Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950, em Idanha-a-Nova. Licenciado em Direito em 1974, pela Universidade de Lisboa, seguiu a carreira diplomática e estreou-se em 1983, com o livro de poesia Recados.
Em 1984 publica a ficção Areias Escuras e no ano seguinte regressa à poesia com Seis Elegias e Outros Poemas, galardoado com o Prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Publicará ainda Ilha dos Mortos (1991), Viagem de Inverno (1993), O Jogo de Fazer Versos (1994), Modos de Música (1996), Outras Canções (1998), Poesia Reunida (1985-1999) e Os Dias Inventados (2001).
O seu último livro, Lendas da Índia, publicado pela Dom Quixote em Junho de 2011, acaba de ser distinguido com o Prémio António Quadros, atribuído pela Fundação com o mesmo nome.
De acordo com os membros do júri – José Carlos Seabra Pereira, António Cândido Franco, Fernando J.B. Martinho, Nuno Júdice e Pedro Mexia –, Lendas da Índia inscreve-se no “horizonte de um diálogo de culturas, com aspectos relevantes do pensamento universalista e da abertura de espírito do patrono deste Prémio (…) dando prossecução a um trajecto literário de grande qualidade estética.”
Para o júri, Lendas da Índia versa sobre a identidade “sem complexos históricos com o passado dos Descobrimentos.”
Tal como o nome o indica, trata-se de um livro que reúne um conjunto de poemas sobre a Índia ou sobre outros temas descritos com o olhar de quem viveu naquele país.
Só posso recomendar, vivamente, a sua leitura, uma vez que o considero, a par de Pedro Tamen, e entre os vivos, um dos meus dois poetas preferidos.


Bem merecido este prémio, Helena.
Não li mas vou a correr comprar. Sou uma leitora compulsiva de tudo o que se relacione com a Índia, e também eu gosto da poesia de Castro Mendes. Obrigada pela dica.
Compra Ana, é lindíssimo!