Moreira encabeçou nesse ano a lista do PS à eurocâmara.
Não tem nada a ver uma coisa com outra. Lisboa é Lisboa, Bruxelas é Bruxelas.
Eu teria ficado calado…mas o mesmo se passa nas Câmaras Municipais….é um costume entranhado
Discordo. O casal entrou na política activa (reentrou, se preferires, no caso de Moreira) na mesma altura, seduzidos por alguma razão pelo “engenheiro” Sócrates – quando deste já era mais do que sabido a aversão à liberdade de imprensa, a utilização do banco público para intervir na economia de forma abusiva, as redes de tutelares nos milionários negócios em Moçambique (de onde ela é oriunda e então visita frequente), e mais do que evidente a vida excessivamente desafogada que conduzia. Como tal Vital Moreira, ainda para mais como constitucionalista, não tem qualquer crédito para vir botar sobre seja lá o que for em termos éticos. Ou foi conivente (foi-o, estou certo) ou foi cúmplice (o que só se pode afiançar com provas) ou é parvo (no que não acredito). Mais valeria que se calasse não fosse a insuportável arrogância de quem acha que ser socratista não é mácula.
Não vejo o que é que a situação descrita tem de censurável em termos de ética política. Primeiro, fui eurodeputado por eleição e não por nomeação; segundo, quem me convidou para candidato não foi o Governo, muito menos minha mulher, mas sim o SG do PS, nessa qualidade; terceiro, não consta que os direitos eleitorais, protegidos pela Constituição, fiquem suspensos pelo facto de se ter um cônjuge no Governo, que aliás não depende do Parlamento Europeu; por último, nem eu nem minha mulher éramos, nem somos, membros do PS, pelo que não podemor ser parte da chamada “endogamia do PS” (quando muito somos testemunho da sua “exogamia”). Como defendi publicamente, a questão da ética política só se coloca em relação à nomeação de familiares dos próprios membos do Governo, ou de outros membros do Governo.