Leituras


lauraramos,

 

É o género de obra que me encanta. Produto de uma investigação apurada e consistente, mas que não despreza, na sua riqueza  documental, a oportunidade estética.

Não é só um livro de autor: é uma construção atravessada de sensibilidade sobre variadíssimos actores da nossa história cívica e cultural. O que exige método, bom olho, ciência e faro de caçador.

Aqui, viajamos pela história do Supremo Tribunal de Justiça, mas é a própria gesta política de Portugal que sedimenta a obra.

– Afinal, o que é da civilização sem ícones, impressões digitais das gerações, fio e meada, legados materiais?

Nada.

E tolos são os que desvalorizam estes vestígios que nos ficam.

Ainda bem que há quem, por entre outros desafios, esteja atento.

Tamanha lavra? É do nosso João Carvalho. E não preciso de tecer loas: que cada um avalie por si.

Por isso, não percam. Foi o que eu fiz. Completamente por conta própria.

– Verdade ou não, João?

18 comentários em “Leituras”

    1. Nada disso, João: gostei mesmo muito. Acabei de o ler hoje. E diria sempre o (pouco) que disse da obra e do autor em qualquer circunstância. Também não precisas de palavras: chegam-me as que, aos milhares, fazem o teu livro 😉 Beijinhos

  1. Falo do que sei: esta obra de grande fôlego do nosso João é tudo quanto a Laura diz e com a vantagem suplementar de não ter sido escrita em acordês. Só posso recomendá-la também, claro.

  2. Por falar e Supremo Tribunal de Justiça…

    Em Portugal temos dois: – O dito cujo e o Correio da Manhã.

    Sentença proferida hoje:

    “MATOU a tiro para não devolver 5,2 mihões”

    Será que D.L. irá recorrer para o T.Constitucional?

    O CM não informa!

    1. Acho que V. se esqueceu de reproduzir tudo o que vem na primeira página do Correio da Manhã.

      Não faz mal. Eu reproduzo: «Acusação brasileira: Duarte Lima matou por 5,2 milhões».

      Portanto, o jornal deixa claro que está a referir-se aos termos da acusação (conforme se lê no antetítulo). E nem sequer vi a palavra ‘matou’ escrita em maiúsculas.

      1. Eu reproduzi o titulo do CM – digital.
        O “matou” em maiúsculas foi para realçar o veridito… erro meu.

        Veja-se que a chamada de atenção para o jornal impresso tem o mesmo titulo…

        Minhas desculpas.

        1. Desculpado. O jornal impresso tem na primeira página o antetítulo e título que eu já disse: «Acusação brasileira: Duarte Lima matou por 5,2 milhões». Nunca devemos precipitar-nos, porque corremos o risco de não ser justos.

          1. Meu caro João Carvalho

            Quem me induziu em erro foi o CM – digital.

            Se tiver dúvidas, agradeço veriifque… todo os titulos da noticia, reproduzem o que escrevi… mesmo a chamada de atenção para o CM -Impresso, o que deduzi ser o mesmo.

            Cumprimentos e felicidades

            É melhor ler o livro… e deixar o CM em paz.

  3. Também tenho um exemplar desta obra especial, tanto mais especial quanto se trata de uma obra de um grande amigo de longa data, com dedicatória e tudo!…

      1. Obrigado, Laura, dá sempre jeito. Especialmente nos tempos que correm, em que diariamente ficamos de boca aberta pela surpresa das novidades, é sempre bom ter um à mão.
        Um abraço.;-))

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